segunda-feira, 13 de julho de 2015

HCuma? HWhat? HQuê?


Produzir arte em lugar nenhum do mundo é tarefa fácil: requer uma paciência especial, dedicação, tempo. Com a velocidade da informação cada vez mais rápida, com a pressa e a urgência do mundo digital, com as pessoas cada vez mais nervosas e o mundo cada dia mais violento, deter-se a produzir arte é um ato heróico. E é deste ato heróico de um grupo de artistas de Araraquara que nasceu a revista HQuê?

Os três primeiros números da revista possuem características muito próprias do underground: a liberdade temática, a variedade de traços, estilos, a multiplicidade de temas, o experimentalismo. Alguns temas inclusive muito pertinentes como a crítica política e social.



Enquanto alguns autores da revista mostram textos e artes mais maduros é possível ver o potencial crescente de colaboradores mais jovens e inexperientes, todos porém partilhando o desejo de fazer quadrinhos. E eles estão no caminho correto pois a melhor maneira de aprender a fazer algo é fazendo.  A cada edição a equipe de produção tem demonstrado evolução de texto e traço. Alguns detalhes editoriais como expediente, endereço para contato e minibiografia dos artistas viriam bem a calhar nas próximas edições. 

A Revista que surgiu de uma Oficina de HQ autoral ministrada pelo Quadrinista Luciano Salles chega à terceira edição, com qualidade crescente, mostrando que essa turma tem muito fôlego para desbravar esse grande oceano dos quadrinhos seja com maré alta ou baixa, estando ou não para peixe.


HQuê? Volume 1: Abimael Martins, Carlos Marques, Celso Ludgero, Eder dos Santos, Jackie Franco, Julia Moraes Truchlaeff, Kadi, Marcelo Caraciolo Tucci, Maurício Salazar, Piu Franco, Ricardo Lucchiari, Rodrigo Romão, Rubens Baquião, Thiago Alencar, Vinil, Vitor Deivid, Zamo. Editorial por: Daniel Lopes (Editor de Quadrinhos e apresentador do programa Pipoca e Nanquim)

HQuê? Volume 2: Abimael Martins, Amanda Onishi , Caio Delfini, Carlos Marques, Celso Lugero, Eder dos Santos, Gustavo Cerni, Marcelo Tucci, Rubens Baquião, Raquel Franco, Kadi, Thaís de Campos, Vitor Deivid, Zarmo. Posfácio: Luciano Salles (Quadrinhista).

HQuê? Volume 3: Abimael Martins, Amanda Onishi , Carlos Marques, Celso Lugero, Eder dos Santos, GAbe, GAlu, Marcelo Caraciolo Tucci, Ricardo Lucchiari, Rubens Baquião, Sergio Bazanella, Zamo. Editorial por: Gustavo Vicola (Revista Mundo dos Super-Heróis); Posfácio: Edgar Franco (Artista Transmídia, Pós-Doutor em Arte e Tecnociência pela UNB).

Grupo HQuê - Contato:
artedoeder@gmail.com
Eder dos Santos
AV. Antônio Bento Chiossi, 560 - Jardim Cambuy
CEP 14805-425 - Araraquara/SP





quarta-feira, 8 de julho de 2015

Classificar Para Otimizar!


No Brasil se vende cigarro e bebida para crianças: isto é um fato!...E a maioria dos adultos consegue entender como isso é equivocado. Do mesmo modo como cigarro e bebida são vendidos indiscriminadamente, há muitas produções na web sem classificação. E elas vão de quadrinhos a videocasts. Embora seja fácil crer que os produtores sabem a qual público se destina sua produção, não custa dar uma forcinha pra quem está começando a produzir conteúdo e ainda não atinou que: Entender a classificação pode ajudar na produção. Você não precisa classificar seu produto, mas pode entender mais claramente a quem ele se destina.

Ao elaborar uma narrativa seja em quadrinhos, seja um livro, seja um game ou outro meio qualquer, o autor é livre para explorar todos e quaisquer temas, gêneros e assuntos. Entretanto é necessário a percepção de qual público se destina sua obra. Isso também é válido para produtores de conteúdo para web como videocasts, podcasts, etc. É fato de conhecimento público que a cognição e o aprendizado infantil diferem substancialmente dos adolescentes e adultos, daí a compreensão de que certos temas e abordagens possuem intrinsecamente públicos específicos.

Um sistema classificatório foi desenvolvido pelo Ministério da Justiça com intuito de direcionar melhor a obra ao público a que se destina. Esta classificação é indicada para televisão, mercado de cinema e vídeo, jogos eletrônicos e jogos de interpretação – RPG, entretanto pode ser de utilidade para outras áreas e mídias não listadas.

Aos que interpretem esse sistema como censura, é bom lembrar que trata-se de uma classificação de conteúdos visando adequação de público, ou seja não é um impedimento de veiculação, mas um indicador de direcionamento desta veiculação.

O Guia prático da classificação indicativa (disponível no site do Ministério da Justiça) pode ser usado pelos próprios autores para uma auto classificação de sua obra em projetos culturais, editais, etc. Obviamente deveria ser também utilizado por avaliadores de projetos culturais e editais para classificar os trabalhos que avaliam. Ele ajuda a perceber que elementos estão contidos nos trabalhos e a que faixas etárias melhor se destinam.


A título de exemplo, uma classificação Livre permite a chamada Violência fantasiosa, como nos desenhos animados em que os personagens se deformam, são amassados por bigornas ou martelos gigantes e logo em seguida retornam ao estado normal; A presença de armas sem violência, sangue, fraturas expostas é permitida; Mortes sem violência ou lesões. Por exemplo: um corpo inerte é encontrado por um detetive numa cena após o crime. Para maiores detalhes o Guia pode ser baixado gratuitamente no site do Ministério da Justiça. (Link abaixo da matéria).

Enquanto as mídias relacionadas a cultura, educação e entretenimento se tornam áreas mais rentáveis e abrem espaço para novas atividades, o profissionalismo dos produtores faz-se cada vez mais necessário exigindo-lhes mais conhecimento sobre o mercado que os cerca e sobre a elaboração e veiculação de suas produções, sejam animações, games, rpgs ou quadrinhos.


Mais:
Guia de Classificação 
Guia Pático da Classificação Indicativa
Ministério da Justiça Página Consulta, Procedimentos e Regulamentação