sábado, 21 de julho de 2018

quinta-feira, 12 de julho de 2018

SÓ ANA: HQ NACIONAL SOBRE BASTIDORES DO VIGILANTISMO E HEROÍNA QUE BUSCA ESQUECER SEU PASSADO


“Só Ana”: HQ em pré-venda no Catarse, lançamento na CCXP 2018


SINOPSE

"Só Ana" é uma HQ sobre escolhas, identidade e os bastidores do vigilantismo que acompanha os planos de Ana para esquecer o passado e as pessoas que fazem parte de sua vida. Vidas? Duas delas. Ou seriam três agora? Ana ▉▉▉▉ já perdeu a conta. Sem sua caderneta, ela provavelmente não conseguiria se lembrar do nome pelo qual responde hoje em dia.



Quando se muda para uma cidade nova, Ana está preparada para um recomeço completo. Um novo apartamento, planos para o futuro e uma namorada tão incrível que nem parece gente e só podia se chamar Deusa. Mas uma promessa antiga faz com que Ana encontre brechas em seu plano de viver como uma garota humana. Após um incêndio suspeito, o recomeço de Ana é interrompido pela intervenção de seu passado. Dividida entre partes de sua vida que não podem se chocar, Ana luta para encontrar sua identidade e entender o significado de ajuda em uma cidade que a odeia.


Roteirizada e ilustrada por Renata Nolasco, "SÓ ANA" é uma aventura de 150 páginas em preto e branco, dividida em 6 capítulos, e será lançado na Artist's Alley na Comic-Con Experience 2018.




CAPÍTULOS

Capítulo 1 - Quem vem ali, naquele céu flamejante?
Capítulo 2 - Uma perna a menos e nenhum sobrenome
Capítulo 3 - A balança de Themis segue a trilha de sua espada
Capítulo 4 - É difícil calar fantasmas quando minha mão continua atravessando suas bocas
Capítulo 5 - Meu pai sempre me disse que seus aniversários são amaldiçoados
Capítulo 6 - Só Ana











 FORMATO
 ·         Tamanho 15 cm x 21 cm;
·         168 páginas em preto e branco;
·         Miolo em papel pólen 90g;
·         Capa cartão.    



VALOR

O valor para aquisição da HQ com frete incluso e direito a cópia em PDF e marca-página personalizado é de R$ 35,00.
Além disso, no Catarse o apoiador pode escolher entre outros valores com diversas recompensas como prints, adesivos, imãs de geladeira e até camisas e sketchbooks.



CAMPANHA

A campanha no Catarse se destina a financiar a HQ, fazer a impressão das recompensas e envios. A meta é de R$ 8.500,00, dos quais mais de 25% já foi arrecadado na primeira semana de campanha.




AUTORA

Renata Nolasco, 23, é formada em Comunicação Social pela UERN e atua na área de ilustrações e quadrinhos desde 2014. Autora da página de tiras Atóxico no Facebook e dos quadrinhos “Ei, Por que não existem grandes quadrinhos feitos mulheres?” (2015), “Eu não sou bonita” (2016) e “Silêncio = Morte” (2017). Ilustrou capítulos de “A Samurai: Primeira Batalha” e “Amor em Quadrinhos”, além de ter feito parte da equipe da Revista Farpa e atualmente ser membro-fundadora do Colabe Clube. Dentre outras publicações, lançou o artbook "A Árvore da Bruxa" (2017) e o livro de colorir "Minas para Colorir"(2016). Fã de super-heróis, música triste e ficção científica.




LINKS

Campanha:

Portfolio da autora:

Redes sociais:

sábado, 7 de julho de 2018

A TURMA DO GABI RETORNA EM SITE DE FINANCIAMENTO COLETIVO PELO KICKANTE COM HQS INÉDITAS
























Por Ricardo Quartim

A já consagrada Turma do Gabi, do cartunista e escritor Moacir Torres está de volta pelo site de financiamento coletivo Kickante!


Criada no ano de 1975 e completando 43 anos em 2018,  é considerada a quarta turma mais conhecida dos quadrinhos brasileiros, já tendo circulado nos principais jornais e revistas infantis do país por várias gerações, além de  já ter tido cerca de 1200 revistas de atividades, quadrinhos e livros publicados  no Brasil e na Europa.

Atualmente está no Amazon com cerca de 20 e-books entre Livros Infantis e Quadrinhos. No entanto o autor quer publicar novamente uma revista em mídia impressa e com HQs inéditas!

Os colaboradores receberão em outubro a revista impressa autografada e a versão digital. Dependendo dos valores escolhidos para colaboração, também poderão receber os livros infantis da Turminha e o gibi do super-herói Papo Amarelo 02, também criação de Torres.


Para apoiar clique aqui

Para adquirir no Amazon clique aqui

Turma do Gabi  no Facebook clique aqui

Para saber mais sobre o Papo Amarelo clique aqui















http://laboratorioespacial.blogspot.com/2018/06/os-codigos-de-ur-uma-viagem-atraves-das.html





https://www.youtube.com/user/ricardoquartim3


domingo, 1 de julho de 2018

Pensando Quadrinhos: Ótimos Filmes Ruins!





—Viu o novo filme do (...) com aquele cara, o (...)?
—Vi. Achei uma bosta.
—Ah, vc é um chato. O filme é irado porque...
—Velho, o filme é uma bomba porque...

É. Estou certo que você já se deparou com a situação acima. Mas, espere um minuto. O que faz um mesmo filme ser, simultaneamente, tão bom e tão ruim? Bem, é disto que trataremos a seguir.

http://laboratorioespacial.blogspot.com/2015/08/quatro-razoes-pelas-quais-esse-quarteto.html












Os filmes, livros, quadrinhos, as peças de teatro podem ter ou não uma estrutura narrativa. Há produções artísticas cujo objetivo não é contar uma história, mas explorar um assunto, instigar certas emoções, comentar ou questionar algo, mas aqui trataremos de filmes cujo objetivo é o que chamarei de narração de entretenimento. Claro que a narração pode ser usada para fins educativos, informativos, históricos, ilustrativos, mas a narração de entretenimento visa... adivinha?! Exato! Entreter.

http://laboratorioespacial.blogspot.com/2015/08/o-quarteto-que-nunca-veremos.html













Quem conhece o trabalho de Joseph Campbel e de Christopher Vogler ou Syd Field ou mesmo se você já viu muitos filmes —como a Lisbela (do Filme Lisbela e o Prisioneiro, filme de Guel Arraes, 2003)—já se deparou com padrões reconhecíveis nas narrativas cinematográficas. Os quadrinhos gozam de uma liberdade estrutural maior talvez por ser uma mídia distinta, talvez pelos valores de produção não serem exorbitantes, enfim, embora haja uma tendência atual de alongar as narrativas nos quadrinhos, terminando as revistas com um "continua" no final de cada edição para fisgar o leitor, embora os conflitos e ações sejam diluídos em favor de estender as tramas, não há, nos quadrinhos a paranoia de seguir uma estrutura narrativa de modo tão enfático como nas produções cinematográficas.

http://laboratorioespacial.blogspot.com/2016/03/batman-vs-superman-um-filme-que-dividiu.html

http://laboratorioespacial.blogspot.com/2016/03/batman-vs-superman-ame-ou-odeie-por-jj.html











Disto isto, é bem possível que você faça parte de um público que está adaptado aos picos de emoção promovidos pela estrutura narrativa, com os momentos de apresentação de personagem, apresentação do conflito, dúvida, negação, ameaça, viradas surpreendentes, tomada de decisão, derrota aparente, superação da perda, triunfo e reconstrução de status quo. Bem, usei termos distintos, mas tudo isso está no trabalho dos autores mencionados anteriormente: Joseph Campbel, Christopher Vogler, Syd Field— se ficou curioso procure-os no Google. Caso você já esteja adaptado a este formato e sinta-se confortável com ele, qualquer produção que fuja desse esquema vai provocar um ruído na sua compreensão. Algumas vezes você vai odiar o filme porque algum dos elementos narrativos com os quais você estava habituado não se fez presente. Em alguns outros casos, as explicações e justificativas para as ações de um ou outro personagem podem parecer irreais, frágeis ou inverossímeis — isso também pode estragar o filme pra você. A falta de uma linha clara de condução começo, meio e fim, a falta de conexão lógica entre algumas cenas, a falta de justificativa para algumas dessas cenas. Bem, a quantidade de coisas que podem estragar sua apreciação são inúmeras. Mas também é fato que o filme pode ser considerado ruim por uma maioria esmagadora de pessoas e você, contra tudo e contra todos, sentir uma alegria contagiante vendo o mesmíssimo filme.

http://laboratorioespacial.blogspot.com/2015/11/a-guerra-de-cada-um.html




Por mais comercial que seja um filme, por mais que se detenha a estruturas, regras, truques de roteiro e construção, por mais técnico que ele seja ainda há ali o fator humano, ainda há um discurso não dito, um discurso que, eventualmente as pessoas podem ler de distintos modos influenciadas pelo seu histórico emocional, por seu nível cultural, por suas experiências de vida etc. Um mau dia no escritório pode estragar a experiência de um filme ou exaltá-la.


http://laboratorioespacial.blogspot.com/2012/09/aventureiro-de-marte.html



http://laboratorioespacial.blogspot.com/2012/03/uma-princesa-de-ontem-de-hoje-e-de.html
Nestes tempos de redes sociais cada pessoa defende suas opiniões como verdades absolutas e poucos parecer ter humildade para aceitar que a opinião do outro é simplesmente distinta da sua. A arrogância de estar certo acima de tudo e de todos é o padrão que fomenta um colonialismo irascível de opiniões. Estar acima do outro, ser maior, melhor, mais inteligente tudo isso parece mais importante que viver sua própria experiência e respeitar a experiência do outro. O Spoiler , por exemplo, é antes de tudo um desrespeito à experiência do outro. O que nos leva a um questionamento essencial para esta reflexão textual: Um mesmo filme pode ser, ao mesmo tempo: ótimo e péssimo? Claro! Pois quem vivencia sua percepção é você. Tudo bem se todos odeiam seu filme favorito, ele nunca deixará de ter um significado íntimo e pessoal para você. Isto não é motivo para discussões inflamadas nem para fins de relacionamentos ou amizades. Respeito é uma atitude que inspira reciprocidade. Então, lembre-se: o próximo filme (ou Quadrinho) excelente ou horrível ao qual você tiver chance de assistir (ou ler, no caso dos quadrinhos) sempre terá fãs e detratores. Simplesmente porque, por mais comercial que seja, aquilo também é arte.

MAIS:
http://laboratorioespacial.blogspot.com/2018/05/dicas-de-producao.html
http://laboratorioespacial.blogspot.com/2018/02/nas-perigosas-trilhas-de-ur.html

segunda-feira, 25 de junho de 2018

As Faces de Hércules: Mark Forest





















Nascido em New York no dia 16 de janeiro de 1933, da terceira geração de ítalo-americanos, o jovem Lorenzo Luiz 'Lou' Degni, inspirado pelas revistas de fisiculturismo, começou a se exercitar regularmente aos 13 anos. Aos 19 conseguiu ficar em 27º lugar no Mister América. Neste período começou a fazer apresentações de atletismo e força física em clubes noturnos, uma experiência de palco que colaborou para que desenvolvesse uma visão artística e teatral. Após ir a Hollywood fazer um teste para um filme de Tarzan, o jovem fisiculturista acabou entrando para a companhia de shows da atriz Mae West. Em 1954, Lou Degni recebeu o título de Mr Venice Beach e ficou em segundo na competição Mr Muscle Beach.












O também fisiculturista e ator Steve Reeves havia estrelado épicos na Itália em 1958 e 1959 e percebendo a enorme receptividade do público os produtores procurando atletas com perfil semelhante ao de Reeves encontraram Lou Degni que logo mudaria o nome artístico para Mark Forest. Seu primeiro filme foi La Vendetta di Ercole, 1960 (A Vingança de Hércules), mas—vejam como eram as coisas nos filmes de sandálias e espadas— dado o grande sucesso de "Golias e os Bárbaros", 1959 com Steve Reeves, os distribuidores dos Estados Unidos mudaram o nome do filme (e do protagonista) para Golias. Com isto o filme saiu com o título de Goliah and the Dragon.


















A exemplo dos outros atores do mesmo período (décadas de 1950 e 1960) Mark Forest interpretou Hércules e seus análogos Maciste, Golias, Colossus. Aqui vale uma observação sobre o Hércules desta época. Não havia uma preocupação em alinhar o personagem com as lendas e façanhas da mitologia grega, em alguns filmes até a relação entre Hércules e Zeus é omitida. Os heróis podiam ter os nomes intercambiáveis porque suas características eram bem semelhantes: uma incrível força física (as vezes sobre-humana) e uma inabalável sede de justiça.


Mark Forest emprestava um ânimo mais leve a sua atuação, fazendo que seus personagens parecessem mais jovens e intempestivos que outras versões mais sóbrias como o Hércules de Reg Park (mais maduro) ou o de Steve Reeves (mais romântico).

Dono de uma voz bonita e potente, Mark Forest deixou os filmes de ação para dedicar-se ao canto lírico tornando-se posteriormente professor. Atividade na qual atua ainda hoje conciliada com a atividade de personal trainer.

Filmografia Selecionada:

Embora 5 dos filmes de Mark Forest contenham Hércules no título, apenas dois tenham sido escritos e desenvolvidos originalmente para o personagem.


-A Vingança de Hércules (La Vendetta di Ercole, 1960. Outros títulos: Goliah and the Dragon,  Golias e o Dragão): O filme teve o título e o nome do protagonista mudados para o lançamento nos Estados Unidos para aproveitar o rastro de sucesso do Golias interpretado por Steve Reeves. Os produtores e distribuidores não ligavam muito para certos "detalhes" desde que as soluções ampliassem o fluxo de caixa. Mudar o nome de Hércules neste filme exigiu um certo malabarismo pois a trama se inicia com o cumprimento do décimo segundo trabalho de Hércules. O Rei Euristeu na tentativa de dominar Tebas (sempre protegida pelo semi-deus) conspira para usar o filho de Hércules para destruí-lo.


-Hércules contra os Filhos do Sol (Ercole contro i figli del sole, 1964): Naufragando em uma terra distante Hércules é atacado por um exército brutal e alia-se a um grupo de rebeldes liderados pelo filho do Rei deposto, Príncipe Maytha, interpretado pelo astro de Western Spagetti Giulianno Gemma. Hércules auxilia os novos amigos construindo máquinas de guerra e preparando-os para um combate que pode restituir o trono a quem de direito.

-Hércules contra os mongóis (Maciste contro i mongoli, 1963): Na versão distribuída para as Américas Maciste é trocado por Hércules. As últimas instruções do Imperador Gengis Khan em seu leito de morte foram para que seu Império passasse a viver em paz com o Ocidente. Contrariando as determinações do pai, seus três filhos iniciam uma série de ataques brutais, pilhando e destruindo cidades e vilas. Hércules impede o assassinato de um garotinho e de um grupo de pessoas e descobre que trata-se de Alessio de Tudela, irmão da bela Princesa Bianca que encontra-se prisioneira dos saqueadores. Para vingar a morte do Rei e restabelecer o Trono de Tudela, Hercules enfrentará batalhas, torneiros e conspirações. Hércules e Maciste são personagens da antiguidade mas o rigor histórico não era uma preocupação dos produtores dos filmes de espada e sandália. O Império Mongol de Gengis Khan teve sua expansão por volta dos anos de 1207 a 1227 ( Idáde Média 476 d.C. a 1492 d.C.)
 
-Maciste, o Filho de Sansão (Maciste nella valle dei re, 1960): Um artifício comum da época para chamar atenção da audiência era ter o nome de heróis famosos no título do filme: O Filho de Sansão, Filho de Hércules, Filho de Robin Hood etc. Fora da itália o herói Maciste ainda não era um fenômeno, então chamá-lo de filho de Sansão era uma forma de promover uma familiaridade junto ao público. 


MAIS:
Mark Forest in Brian's Drive-in Theater
Mark Forest na wikipedia (em português)
Mark Forest na wikipedia (em inglês)
La Vendetta di Ercole aka Goliah and the Dragon (filme completo no youtube)
Hercules against the Mongols originalmente Maciste conto il mongoli (filme completo no youtube)
Son of Samson,1960 (Maciste nella valle dei re) (resenha)
Peplumtv.com
The Magnificent Gladiator (dvddrive-in)
 PeplumTV.com






http://laboratorioespacial.blogspot.com/2018/06/os-codigos-de-ur-uma-viagem-atraves-das.html


http://laboratorioespacial.blogspot.com/p/quadrinhos.html