quinta-feira, 12 de setembro de 2019

RAMBO - Até a última gota de sangue!









Coragem é uma característica do Stallone seja como ator, diretor ou produtor. Aos 73 anos de idade, mesmo sujeito à intensas críticas da parcela do público, que tem ojeriza a filmes de ação, ele retoma um personagem polêmico. Seria mais seguro encerrar o personagem com as conquistas que obteve até então, mas, como todo indivíduo criativo, esbarrar em novas ideias acabam trazendo novo vigor e ânimo. O resultado desta inquietação é RAMBO- Last Blood , no Brasil: RAMBO - Até o fim.



















É possível perceber a homenagem que a produção presta aos westerns — Rambo é parte índio caso não lembrem e nesta produção o veremos inserido em seu contexto de origem pré-Vietnã, reconstruindo, recuperando e resgatando as raízes das quais se afastou por conta das guerras (uma delas interior). A trilha musical, a paleta explorada na película e até o tema remetem a clássicos do velho oeste.




















Neste retorno reencontramos Rambo imerso no cotidiano duro de manter um rancho, longe dos dias de luta e de sangue até que... uma garota, que ele criou como se fosse sua filha, é sequestrada por um cartel de drogas mexicano. Com isso, uma tempestade de fúria se anuncia no horizonte. Em todas as aventuras anteriores vemos Rambo ser jogado (a contragosto) no meio de uma Guerra. Isto se mantém nesta nova produção, embora a guerra seja diferente— e muitas vezes invisível— a Guerra das Drogas. Nesta guerra muitas vezes a luta é interna (contra o vicio) outras vezes é ccontra o sitema (que se recusa a confrontar quem financia e patrocina o vício de ricaços e, se vc acreditar nisso, pobretões). A direção do filme é de Adrian Grunberg, diretor de Get the Gringo, estrelado por Mel Gibson. O roteiro é assinado por Stallone e Matt Cirulnik e tem anda no elenco Paz Vega conhecida pelos filmes 'Fale com ela', de 2002 e 'Os amantes Passageiros', de 2013 — ambos dirigidos por Pedro Almodóvar; e ainda Yvette Monreal (Lowwriders e Once upon a superhero), Louis Mandylor (The Debt Collector—com Scott Adkins) e Óscar Geaneda (The Loosers, Pirates of the Carbbean: On stranger tides).

Impressionantemente ativo, atlético e conectado, Sly traz Rambo para mais uma aventura e com isso mostra que idade não é documento e que rótulos , como "velho, antiquado e careta", são muito bons para frascos de remédio e produtos em prateleiras mas não são muito eficientes para pessoas.




domingo, 25 de agosto de 2019

KUTANG - O Rei do Universo !

























Por JJ Marreiro

Aos olhos de hoje a alcunha “Rei do Universo” pode parecer megalomaníaca ou mesmo soberba, mas aos olhos dos anos 60 com seus Reis do Rock, Reis do Iê-Iê-Iê, Reis dos Calouros, Reis dos Quadrinhos... o termo Rei parecia usual e plenamente adequado. Sem mencionar o caráter ingênuo e pueril que vinha a reboque. Joás Dias de Lima (como também é conhecido o cartunista Jodil) criou um personagem que, de certo modo, combinava um caráter místico e tecnológico. Poderia muito bem ser associado às idéias de Novo Aeon ou das disciplinas de ordem exotérica típicas daqueles anos 60 tão telúricos, mas tratava-se apenas de um personagem divertido que, a exemplo do Capitão Marvel ou de Jack Marvel (Marvel Man), usava uma palavra mágica para acessar seus dons superiores e proteger os necessitados.

Jodil, artista gráfico, publicitário, cartunista, ilustrador, faneditor (Fã Sim HQ, Túmulos Vazios) talvez não tenha imaginado que aquela sua revista de criança pudesse inspirar e instigar tanta gente ao ponto de seu personagem ser catalogado por Lancelott Martins no rol dos personagens brasileiros de histórias em quadrinhos ao lado de ícones como RaioNegro, Judoka e Capitão 7.

Abaixo você pode ver as páginas de Kutang produzidas por Jodil nos anos 60 e logo em seguida um preview da revitalização proposta nos anos 2000.

















Falando sobre o personagem e sua revitalização: Conheci o personagem Kutang por meio dos fotologs. Alguém havia postado uma imagem de um quadrinho infantil produzido em 1964. Achei curioso e o tempo se encarregou de colocar-me em contado com Rod Gonzalez que após ver alguns de meus desenhos sugeriu que reformulássemos o personagem. Após a devida permissão do Joás (criador do personagem que viria a se tornar amigo de ambos) iniciei os estudos e fiz algumas páginas. No entanto, necessidades mais prementes me impediram de finalizar o projeto na época, mas ainda há esperança desse material vir a público, principalmente porque hoje em dia existem várias maneiras de fazer isso. Veremos no que dá.

Abaixo, o material extraído do HQQuadrinhos de Lancelott Martins, o maior catálogo de personagens brasileiros da internet. 





E agora, pra encerrar, uma curiosidade. O Capuz usado pelo herói, com seu formato cônico, somado a letra 'K' estampada em seu peito tornaram o herói alvo de críticas que alegavam tratar-se, estes elementos, de referências à Ku Klux Klan (instituição extremista norte-americana que se opunha à luta pelos direitos civis), algo que obviamente jamais passou pela mente criativa do autor.

O 'K' no peito se justifica pelo nome do herói, que, caso fosse escrito com 'C' não traria a mesma aura exótica. Aliás, Kutang é um termo da língua indonésia usado para vestes, camisola ou colete. Quanto ao chapéu em cone, os membros da Klan podem tê-lo associado a uma rotina de terror, perseguição e ódio, mas sua origem remonta a procissões religiosas medievais e está ligada à modéstia, penitência, humildade e fé. Ao mesmo tempo que simboliza os soldados romanos cumprindo obedientemente sua obrigação, o chapéu, cobrindo o rosto, também representa a vergonha de ter sacrificado o Cristo. O formato do cone, como uma seta para cima, indica uma conexão com o céu e com o divino que habita acima dos homens. Desde suas origens os penitentes (chamados encapuzados, nazarenos ou farricocos) usam esta indumentária como maneira de seguir a procissão expiando os próprios pecados sem revelar publicamente suas identidades.

Algumas procissões da Semana Santa (tradição religiosa cristã que culmina na ressurreição do Cristo) na Espanha incluem a chamada Procissão do Fogaréu (Em cidades como Málaga, Sevilha—considerada a maior comemoração de Semana Santa do Planeta!), Valladolid, Salamanca, Cádiz, Monóvar, Pamplona, Tudela, Zamora e outras) e em Portugal (Braga, Óbidos e outras). Estes festejos datam da Idade Média e possuem elementos ritualísticos próprios. Algumas ocorrerem à noite ao som de tambores, com os participantes sendo precedidos por tropas à cavalo. As tochas e as indumentárias dos clérigos e dos penitentes também são carregadas de simbolismo. No Brasil, as famosas Procissões do Fogaréu, que ocorrem em Guarulhos-SP, Lorena-SP, Goiás-GO, Paraty-RJ, Petrópolis-RJ, Santa Luiza-PB, Reriutaba-CE e em várias outras localidades, são descendentes diretas destas manifestações europeias. O capuz, ou chapéu em cone, está lá, trazendo aquele ar de solenidade, misticismo e mistério aliado à sua herança medieval.




Sobre as procissões:
Semana Santa em Málaga (Espanha)
http://desbravandomadrid.com/2015/03/31/especial-semana-santa-procissoes-curiosas-em-espanha/
http://www.panosso.pro.br/2011/04/semana-santa-em-valladolid-espanha.html
https://www.icce.com.br/blog/2014/4/18/o-icce-deseja-uma-feliz-pscoa-conhea-um-pouco-sobre-as-tradies-da-semana-santa-na-espanha
https://pt.wikipedia.org/wiki/Confraria
http://lumeear.blogspot.com.br/2015/04/a-semana-santa-em-espanha.html
http://www.periodistadigital.com/religion/turismo/2015/10/13/el-pp-quiere-declarar-la-semana-santa-como-manifestacion-representativa-del-patrimonio-cultural-inmaterial-religion-iglesia-congreso.shtml
Nazarenos - Os encapuzados (wikipedia)
http://pt.aleteia.org/2017/04/10/procissao-do-fogareu-fe-e-tradicao-na-semana-santa/
http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/33878-procissao-do-fogareu-em-goias
https://semlimitesjornalinovador.blogspot.com.br/2014/04/procissao-do-fogareu-antes-missa-com-pe.html
http://viagemeturismo.abril.com.br/destinos/procissao-do-fogareu-encena-perseguicao-a-cristo-em-goias-velho/

http://blog.comshalom.org/carmadelio/49950-fe-e-cultura-popular-a-variedade-das-procissoes-de-semana-santa

Procissão do Fogaréu (wikipedia) 

Procissão Ecce Homo  em Braga - Potugal (wikipedia)

Matéria originalmente publicada no blog Campo dos Sonhos - Link

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

O ESCRITOR FERNANDO FONTANA VAI LANÇAR UMA GRAPHIC NOVEL QUE SE PASSA NO MESMO UNIVERSO DE SEUS LIVROS

Por Ricardo Quartim

O escritor e Professor de História em Catanduva Fernando Fontana está com uma campanha no Catarse para lançar a Graphic Novel O Triste Destino da Namorada do Ultra-Homem, uma HQ que se passa no mesmo universo de seu  romance Deus, o Diabo e os Super-Heróis no País da Corrupção

Conforme a sinopse:

"Em um país fictício onde a corrupção se espalhou por todas as esferas do governo e da sociedade, o detetive Lucca Carrara é chamado para investigar o desaparecimento da namorada do Ultra-Homem, um dos mais famosos e poderosos super-heróis em atividade.
Entre copos de uísque e a fumaça dos cigarros, Lucca precisará descobrir a verdade obscura por trás do desparecimento da jovem e se ela ainda está viva."

Segundo o que foi divulgado,  não é uma história comum de super-heróis,mas algo entre Tarantino e Garth Ennis

E indo além do que foi dito, levando em conta a trama do romance Deus, o Diabo e os Super-Heróis no País da Corrupção, já que ambas fazem parte do mesmo universo, a HQ também deverá agradar a leitores de obras como Whatchmen de Alan Moore e a recente The Boys, do mesmo Garth Ennis já citado acima, pelo mesmo tom em que aborda a temática dos super-heróis de forma realista. 


A arte fica por conta do quadrinhista Ivan Lima, responsável por diversas histórias nas Revista Calafrio e Mestres do Terror

Ainda segundo a divulgação, Lima possui um traço realista que combina com o clima noir e a atmosfera lúgubre da trama.


Fernando Fontana possui dois romances já publicados, o mencionado Deus, o Diabo e os Super-heróis no País da Corrupção, que é o primeiro de uma série de livros deste universo, em 2018 pela Editora Viseu. E em março deste ano, seu segundo livro Procura-se Elvis Vivo ou Morto, o primeiro de uma coleção de livros de bolso chamada Casos Supernaturais.


Você pode apoiar a partir de R$20,00 bastando entrar no site, clicando aqui.


Atualização:

O próprio autor Fernando Fontana acabou de divulgar mais uma novidade em primeira mão para o Laboratório Espacial! Vejam a seguir em suas próprias palavras:


"Em menos de cinco dias alcançamos 10% de nossa meta prevista. Por conta disso, para todos os que já apoiaram o nosso projeto e para todos que o apoiarem nos próximos sete dias, daremos de presente no final da campanha, um aquivo em PDF com o conto "Isamu precisa morrer!" Este é o segundo conto de uma coletânea prevista para ano que vem, chamada "Crônicas de Uma Casa de Chá". O primeiro destes contos, "O Jardineiro do Imperador" está disponível em formato de fanzine entre as recompensas já oferecidas. Agradecemos a todos por acreditarem em nosso projeto e aguardem pelas próximas novidades."






sábado, 10 de agosto de 2019

SILÊNCIO! Batman na Área!


A animação Batman: Hush (Silêncio) adapta a sua própria maneira o arco escrito por Jeph Loeb e desenhado por Jim Lee. O longa toma todas as liberdades necessárias para levar a trama para o ambiente das animações embaladas pelos Novos 52 desde Liga da Justiça Guerra (2014). Na verdade, algumas das mudanças realmente melhoram a história de maneira surpreendente, embora pague um certo preço por isso. Batman: Hush não está nada próximo dos melhores desenhos animados produzidos pela DC-Warner, mas ainda pode ser um entretenimento para os fãs.

Um dos pontos altos do longa está na relação mostrada entre Batman e Mulher Gato. Batman: Hush traz ação e uma história intrigante, mas que irá decepcionar quem espera uma atualização exata, quadro a quadro, do quadrinho. No entanto, se você espera uma nova versão, o resultado pode agradar. O longa resolve algumas das deficiências da história em quadrinhos original e oferece o que soa como uma história mais coesa. Ao comparar os dois, o material de inspiração se torna um primeiro rascunho quando comparado ao filme.












 







É claro que nem todos vão concordar, mas as mudanças adicionam uma carga pesada de desenvolvimento de personagem ao elenco do filme (sem spoilers), e que resulta em um final intrigante, melhor do que o material de origem. Tais mudanças funcionariam para o formato quadrinhos? Provavelmente não. Mas muito bem para a animação. Além disso, a reação da Bat-Família ao relacionamento de Batman e Mulher Gato já vale o filme, pois traz profundidade e relevância.
 
Porém, o filme ainda demonstra problemas. Assim como na história em quadrinhos, existem personagens que aparecem em situações “glorificadas” que não causam impacto na trama. Arlequina e Coringa estão tão deslocados quanto no contexto original. Além disso, algumas das alterações fazem com que alguns personagens recebam menos tempo de tela do que a história exige. Não que estrague o filme, mas o compromete em geral. Entrar em mais detalhes sem spoilers é dureza a partir daqui… Este filme é melhor apreciado se encarado com a mente aberta.
Um mal presente em animações anteriores se repete: o tempo de execução do filme, que impacta negativamente no ritmo narrativo para chegar logo ao final apoteótico. Sim, o clímax é imensamente satisfatório e repleto de conseqüências para os personagens.




 




Novamente cabe dizer que a força do filme está em como ele se dedica ao relacionamento entre Batman e Mulher Gato, usando-os como núcleo da história que está sendo contada. Sim, o mistério de Hush ainda é fundamental, mas quase tudo é contado através do relacionamento dos personagens. Isso dá margem para construção e desenvolvimento de ambos, que funciona muito bem. Parece que há mais coisas em jogo, principalmente a vida que os personagens estão construindo juntos.
A animação aqui é boa na maior parte do tempo, ocasionalmente, se percebe um salto na qualidade durante algumas das principais seqüências do filme. Infelizmente, isso significa que há outros momentos que ela cai um pouco, mas o padrão é geralmente como na maioria da linha DC Universe Movie. O design de personagens de Phil Bourassa segue o visual estabelecido desde Liga da Justiça: Guerra e, compreensivelmente, dadas as restrições orçamentárias e a continuidade do filme, guarda espaço para homenagens ao traço de Jim Lee, um bom toque.


 
















Batman: Hush provavelmente acabará sendo filme que divide opiniões entres os espectadores por algumas de suas escolhas, mas, no final, ainda é uma agradável diversão. Pode apresentar algumas deficiências, mas elas são mínimas se comparadas ao conjunto da obra. O mistério da identidade de Hush equilibra muito bem a exploração mais profunda do filme sobre o relacionamento de Batman e Mulher Gato. Mas e a cena por trás da identidade de Hush? Simplesmente fantástica. Essa adaptação pode não ser exatamente o que a maioria espera, mas os prós superam os contras. Recomendo.

http://laboratorioespacial.blogspot.com/2016/03/porque-o-batman-e-tao-legal-por-dennis.html

http://laboratorioespacial.blogspot.com/2018/03/gotham-luz-de-lampioes.html






terça-feira, 16 de julho de 2019

CONHEÇA O STUDIO PATINHAS: O NOVO PROJETO DA PREMIADA QUADRINHISTA E EDITORA CAROL PIMENTEL

Por Ricardo Quartim

Em parceria com o Cartunista, músico e Graphic Design Guilherme Baldin, a renomada quadrinhista, escritora e ex editora da PaniniCarol Pimentel criou o Studio Patinhas!
Cujo o nome é uma referência não ao pato milionário que todos conhecem, mas as mãozinhas de gatinhos fofos. A página do Studio Patinhas no Facebook inclusive, é recheada de tirinhas com esses adoráveis bichanos. 
O estúdio visa oferecer os mais diversos serviços para o mercado editorial, tais como letreiramento, edição, revisão, criação de logo, Design Gráfico, Marketing Digital, criação de conteúdo dentre outras coisas mais. Além de também criar os próprios roteiros e produzir HQs sob encomenda. 






Apesar de ser formada em física e quatro outras graduações, tendo sido inclusive diretora da Escola Municipal de Astrofísica de São Paulo, Carol escolheu ser editora da Panini Comics, inicialmente como assistente e depois como sênior, tendo sido a primeira editora mulher de quadrinhos de super-heróis no Brasil. Por suas mãos passaram Homem-Aranha, X-Men e a linha Ultimate








Carol também foi ganhadora do Troféu HQ Mix no ano de  2018 na categoria novo talento (roteirista) pela Graphic Novel  P.O.V. - Point Of View, em parceria com a quadrinhista Germana Viana, responsável pelas belíssimas ilustrações. Ainda em 2018 também participou como roteirista da HQ Gibi de Menininha e publicou o livro Tradução de Histórias em Quadrinhos – Teoria e Prática.





E em setembro deste ano, já como editora chefe do StudioPatinhas, Carol irá fazer uma palestra no XXXIX Semana do Tradutor UNESP/Ibilce. As inscrições já estão abertas. 



Para entrar em contato acesse a página do Facebook do Studio Patinhas, clicando aqui

Nós do Laboratório Espacial desejamos todo o sucesso do mundo a Carol e ao Guilherme nessa nova empreitada! 
VIDA LONGA AO STUDIO PATINHAS!



quinta-feira, 4 de julho de 2019

TOY STORY 4
































E a Pixar conseguiu mais uma vez. Muitos achavam que Toy Story 3 havia sido o fechamento perfeito para a história dos brinquedos. Eu, por outro lado, acho que se existem boas histórias, elas devem ser contadas, e Toy Story 4 trás uma história tão boa, tão interessante, com uma mensagem tão necessária e atemporal que não podia deixar de ser contada. E quando se trata de contar histórias, a Pixar já mostrou que é especialista, não apenas com os três anteriores da série, mas com praticamente todos os filmes que o estúdio já lançou.

Em Toy Story 4 temos Woody, Buzz e companhia lidando com sua nova dona, a tímida e reservada Bonie, que em um determinado dia, cria o Garfinho, seu novo amiguinho. A trama principal do filme gira em torno do apego emocional da garotinha com o Garfinho, do propósito de cada brinquedo e da necessidade que temos de seguir em frente com nossas vidas.
















Toy Story 4 diverte os pequenos, mas também além da diversão, deixa uma mensagem importante aos adultos, principalmente nos tempos atuais onde o apego ao passado e às coisas materiais é muito grande. Nunca o desapega da OLX fez tanto sentido...

Tecnicamente o filme é primoroso. Isso já vinha acontecendo a cada filme da Pixar, mas aqui em Toy Story 4 vemos o esmero na construção dos cenários, na animação de cada personagem, nos efeitos climáticos, no uso das cores e na escolha dos planos e enquadramentos. Além disso, a trilha sonora remete aos filmes anteriores e traz um sentimento de nostalgia que vai sendo desconstruído ao longo da trama.
















Toy Story 4 é um filme para toda a família e deve agradar a todos, desde o fanboy chatonildo que acha que os clássicos são insuperáveis até o adulto que só quer um pouco de diversão descompromissada na sala de cinema.