quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Laboratório Espacial na Feira Livre de Quadrinhos (Edição Extra) - COMO FOI?!





O dia 19/02/2017 segundo a meteorologia prometia chuva. De fato choveu, e também choveu quadrinhos, promoções, papos legais, amigos se reencontrando, gente nova descobrindo quadrinhos antigos e gente antiga descobrindo quadrinhos novos. Assim é a Feira Livre de Quadrinhos, um evento que começou com um grupo de amigos reunidos para vender e trocar quadrinhos. Esse encontro de amigos que teve origem bastante informal tem evoluído para se tornar um dos mais importantes e influentes eventos de cultura pop do Estado do Ceará. Ainda há muito para crescer e melhorar, mas a equipe de organizadores tem se empenhado aprimorar as atrações e serviços um pouco mais a cada versão. Prova disso foi o batismo de fogo do "Artist Alley" renomeado para Espaço Al Rio, em homenagem a um dos maiores artistas de quadrinhos do Ceará.

O Laboratório Espacial — selo editorial criado para produzir, experimentar, explorar, investigar e difundir quadrinhos e cultura pop — esteve presente nesta versão da FLQ com um stand cheio de atrações. Desde o material produzido e editado por Fernando Lima, JJ Marreiro e seus parceiros (como a Editora Quadrinhópole, o escritor Gian Danton e o cartunista Antonio Eder), artigos como cards, prints e quadrinhos Marvel, DC etc. Os quadrinhos estavam disponíveis no stand graças à parceria com a Gibiteria Fanzine (Rua  Pedro I, 583, centro, Fortaleza-CE).

Lotado do início ao fim do evento o espaço do Laboratório Espacial teve também: desenho ao vivo, avaliação de portfólio e a presença dos cosplayers Kamila Teixeira, Wingraty Kelly e Felipe Couras que trouxeram Spider Gwen, Harley Quinn e Coringa para próximo dos fãs de quadrinhos.
O Laboratório gostaria de registrar alguns agradecimentos a pessoas que foram responsáveis pela magia que cercou a Edição Extra da FLQ: Elisandro Pinho, Jean Sinclair, Mel Haizel, Diêgo Silveira Maia, Felipe Couras, Wingraty Kelly e Kamila Teixeira. E em especial o agradecimento vai para todos os fãs, amigos e visitantes que deram uma passadinha no nosso stand e ajudaram a elevar o nível das boas energias que fluíram nesse dia tão especial que foi A Feira Livre de Quadrinhos Edição Extra.



serviço: A Feira Livre de Quadrinhos do Ceará
Praça Luíza Távora, Av. Stos Dummont, 1589
Fortaleza-CE

Veja abaixo alguns clicks do evento.


























































































































Para saber mais sobre a Feira Livre de Quadrinhos clique aqui e visite a fanpage do evento no Facebook.

Veja mais material do Laboratório relacionada a cosplays clicando nas imagens:

http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2011/03/cosplays-materializando-os-sonhos.html












http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2015/12/cosplayando.html


http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2011/04/os-herois-z-de-carne-e-osso.html

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Beto Foguete encontra Flash Gordon !











Em Fortaleza-CE, um evento muito especial tem ganhado espaço na comunidade de apreciadores de cultura pop: A Feira Livre de Quadrinhos. Surgido da necessidade de um espaço livre para troca e venda de Quadrinhos, CDs, DVDs, Toys e Action Figures, o evento passou a ser realizado numa das praças mais tradicionais da cidade, a Praça Luíza Távora (Av. Santos Dummont, 1589) onde também se localiza a Central de Artesanato do Ceará.

Uma das características da Feira Livre de Quadrinhos é sua conexão com a Cidade, com o Estado e com valores regionais. A cada edição uma equipe de artistas convidados é apresentada a um tema, e as artes elaboradas nessa iniciativa se tornam camisetas compondo também uma exposição no local do evento. A temática desta décima primeira versão foi Crossovers na Cidade. Personagens brasileiros e estrangeiros deveriam ser retratados em pontos turísticos de Fortaleza.




Beto Foguete (criação de JJ Marreiro), representando o Brasil encontrou o mundialmente famoso Flash Gordon (de Alex Raymond), ambos heróis espaciais, encontraram o caminho para este Crossover graças ao Farol Velho do Mucuripe. O Farol, construído em 1840 por mãos escravas, guarda um pedaço importante da história do Ceará tendo inclusive abrigado por muito tempo o Museu do Jangadeiro e posteriormente o Museu do Farol.



Beto Foguete é uma das várias criações de JJ Marreiro, cartunista e ilustrador que atua na área desde 1991. Três vezes vencedor do HQMix (com a publicação do Manicomics) e constando inclusive na Enciclopédia dos Quadrinhos, Marreiro criou Beto Foguete inspirado em Buck Rogers, Flash Gordon e Super Robin Hood do Espaço. Levado ao futuro contra sua vontade o personagem descobre que sua presença ali evita uma grande catástrofe e para assegurar um melhor destino para seu Planeta, Beto resolve seguir sua vida nesta nova linha de tempo. As aventuras do personagem, embora possuam um nexo cronológico, são autocontidas e podem ser lidas e qualquer ordem.


Flash Gordon, o personagem espacial de Alex Raymond, surgiu como resposta ao sucesso da tira de Buck Rogers ganhando mais longevidade e repercussão que seu concorrente original, seja pela intensidade de suas aventuras, seja pela arte impressionante de Alex Raymond.

A XI Feira Livre de Quadrinhos ocorrerá em Fortaleza-CE, na Pça Luíza Távora, Av. Stos Dummont, 1589, reunindo artistas e colecionadores. O espaço para venda e troca de Revistas em Quadrinhos e artigos colecionáveis é livre e gratuito. Os artistas que quiserem reservar mesa entrem em contato via facebook (link no fim da matéria). O evento vai de 13h às 18h.

MAIS:
O Farol Velho - Fortaleza Nobre 
JJ Marreiro Profile e Portfólio online
Flash Gordon.com

Flash Gordon e outras animações
no tema Sword Planet

Heróis do Espaço
Super Robin Hood do Espaço
Feira Livre de Quadrinhos
O Astronauta (de Maurício de Sousa) por Gian Danton e JJ Marreiro


BETO FOGUETE
Episódio: Entre Monstros e Deuses

Episódio: Malígno Desertor

Episódio: O Paradoxo Darwin

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Um morador de rua atemporal presente em grandes fatos da história.


O morador de rua Adroaldo não tem superpoderes, mas foi concebido de forma atemporal pelo escritor, roteirista e cineasta Rafael Spaca e pelo ilustrador Denison Lemos. Assim, ele pode estar presente em acontecimentos históricos na cidade de São Paulo em qualquer tempo ou época, como se fosse um Forrest Gump tupiniquim. Na própria descrição em sua página no Facebook é mencionada essa sua faceta: “Adroaldo é atemporal e por isso tem todo o tempo para mal-viver e contar a cidade que o adotou.”
 Por isso nós podemos encontra-lo, por exemplo, presente no incêndio do Edifício Joelma no ano de 1974, ou em 1945 nos comícios de Luis Carlos Prestes e no fim da ditadura de Getúlio. Ou ainda transitando pelas escadarias do Teatro Municipal em 1922 durante os movimentos modernistas e por aí vai. E sempre com a mesma idade e aparência.   

Nosso personagem aparenta ter uns 50 anos de idade, mas na realidade o tempo para ele não conta e Adroaldo nem mesmo sabe quando nasceu. Ele chegou em São Paulo  com uma mão na frente e outra atrás, da mesma forma que tantos outros migrantes nordestinos e adotou a cidade como sua.
Apesar de ser um simples morador de rua e símbolo do homem comum, que passa por todas as mazelas do ser humano, nosso herói tem um gosto apurado pela cultura e pela arte. Gosta de frequentar museus, teatros, bibliotecas, mostrando-se sempre bem informado com uma inteligência e refinamentos acima da média. E como se não bastasse, age como um verdadeiro gentleman.  Características essas que muitas vezes surpreendem seus interlocutores que esperam encontrar apenas um sem teto ignorante e sem educação.


A inteligência inclusive é a arma principal de Adroaldo. Em todas as ocasiões ele prova que com perspicácia é possível se sair bem de todas as situações, mesmo que tudo esteja contra ele. Contudo, a forma como ele utiliza sua inteligência não é imoral ou de maneira maligna, desonesta.  Outras características fortes nele são sua honestidade, ética e lealdade. Para o observador mais atento das histórias, percebe-se que independente da situação do protagonista, ferrado, sem teto, sem grana em um ambiente hostil e decadente, o autor quer passar uma mensagem positiva de que com inteligência, criatividade, honestidade, ética e educação sempre podemos vencer. 



Devido a estas características, em pouco tempo Adroaldo tornou-se conhecido. Hoje ele tem entre seus fãs personalidades como o escritor, roteirista e ficcionista o mestre Rubens Francisco Lucchetti, o apresentador do programa da TV UOL Quadrinhos para Quadrados e Redondos  Kendi Sakamoto, também considerado um dos maiores especialistas em HQs do Brasil, as atrizes Zélia Diniz e Juliana Fagundes a roteirista de HQs Lúcia Nobrega, o jornalista e editor do site Universo HQ, Marcus Ramone, o cartunista César Cavelagna, os quadrinhistas Bira Dantas e João Spacca dentre muitos outros famosos que fizeram questão de dar seus depoimentos sobre o personagem para a página dele no Facebook.  

João Spacca, primo do Rafael Spaca (apesar do "c" à mais no nome do João) já chegou inclusive a desenhar algumas tiras de Adroaldo como podemos ver abaixo. 






Adroaldo  já tem até uma homenagem em forma de um boneco esculpido pelo famoso artista plástico baiano Zé Andrade, mas que infelizmente ainda não há a intenção de comercializar.

E também foi homenageado em forma de grafite pelo artista plástico de São Carlos, Alfredo Maffei, que retrata retrata moradores de rua em casas abandonadas.

                           Verso da designer goiana  Lini Spindola para Adroaldo

O Laboratório Espacial fez uma entrevista exclusiva com os autores Rafael Spaca e  Denison Lemos onde eles falam sobre suas carreiras, como se conheceram e sobre o Adroaldo e planos para o futuro do personagem. 
E agora com vocês Rafael Spaca , Denison Lemos e Adroaldo.


      Olá Rafael e Denison, sejam bem-vindos ao Laboratório Espacial e muito obrigado pela presença de vocês aqui! Antes de mais nada me digam onde nasceram, moram, como se conheceram e resolveram trabalhar juntos.

Spaca Eu nasci em São Paulo e continuo morando na capital. Conheci o Denison Lemos no Sesc Santo André. Eu trabalhava no setor da programação cultural da Unidade e o Denison na área de Comunicação. Estas duas áreas mantinham intenso diálogo porque pensávamos juntos a estratégia para atrair público para as nossas atividades. Nós nos entendíamos muito bem neste trabalho e desde essa época formamos uma amizade muito grande.

Denison Nasci na capital de SP mesmo mas moro em São Caetano do Sul desde criança. Como o Spaca disse, eu o conheci em 2007 quando trabalhávamos no SESC Santo André, Spaca na programação e eu na Comunicação. Ele trazia os eventos e atividades e eu era responsável pela divulgação junto ao público. Naquela época o Spaca já tinha muitas ideias e eu sempre tive vontade de participar de projetos alternativos e autorais fora do esquema chato do mercado, algo que fosse livre e não seguisse tantas regras.

1         Interessante, de qualquer forma vocês já estavam interligados por trabalhos anteriores.  Agora me falem um pouco sobre o trabalho de vocês. Como iniciaram suas carreiras e quais dificuldades encontraram no início?

Spaca Sou radialista (me formei na Universidade Metodista de São Paulo) e depois fiz pós-graduação em Teorias e Práticas da Comunicação (na Cásper Líbero). A Comunicação faz parte da minha vida e todos os lugares que trabalhei teve alguma relação com a minha formação (Rádio Cultura FM, SBT, SESC, O2 Filmes e agora com este projeto do Adroaldo e outros trabalhos que realizo como escritor). Essa é a vida que escolhi seguir, e acredito que este é o meu caminho: comunicar e lidar com público. Acredito na cultura e educação como caminho para a transformação social.

Denison Sou formado em Publicidade e Propaganda, trabalhei bastante com produção gráfica mas quadrinhos pra mim é novidade. Sempre fui um apreciador e até fiz um curso com o professor Gau Ferreira que ensinava a usar nanquim e outras técnicas mas sempre ficou mais no campo da curiosidade. Recentemente no lançamento do livro A Bruxa do Chocolate (de Rafael Spaca), o Spaca me apresentou o release do Adroaldo, o personagem estava completo e só precisava de alguém pra desenhar as histórias. Vontade eu sempre tive mas nunca me apareceu uma boa história que valesse a pena produzir. Eu tenho, como todo desenhista, super heróis e outros personagens inventados mas já existem tantos por aí, pra encarar um projeto de criação desses tinha que ser uma coisa bem original e o personagem me cativou por isso. Se você reparar ele é até feio, eu sempre desenhei caras fortões, mulheres gostosonas, desenhar o Adroaldo no começo foi um desafio, agora eu acho ele até simpático. Tem vários desenhistas muito bons que não são conhecidos. Você precisa ter algum material pra mostrar e procurar conhecer o maior número possível de pessoas da sua área, pedir muito conselho e seguir os mestres. O estilo de cada um é o que menos importa, pra fazer quadrinho você não precisa nem saber desenhar bem mas se tiver uma boa história pra contar já pode começar.


Lançamento do livo infantil A Bruxa do Chocolate quando
 Spaca (camisa xadrez à direita) apresentou o release do Adroaldo
 a Denison (camisa cinza a esquerda)


1        Agora sobre o Adroaldo, é muito interessante essa premissa de que ele é atemporal e pode estar em qualquer momento da história! Isso é uma forma de fazer uma crítica ao fato ocorrido utilizando a filosofia do personagem sem se limitar a época atual. Como surgiu essa ideia? 

Denison O Spaca pode responder melhor essa porque a criação conceitual é dele mas a vantagem que eu vejo é a grande margem que isso dá pra criação.

Spaca É verdade Denison. Bom, essa ideia surgiu em 2004. Adroaldo é tudo aquilo que meus olhos viram. Tinha vivido grandes experiências andando pelo centro da cidade de São Paulo, especialmente quando fazia externas pela Rádio Cultura FM  na gravação de concertos e óperas na Sala São Paulo e Teatro Municipal. Essas gravações eram sempre à noite, então imagine... se a cidade é maluca durando o dia, de noite ela enlouquece. Então resolvi colocar algumas experiências que vi ou vivi no papel. Essas histórias que ele vive, tem alguém vivendo hoje, alguém que viveu ontem e alguém que vai viver amanhã. Parece ficção, mas não é.


Adroaldo encontra Pelé  na época do Santos,
 em suas andanças pela história.


        Legal! Então na realidade o Adroaldo é meio auto biográfico devido as experiências vividas por você. E quanto a personalidade do Adroaldo? Existe alguém que vocês conheceram que tinha essas características como por exemplo, mesmo sendo um morador de rua, possuía esse gosto pela cultura e hábitos como a leitura?

Spaca : Um amigo, já falecido, foi a minha inspiração. Ele era um cara que ninguém acreditava, porque o julgavam pela aparência, mas quando o conheciam, se encantavam pela personalidade dele, pelo carisma e principalmente, pela inteligência. 

Denison Certamente existem muitos como o Adroaldo, eu já encontrei alguns pela vida. Um erro comum das pessoas é associar falta de recursos a falta de interesse por cultura, o povo não quer só comida, também quer diversão e arte.

    (Risos) É verdade Denison, os Titãs já diziam isso não! E quais as influências na obra de vocês? Quem são os artistas que os inspiraram e que vocês têm como referência?

Spaca : Tudo e todos! Leio de tudo, ouço de tudo, vejo de tudo. Do popular ao erudito. Do Kitsch ao cult. Minha formação é diversa e plural.

Denison Meu estilo de traço é cartum, tem jeito de desenho animado. No Brasil não tem como não ser influenciado por Mauricio de Sousa e Ziraldo no traço mas na liberdade de humor (com certo cuidado) e na loucura quem me influência muito até hoje é Laerte, Adão, Angeli, o saudoso Glauco, essa turma boa, classuda, doidona que não tinha e não tem medo de nada nem de ninguém. E claro, muito desenho animado Cartoon Network, Disney, Marvel, DC, anime, manga... Sou um radar, acho que nunca vou ter um traço definido.

1       Spaca, você já foi envolvido em inúmeros projetos culturais através do  SESC onde tinha a função de Animador-Sociocultural com a responsabilidade propor, idealizar e criar programações culturais. De alguma forma as histórias do Adroaldo refletem isso ao explorar diversas facetas da história de São Paulo. Esse é mesmo um dos objetivos das tiras ou foi de forma inconsciente?

Spaca  O Adroaldo surgiu em 2004, todas as histórias foram escritas antes do meu período de trabalho no Sesc, que foi de 2005 a 2013. A única ligação que o Sesc criou neste projeto foi o laço de amizade que me oportunizou com o Denison Lemos. Essas histórias estavam adormecidas há mais de dez anos e em 2016, graças ao lançamento do meu livro infantil “A Bruxa do Chocolate”, num verdadeiro golpe de sorte, numa conversa informal, Denison e eu decidimos tirar o Adroaldo da gaveta!


Denison Essa é específica pro Spaca mas posso dizer que pra mim o personagem caiu como uma luva. Fui trabalhar no SESC por causa do nome SOCIAL. Valeu porque foi um lugar onde eu aprendi muito, mas a  vontade de fazer algo de bom pro mundo é algo que me acompanha sempre, não consigo fazer nada que não represente algum benefício ao planeta, animais, crianças, aos fracos e oprimidos. Sou meio idealista nessa parte, assim bem como o Adroaldo.

1         Você também é envolvido com o cinema desde a época do SESC quando produzia festivais. Além do que já trabalhou na produtora O2 Filmes como assistente de produção e lançou um livro sobre o assunto: O Cinema dos Trapalhões por quem fez e por quem viu, livro esse que inclusive se tornou uma série produzida pela TV Cidade. Sem falar que recentemente produziu e dirigiu o curta-metragem R.F.Lucchetti – A Multiplicidade da Linguagem.  
     
      Além do mais o Denison também tem experiência com animação stop motion feita com desenho e massinha de modelar. Com toda essa bagagem no currículo, será que o Adroaldo teria a chance de um filme, uma série de TV live action, ou quem sabe uma animação mesmo?

Spaca  Esse é o nosso sonho. Primeiro iremos concluir todas as histórias (são mais de 50), depois transformaremos essas histórias em uma publicação editorial e em seguida, partiremos para a animação. Sonhamos alto, pensamos grande! Sem pressa, mas sem pausa!



Denison Eu sempre fui um curioso, além de gostar de ver eu gostava de saber como a coisa era feita, quando vejo o making off dos filmes da Pixar e da Disney, eu fico louco. Vou ter que viver muito  pra fazer tudo o que eu tenho vontade nesse meio de ilustração, quadrinhos... E o personagem pede.

1    Puxa, 50 histórias! Será legal termos uma edição física do Adroaldo, conte comigo para divulgação. Quanto a animação, então podemos sonhar! Mudando de assunto, vários artistas e personalidades se encantaram com o Adroaldo deixando até seu depoimento sobre o personagem. Vocês esperavam toda essa repercussão e sucesso do personagem entre algumas celebridades?

Spaca : Estamos recebendo apoios e esses apoios nos dão ânimo e coragem para seguir em frente. É incrível receber esses depoimentos de verdadeiros mestres das artes. Já fomos capa de jornal e agora estamos conversando com você. Sinceramente não imaginávamos isso, mas a força do Adroaldo esta causando este estardalhaço!

Denison É tudo muito estimulante, só dá vontade de desenhar mais. A premissa do personagem é muito rica, eu só não esperava tantos elogios aos desenhos e tamanha aceitação tão rápido, o Adroaldo ainda está sendo apresentado gradativamente mas parece que já encontrou seu caminho .

1       Após esse sucesso com o Adroaldo, vocês pretendem criar algum outro personagem em conjunto? Se sim que tipo de universo ele habitaria?

Spaca Adroaldo é um projeto de longo prazo, acredito que levaremos ainda mais um ano e meio para concluir as primeiras histórias, depois terá a publicação editorial e, tomara, a animação. Temos nossos interesses pessoais e profissionais além do Adroaldo. Não vivemos dele. Tenho outras ambições profissionais. Mas certamente vou conseguir conciliar tudo isso com o Adroaldo. Agora, se ele virar uma série animada, aí sim todo esse cenário que elaborei muda de figura.

Denison Ideias não faltam mas o foco agora é o Adroaldo, até porque ele já está exigindo bastante de nós e dentro das histórias dele aparecem personagens tão malucos e admiráveis que dá vontade de trabalhar essa turma, se aprofundar nos seus conflitos, expandindo mais o universo do Adroaldo do que criar um novo. Tem personagem que é criado pra fazer uma participação pequena mas fica tão bom que acaba sendo aproveitado em outras histórias.

         Se houver mais alguma coisa que vocês gostariam de falar sobre o Adroaldo, fiquem à vontade para fazê-lo.

Spaca A grande lição do Adroaldo é na questão do julgamento. Não se deve julgar as pessoas pela aparência, pelo carro que dirige, pela roupa que veste, pela classe social, pelo jeito que ela é, pelo país que nasceu, pela fé. O mundo precisa cada vez mais de pontes e menos de muros. O Adroaldo mostra que é possível viver sem barreiras, ele transita em todas as áreas com desenvoltura, respeita e quer ser respeitado. É assim que tem que ser.

Denison Eu costumo usar o termo “pessoa em situação de rua” porque a gente nunca sabe como é a vida de quem está ali. Muitos tem casa, família mas estão na rua naquele momento por algum motivo pessoal que não nos cabe julgar. Pode ser tanta coisa, depressão, vícios ou até mesmo opção, pra muitos apesar da dificuldade e dos perigos ‘as vezes é melhor estar na rua (não viver, mas estar). É difícil entender mas é preciso respeitar e procurar aprender alguma coisa com eles. Estão sempre por aí e você se pergunta porquê ? Mas pouca gente quer saber se eles comeram hoje, como cuidam de sua saúde ou onde vão dormir. Usamos o humor pra expor a realidade do pensamento humano que pode ser justo, ético e responsável para com o seu semelhante como age o Adroaldo, mas tratamos a condição da pessoa em situação de rua com muito respeito e naturalidade, afinal somos todos humanos e a única coisa que nos difere é o momento de cada um, ninguém sabe o que alguém passou pra chegar aonde está nem o que vai acontecer amanhã.

1        E para finalizar, a tradicional pergunta: qual o recado que você dá para seus fãs brasileiros?

      Denison Muito obrigado a todos que já conhecem e gostam, espero que mais pessoas curtam, que possam se divertir e pensar com o Adroaldo. Em qualquer situação na vida, se a pessoa conseguir ver a coisa com uma certa dose de humor e tirar disso uma reflexão, pode ser que não resolva o problema mas vai ficar mais leve de encarar.  

Spaca : O mundo não gira, ele capota

 Mais uma vez, muito obrigado pela entrevista exclusiva para o Laboratório Espacial. Estaremos sempre a disposição para quando vocês precisarem. Desejamos um SUPER sucesso para vocês! Vida longa ao Adroaldo! Bom... para quem  pode existir em qualquer época da história creio que isso ele já tem! (risos)

Para conhecer a página do Adroaldo no Facebook clique aqui