quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Por que o ROBIN (também) é tão Legal? por Jackson Silva



Com a chegada do filme Batman vs Superman – A origem da Justiça, rolou muito mimimi em torno dos dois, e da Mulher Maravilha. Porém, há outro personagem tão legal quanto os três, e que até hoje não recebeu um tratamento adequado na tela grande. E é sobre isso que quero falar, sobre o garoto prodígio, Robin. Porque ele também é tão legal quanto os outros.
Chegando aos 76 anos em plena forma, sendo apenas 2 anos mais novo que o homem morcego, Robin é ajudante mais fiel, e talvez um dos que mais se meteu em enrascadas. Mas porque ele é legal?
Vamos aos Fatos:
Com o primeiro Robin, Dick Grayson, podemos ver o surgimento de um ícone para a garotada, que até então acompanhava as soturnas aventuras do morcegão. Filho de trapezistas, Dick logo se adaptou a vida de herói, após ser adotado por Bruce Wayne, que presenciou a morte de seus pais. Levado a mansão, e apresentado aos segredos do Cavaleiro das Trevas, Dick treinou e aprendeu de tudo ficando tão bom quanto o próprio Bruce. Tornou-se então o ajudante, o sidekick, mais zuado dos quadrinhos até hoje. Isso porque ele usava no início, uma sunga, ou cueca verde, que lembrava a roupa dos Grayson Voadores, o nome artístico dos pais de Dick. Porém, mesmo as piadas, não impediram que ele fosse além da sombra do Batman.

A atuação de Dick Grayson abriu portas para seus sucessores: ele saiu da caverna e lutou ao lado de outros heróis, longe do Batman, e isso é o primeiro ponto de ser tão legal: ainda como Robin, se tornou LÍDER de uma equipe: A Turmã Titã, posteriormente rebatizada para Novos Titãs. Para fugir da sombra do morcego, Dick resolveu mudar seu codinome, dando origem ao Asa Noturna, aposentando o traje vermelho e amarelo. Isso, no entanto não o impediu posteriormente de lutar várias vezes ao lado de Batman, e até mesmo usar o manto do Morcego em sua ausência. Dick também deu um pau (uma pêa, uma surra, uma piaba) no Asrael, lutou contra o Bane, várias vezes contra o Coringa e criou sua própria lista de inimigos.



Batman, sendo o Batman, sabia que não podia ficar sem um ajudante, (Nota do Editor: a presença de um Robin nas HQs do Batman são sempre fruto de movimentos editoriais, se ajudar nas vendas: Lá estará o Robin. Se prejudicar as vendas: Logo desaparecerá o Robin) assim, surgiram outros sucessores do manto: Logo após a saída de Dick, Bruce resolve trazer para a caverna um “garoto de rua”, Jason Todd, o segundo Robin, pego roubando os pneus do batmóvel, Bruce resolve treiná-lo, e assim, surgiu o Robin “anarquista”, ou o mais violento dos meninos prodígios, e o segundo ponto positivo está aqui: sozinho, Jason enfrenta o Coringa, quando estava em busca de sua mãe biológica. Porém, o Palhaço do crime se dá de bem em cima dele, e o arrebenta com um pé de cabra, e deixando-o para morrer... ao lado de uma bomba. Porém, uma vez Robin, você nunca mais será o mesmo, e assim, Jason Todd volta dos mortos graças a Ra’s Al Ghul, que, com remorsos pela sua morte, achando que foi culpa sua, pois havia contratado o Coringa, mergulha o Corpo de Jason no Poço de Lázaro, que volta, porém descontrolado e tomado de ódio e adota o nome de Capuz Vermelho. Mais um que abandona o manto vermelho e amarelo.


Mas para ser Robin, o cara ou garoto, tinha que ser muito bom, tem que ter aquele “algo a mais”, assim, para o terceiro ponto de tornar-se o Robin também tão legal, surge Tim Drake, o terceiro e mais inteligente dos Robins, tido até pelo morcegão como o Robin de maior potencial, Tim se tornou o Robin porque simplesmente sozinho descobriu as identidades da turma toda: Bruce Wayne, Dick Grayson e Jason Todd. Sim, descobriu, por que ele também estava presente no evento que causou a morte dos pais de Dick, e desde cedo acompanhou a vida da dupla dinâmica, se atentou a morte de Jason. E mais um ponto para Tim: salvou Batman e Asa Noturna da morte durante um confronto contra o Duas Caras. Tim se tornou tão legal, mas tão legal, que foi o primeiro Robin a ter uma revista própria, conquistou uma galeria de vilões, com o KGBesta, conquistou corações com o de Stephanie Brown, a Salteadora. Mais tarde, seguindo os passos de seus antecessores, Tim assumiu o nome de Robin Vermelho, e até chegou a lutar contra Dick quando, ao assumir o manto de Batman, colocou Damian Wayne como Robin. Tim sabia que o garoto, filho de Bruce e Talia Al Ghul (filha de Ra's Al Ghul), seria um problema, pois Damian sempre odiou Bruce. Tim seguiu lutando ao lado dos novos Titãs, em revistas próprias, mas sempre volta a ajudar o Batman, já que também acabou sendo adotado por Bruce, após seu pai morrer.







Não bastando ser neto do “Cabeça do Demônio”, Damian Wayne se torna o quarto Robin, e luta ao lado de Dick como Batman. O mais arrojado, atrevido e desobediente de todos, e tão violento quanto Jason. Porém, o menino se ajeita, deixa de lado um pouco o ódio que tinha no coração, passa a gostar de Batman, mas acaba também morrendo, e claro, voltando a vida. Diz ai, qual outro herói sem poderes já morreu e voltou a vida hein? Além do próprio Batman, claro, mas o Batman é o Batman, né? 

Ops, nem tanto...por que aqui, entra outro ponto do “tão legal” de ser Robin: O Batman também já foi um Robin. 

Sim, você não leu errado. Por "duas" vezes, Bruce já vestiu o manto vermelho e amarelo de Robin. A primeira foi na década de 50 quando usou o traje para aprender noções do trabalho de detetive com o famoso Harvey Harris. A segunda versão foi na revista Superman & Batman: Gerações*. Antes de ser o Batman —nesta mini-série criada por John Byrne— Bruce luta ao lado de Superboy para salvar Lois Lane, e é ela que dá o nome de Robin a ele, pela semelhança da roupa com o pássaro. 

NOTA: *Gerações traz histórias do tipo elseworlds, no qual acontecem com seus
personagens eventos não-convencionais em universos paralelos. Podemos ver o personagem em uma situação que não aconteceria no "mundo real" em que ele vive. São eventos que não contam para a cronologia oficial do universo DC, embora a maioria dos fatos mostrados sejam referências a hqs da Era de Ouro e Prata. 

Seguindo também essa linha elseworlds, no final dos anos 90, em 1999, nas edições #60 a 65 do Superboy, escrita por Karl Kesel e desenhada por Tom Grummett, existiu um conto onde Tim Drake havia morrido, e o Superboy se torna o Super Robin para ajudar o Batman a superar a perda não só de Jason, mas de Tim também. Esse conto se passa durante a investida do Superboy em salvar a si mesmo do inimigo conhecido como Black Zero, no arco Hyper Tensão (HyperTension), onde ele conta a ajuda de uma legião de Superboys de todo o multiverso.



Vamos nos alinhar até aqui:
Robin é tão legal também por que: 
 01- De filho de trapezista órfão, a líder de um grupo, os Novos Titãs; 
 02- De menino de rua, ao mais violento e corajoso Robin, ao enfrentar o pior inimigo do Batman, morrer e voltar a vida, e ainda continuar lutando contra o crime; 
 03- De filhinho de papai, ao mais inteligente e investigativo Robin, descobrindo as identidades da família do morcegão, e sendo o primeiro a ter sua revista própria.
04- De neto da cabeça do demônio, a fã número um e filho do homem morcego, que além de chato e teimoso, também morre e volta;
05- Até Bruce Wayne de rendeu ao manto vermelho e amarelo — aliás, ele foi o primeiro Robin; 
06- E o Superboy também já foi um Garoto prodígio.
Não se percam.



Seguindo adiante, Robin já foi também uma mulher. Na verdade, duas.
Durante a maravilhosa série Cavaleiros das Trevas, de Frank Miller, Carrie Kelley (Robin Girl 01) salva o morcego da morte certa, e assume o manto, meio punk em relação ao original, mas não deixa de ser um Robin. Curiosidade: Foi John Byrne que sugeriu a Frank MIller fazer uma versão feminina de Robin.

A outra mulher a assumir a roupa é Stephanie Brown (Robin Girl 02), a Salteadora, que se torna Robin após o pai de Tim descobrir que ele era o Robin e o mandar desistir das aventuras. Stephanie Brown lutou pouco tempo, e em um confronto contra o Máscara Negra, acabou sendo torturada, fugiu, e no hospital, pergunta se se saiu bem ao Batman, e ele diz que sim. Stephanie é dada como morta, mas retorna depois, e revela que tudo não passou de um plano do morcego para ele não ser perseguida, e que na verdade ela havia trocado de lugar com uma viciada que morreu e se parecia com ela.

Robin já foi um ROBÔ– Ponto positivo! - Robin do Futuro, O Dróide-Prodígio, surgiu na série Dc Um Milhão, Ele é o ajudante robô do Batman do século 853, que governa e protege o planeta-prisão Plutão. O Robin do Futuro foi programado usando a personalidade do Batman refletindo sua inocência quando era criança. Sua criação é para lembra-lo de não ir muito longe em sua causa pela justiça. O legal era que este robô também falava piadinhas durante as lutas lembrando, Dick Grayson e até mesmo o Homem-Aranha. Ainda falando de futuros alternativos no ano 3000 após a Terra ser dominada pelos terríveis Skulps, Batman é assassinado mas deixa a missão de libertar a Terra para sua arma secreta: ROBIN! Com isso Robin se torna um HERÓI ESPACIAL em aventuras onde colonias interplanetárias oferecem um cenário bem mais vasto e complexo que Gothan City. A minisérie Robin 3000 que conta esta odisseia foi escrita por Byron Preiss e Steven Ringgenberg com arte de P. Craig Russel foi publicada originalmente em 1992.


Esses pontos já seriam suficientes para provar por quer o Robin (também) é tão legal. Mas posso acrescentar ainda mais: Dick Grayson apareceu também na saga Reino do Amanhã, de Alex Ross e Mark Waid, onde lá, depois de se rebelar contra os métodos do cavaleiro das trevas no combate ao crime, o abandona e assume a identidade de Robin vermelho, o mesmo usado anos depois por Tim Drake.


Aqui começam os pontos negativos, mas que não se sobrepõem aos citados acima. Quando falei que “até hoje não recebeu um tratamento adequado na tela grande ”, não estava brincando. Fora a serie dos anos 60, onde Burt Ward fazia o papel de Robin/Dick Grayson, o garoto prodígio nunca mais foi bem tratado nos cinemas: Em 1995 no horrível Batman Eternamente, e em 1997 em Batman e Robin, Chris O’Donnell fez o papel de Dick, e esculhambou o personagem, com atuação fraca, um Robin que misturava a roupa com a do Asa Noturna, peitinhos e o batcard. Uma decepção.


Em 2012, em O Cavaleiro das Trevas Ressurge (blergh! Outra droga), Joseph Gordon-Levitt interpreta o policial John Blake, que ajuda Batman o longo durante o filme. Nas cenas finais, não só é revelado que seu primeiro nome é Robin (que ridículo, e além disso, ainda era órfão.), como ele descobre a Batcaverna e ativa seus sistemas, implicando que igual a Dick Grayson, se tornará o novo Batman. A escolha do nome Robin foi uma forma de homenagear todos os Robin, que na minha opinião, poderia não ter existido. Esses três últimos filmes, foram um atraso na história do Robin, com filmes fracos, enredos sem graça, cheios de buracos.

 
Pelo menos, foi só isso, e foi SÓ ISSO MESMO. Robin não aparece em nenhuma outra adaptação para o cinema ou serie, até hoje. Claro, sua participação em séries animadas desde Batman A série da TV de 1992, até a mais recente, Liga da Justiça vs. Jovens Titãs, sempre foram marcantes, e estiveram presentes tanto Dick como Tim. Atualmente, Dick é o Asa Noturna, e Tim o Robin. Em Longas metragens animados, Robin também apareceu várias vezes, e aí, tanto Dick, como Robin ou Asa Noturna, como Tim, aparecem, como em Batman Sem Limites: Instintos Animais, onde aparecem juntos, Dick Grayson como Asa Noturna e Tim Drake como Robin Vermelho. E em recentes adaptações, Damian também deu o ar da graça, em filmes com Filho do Batman, uma adaptação das histórias de Grant Morrison e Andy Kubert, Batman vs Robin, onde é apresentada a Corte das Corujas, e Batman – Sangue Ruim, uma continuação direta de Batman vs Robin, que conta com Damian como Robin e Dick como Asa Noturna.
Fora isso, Robin participou de jogos de videogame, como Batman e Robin para Super Nes e Mega Drive nos anos 90, em jogos e animações da Lego, e na recente franquia do PS3, Batman Arkhan Asylum/City/Origins, como personagem especial, e claro no jogo de porrada Injustiça – Deuses entre Nós, de 2013, para PS3, Xbox e PC.
Com isso, fica claro que Robin é também muito legal, Apenas é mal aproveitado em algumas mídias. Quadrinhos, web series, fanfilms...ele sempre está presente. Falta uma série ou filme de qualidade para dar o devido valor ao Menino Prodígio. A popularidade do personagem é tanta que até o Cascão já foi o Robin na Turma da Mônica.

Concluindo:
Robin é tão legal também por que:
01- De filho de trapezista órfão, a líder de um grupo, os Novos Titãs;
02- De menino de rua, ao mais violento e corajoso Robin, ao enfrentar o pior inimigo do Batman, morrer e voltar a vida, e ainda continuar lutando contra o crime;
03- De filhinho de papai, ao mais inteligente e investigativo Robin, descobrindo as identidades da família do morcegão, e sendo o primeiro a ter sua revista própria; 
04- De neto da cabeça do demônio, a fã número um e filho do homem morcego, que além de chato e teimoso, também morre e volta;
05- Até Bruce Wayne de rendeu ao manto de menino prodígio
06- E o Superboy também já foi um Garoto prodígio;  
07- Já tiveram duas garotas como Robin e uma delas até salvou o Cavaleiro das Trevas de morrer;
08- Já foi um robô metido — E também um Herói Espacial;  
09-  Já foi desenhado pelos grandes Alex Ross e Jim Lee.  
10- Um dos melhores personagens da Turma da Mônica já se vestiu de Robin: o Cascão.
Bônus: Nos Trapalhões qualquer um podia ser Batman, mas o Robin era sempre o ZACARIAS! 
 
Robin é um excelente personagem. Tão legal quanto a Trindade. Tem sua importância e um lugar próprio no Universo DC, e estão listados aí pelo menos 10 motivos para tal afirmação, deste modo o que são três manchinhas na imagem?!
E para mim, Dick Grayson foi o melhor por que foi o que conheci primeiro. Tim é ótimo, alegre, ousado, divertido de se ler. Damian é um chato que merece umas palmadas que sua mãe nunca lhe deu, e Jason estava na hora errada, no lugar errado, mas também como Robin, nem fede nem cheira, não fez diferença, até sua morte.
Só para deixá-los cientes: Os detalhes expressos aqui, foram todos pré-Novos 52, incluindo as origens criadas entre os anos 60,70,80 e 90 dos personagens, talvez por isso, alguns discordem ou desconheçam fatos citados, mas pelo que busquem para conhecer, pois vale a pena. Já os Novos 52... Mas isso é assunto para outra bat-hora, aqui neste mesmo bat-canal.







sexta-feira, 22 de julho de 2016

Criação de personagens (por JJ Marreiro) — Parte II


Anteriormente escrevi sobre os aspectos visuais do personagem (caso não tenha lido clique aqui), desta vez o assunto é outro.

O primeiro contato que temos com um personagem é através da sua imagem e das informações que esta imagem pode nos passar. Esta imagem é encarregada de gerar o interesse do leitor, assim como uma capa que é responsável pela primeira impressão de um livro ou revista. E convenhamos: uma excelente capa vende um livro, mas o que vai garantir que seja de fato um bom livro é seu conteúdo. E é disso que falaremos a seguir.




Não existem regras ou métodos gerais para conduzir a criação de um personagem, antes de tudo é importante perceber que a criação é um momento de exercício de liberdade, entretanto a criação sempre atende a algum propósito, seja ele fruto de uma necessidade interna ou externa ao autor. Neste material compilamos algumas informações que tem o objetivo de apresentar opções dentro do processo criativo relacionado ao desenvolvimento de um personagem.





USANDO OS RPGS:
Os Role Playing Games, são jogos de interpretação cujo objetivo é a cooperação de um grupo para narrar em conjunto uma história. Existem RPGs de Fantasia Medieval, Terror, Super-Heróis, Werstern, Ficção Científica e quantos gêneros ou sub-gêneros você puder imaginar. E cada RPG possui seu sistema de regras para criação de personagens, alguns mais complexos outros menos. De qualquer modo uma consulta a um livro de RPG pode render boas ideias para a criação de um personagem.

Uma das primeiras versões do Dangeons & Dragons (talvez o RPG mais famoso do mundo) trazia apenas três opções de alinhamento para ajudar a definir o personagem: Ordeiro (personagens que possuem uma relação de respeito as regras e buscam o bem para a coletividade); Caótico (alinhamento daqueles para os quais as pessoas são mais importantes que as regras. Para eles o acaso rege a vida dos homens e não as regras); Neutro (Alinhamento dos que acreditam na necessidade de equilíbrio entre Ordem e Caos. Preferem confiar seu destino às suas próximas habilidades).

O nível de complexidade de estruturação de personagem muda de um sistema de RPG para outro, como dito anteriormente. No quadro abaixo vemos uma listra de arquétipos de personalidades usadas na construção de personagens do RPG Vampiro: A Máscara. (Nota: Os alinhamentos mais aprofundados e detalhados de outras versões do D&D estão nos links ao final da matéria).







PESQUISAS DE PERSONALIDADE
Criar personagens significa pensar não apenas em qualidades e defeitos, mas todo um conjunto de características, por isso estudos de personalidade são materiais bem vindos.

Hipócrates, pai da medicina propunha uma classificação de seus pacientes em 4 tipos segundo estruturas biológicas: Sanguíneo: Extrovertido, confiante, irritadiço, petulante, impulsivo; Colérico: Proativo, determinado, mandão, temperamental; Melancólico: Preocupado, previdente, pessimista, solitário;Fleumático: Sonhador, prudente, antiquado.



Carl Gustav Jung propõe um estudo de tipos psicológicos partindo dos conceitos de Introversão (o sujeito introvertido) onde o sujeito direciona sua atenção e interesses para seu mundo interno demonstrando timidez, bom poder de concentração e foco; e Extroversão (o sujeito extrovertido) a energia e atenção são voltadas para o mundo externo refletindo confiança, ousadia, facilidade de expressão.



http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2016/01/beto-foguete-e-os-patrulheiros-do.html
Tipologia Myers-Briggs - Durante a segunda Guerra Mundial, Katharine Cook Briggs e Isabel Briggs Myers, sua filha, usaram como base os tipos psicológicos propostos pelo psiquiatra e psicoterapeuta Carl Gustav Jung e desenvolveram um método indicador e avaliador de personalidade muito utilizado ainda hoje, embora não esteja isento de críticas. A lista abaixo resume os 16 tipos de personalidade listados no método Myers-Briggs:
Arquiteto: Previdente, está sempre preparado para adversidades
Lógico: Possui grande sede de conhecimento
Comandante: Líder, ousado, resoluto
Inovador: Intelectualmente competitivo
Advogado: Calmo, místico, muito dedicado
Mediador: Altruísta, sempre voltado a causas nobres
Protagonista: Líder, inspirador, cativante, carismático
Ativista: Entusiasmado, sociável, sorridente
Logístico: Dotado de notável senso prático, confiável
Defensor: Protetor, acolhedor
Executivo: Dom para administração e gestão de bens e pessoas
Cônsul: Extremamente sociável, atencioso, popular, sempre disposto a ajudar
Virtuoso: Hábil, experiente, excepcionalmente bom em alguma disciplina
Aventureiro: Curioso, andarilho, alerta
Empreendedor: Gosta de arriscar, enérgico, vigoroso
Animador: Entusiasmado, espontâneo



ENTREVISTA COM O PERSONAGEM
O personagem deve ser compreendido como uma pessoa, com sentimentos, preferências, gostos próprios e atitudes próprias, bem como defeitos, não apenas qualidades. Para conferir-lhe dimensão precisamos compreender seu passado e suas reações diante dos desafios que lhe são propostos. Para ordenar essas informações e ajudar a entender os aspectos psicológicos do personagens o roteirista Joe Kelly em seu Writer’s Guide to Build Comics recomenda que você saiba quais as respostas de seu personagem para as perguntas a seguir. Se você já criou um personagem, ou se é fã de algum personagem, descubra o quanto você sabe sobre ele. VEJA O BOX . Essas perguntas revelam muitas informações. Além disso algumas delas podem servir de tema para histórias inteiras.

A cada dia novos teóricos pesquisam o campo da personalidade e novos escritores bolam formas e métodos de criar personagens, o que foi listado aqui pode ter finalidades bastante práticas mas o assunto em si é inesgotável. Espero que esse conjunto de matérias o ajude na criação de seu personagem ou o instigue a ler e descobrir ainda mais coisas sobre este assunto tão interessante.



http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2016/07/criacao-de-personagens-por-jj-marreiro.html MAIS:
Alinhamentos do D&D para criação de Personagens
Alinhamentos e Tendências no D&D
Tendências
Tipos Psicológicos para Carl Gustav Jung
http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2016/07/criacao-de-personagens-por-jj-marreiro_22.htmlDicas de Livros:
Manual do Roteiro, de Syd Field;
Da Criação ao Roteiro, de Doc Comparato
O Herói de Mil Faces, Joseph CampbellA Jornada do Escritor, Christopher Vogler

A Construção da Personagem, Constatin Stanislavski

http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2010/10/o-astronauta-de-mauricio-de-sousa-por.html

FÁBULAS MODERNAS: Aprenda em Mundos Fantásticos (por Ricardo Quartim)


Todas as fábulas, assim como os contos de fadas, sempre tiveram um fundo moral. Já surgidas em forma de provérbios sumérios 1.500 a.c.  e posteriormente passadas de boca a boca pelas pessoas a beira de uma fogueira enquanto as mulheres teciam e os homens quebravam nozes (vem aí a expressão "tecer um história"), no inicio elas eram bem diferentes. Com extrema violência, sangue e até mesmo detalhes sórdidos e sexuais ela foram popularizadas e amenizadas no século VI a.c. quando o grego Esopo , considerado o pai das fábulas, passou a transcreve-las e cria-las de forma literária. Sucedido por outros escritores entre o mais conhecido deles La Fontaine e no Brasil Monteiro Lobato que não apenas traduziu fábulas e contos de fadas consagrados como também criou através de suas histórias, mesmo que em forma de romance, verdadeiras fábulas.



Nas fábulas, os animais adquirem características antropomórficas, ou seja, características humanas como fala, reações, sentimentos etc. E desta forma fazem um paralelo com o mundo humano sempre com um final educativo de fundo moral. Apesar de serem dirigidas ao público infantil, elas tem muito a ensinar aos adultos. Lições como persistência, determinação, educação, ética, coragem, fé e até mesmo amor ao próximo dentre outras estão sempre presentes nessas narrativas e são muito importantes para o nosso cotidiano.

As fábulas educam e preparam crianças e adultos. Além de ajudar também na criatividade.
E assim como Lobato,  Cosciny e Uderzo nas histórias de Asterix e muitos outros, essas obras provam que é possível ser didático sem ser chato. E é é com esse objetivo que os autores Cordeiro de SáAguinaldo Lazarini e Yuri Andrey criaram seus mundos fantásticos e suas histórias incríveis! Para ensinar a criatividade a todas as pessoas, pois segundo Cordeiro ela pode ser ensinada. E para despertar nas crianças e adultos os cuidados com o meio ambiente através das aventuras criadas por Lazarini e Andrey


Conheça esses contadores de fábulas modernas e ajude a financiar seus projetos!



A EMA E O SONHO
Por Cordeiro de Sá: texto e ilustrações

Apesar de ser aparentemente um livro infantil A Ema e o Sonho é voltado para todas as faixas etárias. A ideia nasceu das reflexões que o autor, Cordeiro de Sá, fez ao longo de sua experiência profissional, tanto como artista visual quanto como professor universitário nas áreas de criação e criatividade e também como educador social. 

Cordeiro reuniu vários conceitos complexos de criatividade reunindo-os em uma fábula de forma simples e didática. Tornando esse conhecimento acessível para pessoas de todas as idades de forma lúdica e agradável para que pudessem utiliza-lo, fazer uma reflexão pessoal e expandir a criatividade em suas vidas. Desta forma Cordeiro mostra que a criatividade pode ser ensinada e estimulada para todos.




Através da história de uma Ema que ao nascer vê uma borboleta e tem o sonho de voar, A Ema e o Sonho é uma fábula sobre superação. Por meio de  de personagens que simbolizam a arrogância, o medo, o bullying dentre outros, a personagem principal mostra como enfrentar todos os bloqueios de criatividade.

A obra também tem por objetivo o trabalho pedagógico com inúmeros recursos que o autor propõe.

Cordeiro de Sá é jornalista, Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela EESC USP, já foi premiado como ilustrador, quadrinista, animador, roteirista, bonequeiro, gestor social e três de suas obras já foram indicadas ao Troféu HQ Mix.


O livro terá formato 210 x 210mm, 20 páginas coloridas e poderá ser financiado até o dia 04 de setembro deste ano através do site de financiamento coletivo Eco do Bem 


Para contribuir, conhecer mais sobre a obra bem como sobre as recompensas acesse: 


http://www.ecodobem.com.br



Equipe
Ana Marcia Zago - designer
Ricardo Young - texto introdutório
Adriana Silva – texto de apresentação


Livro da Eco – editora




AVENTURA NA AMAZÔNIA - VIGILANTES AMBIENTAIS 
por Aguinaldo Lazarini: arte e Yuri Andrey: roteiro

Os Vigilantes Ambientais do título  são um grupo de crianças protegem a mata e seus habitantes, tanto os animais quanto os índios. Eles são liderados pelo espírito da natureza representado por um lobo guará, defensor de todas as florestas, que tem poderes de teletransportar a ele e aos meninos. Esse lobo surge na mente e na alma das crianças e os escolhe pelo seus  corações e em relação aos cuidados que eles tem com a natureza.

O álbum é em formato de histórias em quadrinhos. Na trama recheada de aventura, suspense e até mesmo terror, eles irão enfrentar um arqui inimigo que é o grande vilão da história: O super vilão do  desmatamento que é um lenhador maluco e sua gangue do mal. Ao longo da história, serão abordados temas como o aquecimento global, o desmatamento e as condições atuais da Amazônia enquanto os personagens transitam por tribos desconhecidas, cidades perdidas e ouros lugares fantásticos. No final os Vigilantes darão dicas sobre ecologia e desmatamento.

Uma ideia interessante é que caso seja atingida a meta será enviado um exemplar de capa dura para cada biblioteca de uma das capitais do Brasil totalizando 27 exemplares. Essa iniciativa tem por objetivo apoiar os jovens e crianças na questão da alfabetização e também demonstrar que quadrinhos podem ser  um instrumento útil e instrutivo.


O álbum será em formato europeu, 80 páginas coloridas, capa cartonada. Caso a meta seja atingida 500 exemplares serão em capa dura e 500 em capa cartonada. O projeto poderá ser financiado até o dia 04 de setembro deste ano através do Catarse.




Para contribuir, obter mais informações e saber sobre as recompensas acesse: 


https://www.catarse.me








quarta-feira, 20 de julho de 2016

POWERGIRLS: Elas adoram a Mulher-Maravilha! (por Ricardo Quartim)















Nem todo nerd é homem, nem toda mulher nerd é feia. 

Durante décadas os quadrinhos e tudo relativo a cultura pop como cinema, séries de TV, animações, games, RPGs, dentre outras coisas era taxado não apenas de subcultura como também exclusivamente do universo masculino. O preconceito ainda ia além quando os indivíduos que gostavam disso eram considerados esquisitos, desajustados da sociedade, debilóides, medíocres e infantis. 

No entanto os anos foram provando o contrário e mostrando que o nerd, antigamente considerado uma ofensa, hoje é muitas vezes o profissional bem-sucedido e sinônimo de pessoa com QI acima da média e cultura eclética. Mark Zuckerberg, Bill Gates, Steve Jobs, Steven Spielberg, George Lucas até mesmo o presidente dos Estados Unidos Barack Obama bem como muitos outros nas mais variadas profissões e locais do planeta são nerds.  A lista é extensa! Além do que o nerd agora parece estar na moda!
Ei! Mas nem todos esse aí citados curtem quadrinhos! Por isso existem várias tribos de nerds e geeks que curtem também tecnologia, informática, literatura etc. É claro que existem muitos malucos sem noção nesse meio, e muitos chatos também que nem mesmo nerds legítimos são. Mas não estamos aqui para falar deles, nem mesmo para fazer um estudo minucioso sobre o nerd e suas diversas facetas. O objetivo dessa matéria é quebrar o tabu que apesar de toda essa mudança de status quo dos nerds e geeks, passando de termo pejorativo a elogio, ainda continua com a falsa ideia de que eles são predominantemente masculinos. E que caso haja uma mulher nesse meio (o que afirmam ser raro) ela certamente teria baixa inteligência, seria feia, esquisita e pouco ou nada feminina.
Após ler todos os depoimentos abaixo e conhecer suas autoras bem como suas qualificações e talentos profissionais, além de serem todas mulheres belíssimas e inteligentes, você verá que essa ideia equivocada mencionada acima vai por água abaixo. Essas garotas não só curtem quadrinhos e super-heróis como ainda espelham suas vidas nos exemplos destes seres mitológicos modernos. E muitas delas até trabalham na área de desenhos, são escritoras ou atuam como cosplayers. Como diz a própria Débora Caritá, uma das que prestam o depoimento abaixo: “Eu acho que quadrinhos é apaixonante para qualquer pessoa que tenha cérebro...”

E como a pauta desta vez é delas, nada mais lógico do que escolher como tema a maior das super-heroínas das HQs: A Mulher Maravilha. As declarações dessas mulheres mostram a força feminina e como a Mulher Maravilha inspira isso, mesmo para aquelas que não acompanham os gibis desta personagem. 

Todas são leitoras de quadrinhos, seja HQs, mangás. E apesar de serem mulheres, não possuem essa neura de que uma super-heroína não pode ser sexy e usar uniformes provocantes. Isso nota-se até mesmo pelo trabalho de algumas. São todas mulheres lindas, inteligentes e assumidas que sabem que o valor de uma mulher está em suas atitudes independente de sua aparência. (Os depoimentos a seguir estão em ordem alfabética)

BÁRBARA ELLEN
Mesmo não tendo lido HQs da Mulher Maravilha ela é um ícone e uma referência até para quem não curte quadrinhos. Quando dizemos Mulher Maravilha sempre vem uma ideia em nossa mente. O mesmo que ocorre com o Superman. Qual ideia vem em sua mente? Como você a enxerga? Seria até legal uma pessoa que apesar de curtir quadrinhos não ler a MM, pois mostraria como ela atinge a mente das pessoas!
Bárbara Ellen: "Técnica em Enfermagem, curte mangás e é desenhista nas horas vagas"
 

DÉBORA CARITÁ
“Não é clichê dizer que a Mulher-Maravilha é uma heroína especial dentre as demais. Acredito que ela deva ser mais compreendida do que vista, ou seja, mais entendida como uma personagem que tem uma mensagem a respeito de ética do que uma beldade superforte – assim como o Superman.
Porém, a grande maioria das mulheres não-geeks – acreditem em mim! – confunde a MM com mais uma superpoderosa com pouca roupa - e com razão, talvez! Na obra de Alex Ross e Paul Dini, este conflito que, sem querer, a MM cria com ela mesma e com outras mulheres, aparece na genial Graphic Novel Mulher-Maravilha – O Espirito da Verdade . Na história, a MM é mostrada pedindo ajuda ao seu amigo Superman por não entender a reação negativa das pessoas a ela - afinal, como alguém tão virtuosa e cheia de boas intenções pode ser tratada com tanta desconfiança? - ela se perguntava.
A resposta vem do Kriptoniano, que diz que sua aparência, força e enorme beleza podia surtir o efeito contrário, de afastar as pessoas que ela tanto queria ajudar. No final da história, vemos MM como uma mulher vestida discretamente no meio da multidão, mas com uma enorme força moral que fica óbvia no seu olhar, por baixo de seus óculos de sol. 
Esta é a Mulher-Maravilha que todos (ou todas!) devem mais compreender do que ver.
Resumindo: “ Coitada da moça, ela REALMENTE só quer ajudar a humanidade! Vamos parar de prestar atenção somente no corpo dela?  kkkkkk”
Débora Caritá: Formada em Letras mas sua vocação mais predominante foi o desenho e a ilustração. Já fez trabalhos como colorista para editoras como a Marvel (Hulk, X-23) e Dynamite onde trabalhou sob a direção de Alex Ross na série Superpowers. Atuou durante dois anos como desenhista na revista mensal Dejah Thoris (Dynamite). Atualmente faz ilustrações publicitarias para animatics, desenhos de projetos de HQs, faz estudos de modelagem 3D.
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HELENA LOPES
"Impossível falar de Mulher Maravilha e não associar sua imagem com poder feminino. Hoje ela é caracterizada e vivida de uma forma tão poderosa e que sobressai o que por tanto tempo foi o seu emprego: De um estereótipo sexual para um comércio quase que exclusivamente masculino. Como mulher e amante de quadrinhos sempre tive um amor profundo pelas personagens femininas. Seja Tomb Raider, Mulher Gato ou a semideusa Diana. E acho que além do entretenimento, a Mulher Maravilha deu uma nova perspectiva do que as mulheres nos quadrinhos (e fora deles) são capazes de fazer. E a prova disso é a evolução dos novos heróis de hoje que estão sendo trocados por versões femininas. Além de uma mitologia incrível e um background único como amazona, Diana exerce um poderio imenso de inteligência, valentia e beleza. E não é sem mais que a primeira e sem igual aparição dela no cinema causou tanto alvoroço. "
Helena Lopes: Escritora autora de três romances, formada em Marketing, cursando Arquitetura e Urbanismo, ex-youtuber e nerd “multifuncional”. Durante a noite costuma ser vista no alto dos prédios perseguindo um certo Homem Morcego vestida de Mulher Gato. Helenalopesh.blogspot.com.br

JAQUELINE ABRÃO (JACK ABRÃO)
Sempre vi a princesa Diana ou Wonder Woman como um símbolo do orgulho feminino, creio que é uma das mulheres mais marcantes da história dos quadrinhos, filha da rainha das Amazonas é um ser muito nobre e que sempre me fascinou não somente pelo seu senso de justiça como também por seus superpoderes como força sobre-humana, sentidos aprimorados e supervelocidade, sem contar aquele laço invisível e beleza, sem dúvidas devemos muito respeito a ela.
Jaqueline Abrão: 26 anos, Pedagoga,Maquiadora Profissional, Cosplay, Youtuber no canal Jcatchannel e Proprietária da empresa Its'ME - Moda Geek.

KALOY COSTA
O que falar da Mulher Maravilha que sem dúvida é o maior ícone feminino das histórias em quadrinhos. Uma mulher forte, valente, bondosa, persistente e acima de tudo fascinante. Sempre está disposta a lutar e nos ensina que não precisamos de salvadores e nem nos fazer de vítima, porque somos e sempre vamos ser capazes de chegar onde queremos com nossa força de vontade. Aprendi a buscar meus sonhos e espaço, correr atrás das minhas conquistas, enfrentar dificuldades e nunca desistir. Aprendi que mereço reconhecimento e respeito.
"Kaloy Costa é desenhista na empresa Ed Benes Studio, nerd, cosplay, não perde um episódio de Game of Thrones e nas horas vagas tenta salvar o mundo" 
Kaloy Costa no Deviantart

          
LAVÍNIA UNDERBOUGTH
Lembro-me do meu primeiro contato com a Mulher Maravilha, foi no início de 2004 numa edição da Liga da Justiça que me parecia ser uma edição especial de fim de ano, com uma história um tanto quanto macabra do Papai Noel, e o que me marcou não foi nem aquele Papai Noel malvado, mas sim, uma personagem feminina totalmente diferente das que eu era acostumada em contos da Disney e também em revistinhas do Conan, a Mulher Maravilha. Isso foi bem marcante para mim e creio que para outras pessoas também, porque em quadrinhos que eu lia só existiam 3 tipos de personagens femininas, as donzelas em perigo, as princesas e as bruxas/feiticeiras, e de repente eu conheci uma heroína forte, independente e uma ameaça real contra o mal, a Mulher Maravilha em momento nenhum era ofuscada por outros heróis com outros poderes da Liga. Depois de muitos anos acompanhando os quadrinhos e vendo que aos poucos a Mulher Maravilha vem se popularizando cada vez mais, e outras heroínas também, ver a força daquela heroína retratada no cinema com a mesma força e independência daquela que eu lia nos quadrinhos foi uma MA-RA-VI-LHA, em momento nenhum nos cinemas ela ficou ofuscada muito pelo contrário talvez até tenha roubado a cena em vários momentos. A única coisa que não me agradava era que nos quadrinhos quem desenhava a Mulher Maravilha geralmente não era uma mulher, e eu como desenhista achava que a DC deveria representar a presença feminina por completo e seu artista fosse um reflexo do seu personagem, porque quem melhor para contar uma história de uma super mulher do que uma super desenhista? E 2016 veio pra me fazer amar mais ainda a DC, além da incrível aparição da Mulher Maravilha nos cinemas, no Rebirth da DC (marco que zera as edições dos Novos 52 e data uma nova etapa, e uma reformulação nas histórias) foram anunciadas várias desenhistas e roteiristas para criarem historias das nossas heroínas, Claire Roe, Julie Benson e Shawna Benson – Batgirl & Birds of Prey, Emanuela Lupacchino Super Woman, Amanda Conner – Harley Quinn, E quem desenhará as edições da nossa querida Mulher Maravilha, é uma maravilha de desenhista Nicola Scott, vale muita a pena conferir os desenhos dela. Quero concluir com uma observação que quem acompanhar as histórias da Mulher Maravilha ao longo das trocas de roteirista vai perceber, que cada roteirista se inspirou em uma mulher diferente para poder retrata-la e tem um pouco de cada uma de nós nela. 
Minibiografia- Estudante de Design na UFCA, trabalho como desenhista freelancer e concept artist, e também dá aula de concept art e princípios básicos do Design na escola Diocesano Pe. Anchieta.





LÉIA OLLIVER
"O que falar dessa personagem que é considerada a maior heroína dos quadrinhos? Bom, sempre tive fascínio pela Mulher Maravilha, mas minha paixão só cresceu ainda mais há alguns poucos anos, assim como meu interesse por quadrinhos de super-heróis.  
É a personagem que mais admiro e, claro, a que mais uso como referência em meus trabalhos (quem me conhece e acompanha meu trabalho sabe muito bem disso), tanto que, de vez em quando, me aparecem comentários do tipo: " Nossa! Mulher Maravilha de novo???"   Sim! De novo...! E se reclamar, vai ter muito mais! (risos) " 
Léia Oliver é desenhista profissional mas sempre tem de dar esclarecimentos provando que jamais utilizou um bat-uniforme e não atende pelo nome de Bárbara Gordon
Léia Olliver no Deviantart
Léia Olliver no Facebook 



PAMELA HELLEN
Aproximadamente com 15 anos estava eu em uma banca de jornal olhando inúmeros HQs e Mangás com os olhos brilhando de tanta arte encantadora. Depois de minutos bem longos sai de lá com sorriso enorme e as mãos cheias daquilo que na época chamava de gibi. Infelizmente não tive ninguém que pode me influenciar, tudo que sei hoje descobrir depois de muitas pesquisas. Aos 22 anos depois de escutar vários “isso é só uma fase”, ainda tenho o mesmo encanto quando vejo meus heróis favoritos no cinema. E ao ver a Mulher Maravilha nas telinhas, aquela que me inspirou de tantas formas foi como subir de nível na minha vida. Hoje não é difícil de encontrar garotas que amam esse mundo, elas estão por aí disfarçadas de advogadas, publicitárias, engenheiras e de várias outras formas, algumas com mais evidencias do que outras!
Pamela Hellen, 22 anos. Estudante de Publicidade e nas horas vagas saiu por ai salvando o mundo como ajudar uma velhinha a atravessar a rua...

TÂMARA LOPES
Em minha infância eu não tinha contato com quadrinhos a não ser que fossem da Turma da Mônica, portanto, a primeira vez em que vi a Mulher-Maravilha foi na série animada da Liga da Justiça. De início já gostei da personagem, pois ela era bonita e eu desejava ser como ela. Com o passar do tempo e com um contato maior nesse mundo da cultura pop fui percebendo que a personagem é muito mais que um rostinho bonito.
 O que acho mais "fofo" nessa personagem é que ela é a personificação da visão que William Moulton Marston tinha das mulheres. A Diana é bonita, inteligente, elegante, forte, lutadora, astuta e boa o suficiente para chegar a fazer parte da trindade da DC, além de quebrar padrões e preconceitos sociais impostos as mulheres que muitas das vezes não são aplicados em prática, como o ditado de que beleza e inteligência não combinam. 
Como mulher, adoro a imagem e conceitos que a Mulher-Maravilha transfere, e no mundo dos quadrinhos onde o domínio sempre foi masculino, eu me sinto muito bem representada por esse grande ícone feminista da cultura pop. 
Tâmara Lopes 22 anos formada em Artes Visuais e estudante de escultura.
Ilustradora / Concept artist 
Behance.net/Tammyart


VERÔNICA ÉRICA BERGAMIN 
A Mulher Maravilha representa para mim coragem, força, determinação, justiça e lealdade. Além de ser uma heroína excepcional e grande guerreira ela eleva ainda mais a figura feminina, mostrando que nós mulheres não somos só sexo frágil. E ainda tem como grandes amigos o Batman e o Superman, faz parte da Liga da Justiça, salva o mundo por décadas e forma o trio mais famoso dos quadrinhos. 
Verônica Érica Bergamin: É Técnica em Nutrição, adora ler e não perde um filme de super-heróis.  É fã do Batman e do Justiceiro porque gosta de heróis violentos mas chorou quando leu A Morte do Superman.




http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2016/04/porque-mulher-maravilha-e-tao-legal-por.html




https://osantuario.com/2013/06/25/a-estonteante-mulher-estupenda-a-era-de-ouro-dos-quadrinhos-nacionais/