terça-feira, 16 de julho de 2019

CONHEÇA O STUDIO PATINHAS: O NOVO PROJETO DA PREMIADA QUADRINHISTA E EDITORA CAROL PIMENTEL

Por Ricardo Quartim

Em parceria com o Cartunista, músico e Graphic Design Guilherme Baldin, a renomada quadrinhista, escritora e ex editora da PaniniCarol Pimentel criou o Studio Patinhas!
Cujo o nome é uma referência não ao pato milionário que todos conhecem, mas as mãozinhas de gatinhos fofos. A página do Studio Patinhas no Facebook inclusive, é recheada de tirinhas com esses adoráveis bichanos. 
O estúdio visa oferecer os mais diversos serviços para o mercado editorial, tais como letreiramento, edição, revisão, criação de logo, Design Gráfico, Marketing Digital, criação de conteúdo dentre outras coisas mais. Além de também criar os próprios roteiros e produzir HQs sob encomenda. 






Apesar de ser formada em física e quatro outras graduações, tendo sido inclusive diretora da Escola Municipal de Astrofísica de São Paulo, Carol escolheu ser editora da Panini Comics, inicialmente como assistente e depois como sênior, tendo sido a primeira editora mulher de quadrinhos de super-heróis no Brasil. Por suas mãos passaram Homem-Aranha, X-Men e a linha Ultimate








Carol também foi ganhadora do Troféu HQ Mix no ano de  2018 na categoria novo talento (roteirista) pela Graphic Novel  P.O.V. - Point Of View, em parceria com a quadrinhista Germana Viana, responsável pelas belíssimas ilustrações. Ainda em 2018 também participou como roteirista da HQ Gibi de Menininha e publicou o livro Tradução de Histórias em Quadrinhos – Teoria e Prática.





E em setembro deste ano, já como editora chefe do StudioPatinhas, Carol irá fazer uma palestra no XXXIX Semana do Tradutor UNESP/Ibilce. As inscrições já estão abertas. 



Para entrar em contato acesse a página do Facebook do Studio Patinhas, clicando aqui

Nós do Laboratório Espacial desejamos todo o sucesso do mundo a Carol e ao Guilherme nessa nova empreitada! 
VIDA LONGA AO STUDIO PATINHAS!



quinta-feira, 4 de julho de 2019

TOY STORY 4
































E a Pixar conseguiu mais uma vez. Muitos achavam que Toy Story 3 havia sido o fechamento perfeito para a história dos brinquedos. Eu, por outro lado, acho que se existem boas histórias, elas devem ser contadas, e Toy Story 4 trás uma história tão boa, tão interessante, com uma mensagem tão necessária e atemporal que não podia deixar de ser contada. E quando se trata de contar histórias, a Pixar já mostrou que é especialista, não apenas com os três anteriores da série, mas com praticamente todos os filmes que o estúdio já lançou.

Em Toy Story 4 temos Woody, Buzz e companhia lidando com sua nova dona, a tímida e reservada Bonie, que em um determinado dia, cria o Garfinho, seu novo amiguinho. A trama principal do filme gira em torno do apego emocional da garotinha com o Garfinho, do propósito de cada brinquedo e da necessidade que temos de seguir em frente com nossas vidas.





Toy Story 4 diverte os pequenos, mas também além da diversão, deixa uma mensagem importante aos adultos, principalmente nos tempos atuais onde o apego ao passado e às coisas materiais é muito grande. Nunca o desapega da OLX fez tanto sentido...

Tecnicamente o filme é primoroso. Isso já vinha acontecendo a cada filme da Pixar, mas aqui em Toy Story 4 vemos o esmero na construção dos cenários, na animação de cada personagem, nos efeitos climáticos, no uso das cores e na escolha dos planos e enquadramentos. Além disso, a trilha sonora remete aos filmes anteriores e traz um sentimento de nostalgia que vai sendo desconstruído ao longo da trama.





Toy Story 4 é um filme para toda a família e deve agradar a todos, desde o fanboy chatonildo que acha que os clássicos são insuperáveis até o adulto que só quer um pouco de diversão descompromissada na sala de cinema.

 

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Acabou Game of Thrones! (SEM Spoilers)

























Uns amaram e outros odiaram. Exatamente como manda a regra das redes sociais. E agora? Game of Thrones será lembrado e celebrado apaixonadamente como Star Trek ou entrará para a lista de assuntos esquecidos como LOST?

Desde os anos de 1990 algumas séries de TV tem adotado o formato "novelinha", com direito a gancho para o próximo capítulo. Se por um lado esse recurso prende a atenção do espectador e o deixa vibrando, o excesso de reviravoltas e o nível de complexidade e detalhamento das relações e conspirações (que não deixam de ser bem construídos e fascinantes) são um exercício de memória para o fã. Ah! Esses produtos não visam o público comum, o espectador ocasional, mas visam sim um público cativo que vista a camisa e abrace a série de modo muitas vezes apaixonado. A questão é a memória desses detalhes e desses níveis de complexidade. Em séries fechadas você tem episódios que são quase pequenos filmes, já nesse formato folhetim você tem assuntos e temas esticados (quase sempre) de maneira forçada. São tantas viradas que fica impossível lembrar na quinta temporada detalhes de fatos ocorridos na segunda ou terceira temporada.



As séries de episódios fechados, lá nos anos de 1960 se encerravam quando a audiência caía e simplesmente não se produzia novos episódios. Não havia uma celebração , um evento, para marcar o Final da série. As séries simplesmente deixavam de ter episódios novos. Com a evolução dos formatos  de produção e distribuição tudo mudou. E hoje a reclamação é sobre finais "pífios".

Curiosamente as Histórias em Quadrinhos tem trilhado caminho semelhante esquecendo o leitor ocasional em função dos fanboys e colecionadores. Uma marca do tempo que está sempre mudando e propondo novas visões ou releituras... Ah, sim, "releituras" porque vejam só: nos anos de 1930/40 os serials (seriados das matinês) tinham o exato formato novelinha/folhetim que hoje prolifera nas TVs a cabo e serviços de streaming.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Disney de casa nova


Depois de 68 anos de uma rica história publicando os quadrinhos Disney no Brasil, a Editora Abril decidiu não renovar seu contrato de licenciamento com corporação do ratinho, cancelou todas suas publicações de quadrinhos em junho de 2018 e deixou muitos colecionadores órfãos.

Após seis meses de incertezas, boatos e conjecturas, a nova casa dos quadrinhos Disney no Brasil foi anunciada. A Editora Culturama com sede em Caxias do Sul tornou-se a detentora dos direitos de publicação das HQs da turma de Patópolis.

De cara a Culturama anunciou um novo tipo de distribuição, que prioriza pontos alternativos para a venda do material e, assim, buscando a popularização do material ela investe na venda em grandes magazines, lojas de brinquedo, farmácias, supermercados e lojas de preço único. O editor Paulo Maffia declarou em entrevista que, apenas por pedido seu, a editora decidiu não descartar o cada vez mais restrito mercado das bancas de revistas.

Essa revolução na distribuição de quadrinhos ainda não se provou efetiva. A editora tem tropeçado em seus primeiros passos com atrasos na entrega dos exemplares para os assinantes, demora para alcançar os mercados e uma notável ausência no eixo norte-nordeste. Com um serviço de atendimento bem disposto a ouvir sugestões e implementar mudanças, a empresa tem conseguido sanar boa parte de suas deficiências.

As publicações têm uma ótima qualidade, com as capas em couchê de boa gramatura e o miolo em papel off-set. Todas as HQs publicadas são inéditas em nosso país e, apesar de ter recomeçado a numeração do zero, a editora manteve no expediente o número de publicação no Brasil, para agradar aos colecionadores, que querem saber em que número a revista estaria se nunca tivesse sido interrompida sua publicação.

Os títulos escolhidos para a primeira fase foram, Mickey, Pateta, Donald, Tio Patinhas e Aventuras Disney. Uma ausência sentida foi a do Zé Carioca, mas, já que há anos não são feitas novas histórias com o personagem e a editora assumiu um compromisso de publicar apenas quadrinhos inéditos aqui, o possível lançamento de um título solo com o papagaio malandro foi adiado para outro momento, em que, dependendo de acordos com a Disney e do retorno financeiro do investimento, poderíamos voltar a ter a produção de material nacional.

Já próximo a receber as edições de número 2, posso dizer que o projeto gráfico é sólido e que os profissionais responsáveis estão se empenhando na produção do material. Confesso que demorei um pouco a me acostumar com o design de capa e com a tipografia escolhida para os créditos, mas aos poucos essas questões secundárias foram sendo relevadas frente ao belíssimo esforço dos profissionais envolvidos para trazer de volta os quadrinhos da Disney ao Brasil.


sexta-feira, 26 de abril de 2019

Vingadores: Ultimato ( SEM SPOILERS )



Falar sobre filmes de cultura pop é divertidíssimo, algumas vezes isso constitui um desafio: Como falar de um filme sem soltar spoilers? Fácil: É só falar do filme sem soltar spoilers. Soltar spoilers é uma atitude que estraga a diversão e muitas vezes reflete falta de sensibilidade e falta de respeito. Existem pessoas que não se incomodam com isso, mas a maioria dos comunicadores sérios avisam já no cabeçalho ou no banner de divulgação se há ou não spoilers. Assim, como diz o nosso cabeçalho e nosso banner: Vamos falar do Ultimato SEM SPOILERS!












 A Marvel trouxe para suas produções cinematográficas (MCU-Universo Cinematográfico Marvel) o conceito de universo interligado tão conhecido (e amado) por seus fãs nos quadrinhos. Avengers: END GAME, no Brasil Vingadores ULTIMATO segue o encadeamento lógico visto nesse universo compartilhado (as séries de TV da Marvel teriam ganhado muito se tivessem mantido uma proximidade maior com esse compartilhamento ou se tivessem tido o aconselhamento dos produtores certos). Essa conexão dá credibilidade aos personagens, dá coesão a seu mundo, dá margem a compreensões e alimenta diversas situações emocionais — cobrindo vários aspectos numa escala que vai do riso às lágrimas, passando pela compaixão, inspiração, determinação. Fazendo tudo isso sem apelar para soluções fáceis. Não se trata de um filme perfeito, mas os poucos deslizes e pequenas incongruências estão em patamares aceitáveis se medidos em relação ao nível de diversão proposta.




Uma produção de um tamanho semelhante ao visto em blockbusters como Star Wars e Senhor dos Anéis resulta em cenas tão belamente engendradas que poderia até inaugurar um gênero: Épico de Super-Heróis.

Faz sentido manter-se alerta contra spoilers dada a maneira inteligente como as ações são encadeadas, afinal um dos motivos de ir ao cinema é colocar nas nossas vidas um pouco de emoção escapista e ludicidade. Muito possivelmente os fãs de cinema de ação e fãs de heróis vão ao cinema esperando uma série de coisas, alguns possivelmente mantenham até uma listinha mental. Em Vingadores ULTIMATO, a listinha mental de muita gente deve receber muitos tiques positivos e alguns Plus.




Ficar fora das redes sociais até ter visto o filme é uma postura prudente pois os estraga-prazeres de plantão vão vir com tudo e fatalmente vão tomar blocks e semear discórdias e cultivar inimizades. Como prometido este texto não possui spoilers, mas funciona como termômetro de ânimos, e as lágrimas e risos frouxos que vi na saída do cinema juntamente com rostos deslumbrados são o exato termômetro que indica que o preço do ingresso promoveu uma excelente relação custo-benefício.


Os diretores Joe e Anthony Russo conduzem o filme como Maestros experientes regendo músicos experientes (Chris Evans, Robert Downey Jr, Scarlett Johansson, Chris Hemsworh, Mark Ruffalo e demais vingadores retornando confortavelmente a seus papéis). Já que fiz uma metáfora com músicos: a Trilha do Filme (Alan Silvestri) é para colocar na coleção e os efeitos são de nos fazer esquecer que são efeitos. A ação cresce exponencialmente e a trama cheia de pequenas sacadas geniais possivelmente vai colocar este filme na lista TOP 10 de muitos fãs. Aliás, nada no filme é por acaso e certamente é daqueles que se vê várias vezes para “pegar melhor os detalhes”.

Se você não gosta de filmes de ação, de uniformes coloridos, pessoas voando, batalhas épicas, boas pitadas de humor, sensibilidade e emoção, então não precisa ver Vingadores ULTIMATO. Mas se você curte pelo menos três dos itens mencionados acima abra espaço na agenda e veja o quanto antes e neutralize o ataque dos babacas-de-spoiler.

Comente aí o que achou desta Resenha sem Spoilers e diga aí qual seu Vingador Favorito. Obrigado pela visita e aproveite pra dar uma fuçada no nosso blog que tem um monte de coisa divertida por aqui.




terça-feira, 9 de abril de 2019

Liga da Justiça vs O Quinteto Fatal !














O produtor Sam Liu (O Retorno do Superman, Batman: 1889) dirige Liga da Justiça vs O Quinteto Fatal a partir de roteiro de Eric Carrasco, Jim Krieg e Alan Burnett, com produção executiva de Sam Register e Bruce Timm (Liga da Justiça / Liga da Justiça Ilimitada, Batman: A Série Animada).
Amparada em personagens tradicionais e um enredo envolvente, a história coloca a Liga da Justiça numa corrida para impedir que o Quinteto Fatal desencadeie o fim do universo. Enfim, uma terça-feira na vida de Batman, Superman e Mulher Maravilha...  Em suma, Liga da Justiça vs O Quinteto Fatal é uma excelente oportunidade para ver e rever a saudosa versão animada dos justiceiros após mais de uma década. A aventura nos (re)conecta emocionalmente com os personagens clássicos de uma maneira diferente, graças à dinâmica com os novos membros da Liga, gerando empatia imediata para acompanhar uma aventura decisiva e contundente.




Liga da Justiça vs. O Quinteto Fatal realmente acontece na continuidade do Universo DC Animated (DCAU), e se passa algum tempo após o final da série da Liga da Justiça Sem Limites, embora o período exato não seja determinado. O filme oferece uma boa dose de nostalgia, como quando recorre ao tema musical da animação do Superman e da própria Liga da Justiça Sem Limites em momentos de ação.




















Entre as novidades temos a Lanterna Verde Jessica Cruz e o futurista membro da Legião dos Super-Heróis, Star Boy, que tem papéis fundamentais na história, somados à Trindade da DC e ao Sr.Incrível. Miss Marte (sobrinha do nosso marciano favorito – desculpem, não resisti), atua como apoio predominantemente ao lado do Batman, numa dinâmica similar a que ele tem com Robin. Cruz é marcada por um trauma severo e Star Boy tem uma mente instável que o torna quase inapropriado para a missão… Mas heroicamente ele luta para tentar ser coerente. Os momentos com tais personagens são extremamente reais, convincentes em suas dores e angústias. E a ameaça representada pelo Quinteto Fatal se torna cada vez mais urgente à medida que observamos Cruz e Star Boy enfrentarem um desafio que eles não estão legitimamente preparados. Isso tudo adiciona uma camada importante a trama. Quanto aos vilões, sua motivação é bastante palpável. Não só temos antagonistas movidos por um objetivo real, mas os riscos também estão lá para eles, que vão enfrentar a lendária Liga da Justiça.




















Existem tantos elementos familiares em Liga da Justiça vs. O Quinteto Fatal que fazem com que o filme seja como um bom episódio nunca produzido de Liga da Justiça Sem Limites. Não obstante, podemos supor que o resultado é um produto feito de fã para fã. Roteiro e direção da Liga da Justiça vs O Quinteto Fatal são harmônicos, Sam Liu definitivamente desempenha seu papel com excelência. Com sorte, este não será o último filme ambientado na linha DCAU, pois sua sensibilidade para a releitura de questões clássicas misturadas a temas modernos sempre será bem vinda.























Os dubladores Kevin Conroy, George Newbern e Susan Eisenberg retornam aos seus papéis como Batman, Superman e Mulher Maravilha e, sinceramente, foi como se não tivessem passado um dia sem dar voz aos personagens que tanto amamos. Conroy soa tão bem como sempre como o Cavaleiro das Trevas, alternando sem esforço entre a faceta sinistra e o sarcamos do personagem. Newbern mantém o aspecto acolhedor e paterno do Superman, aparecendo como uma figura de autoridade forte, mas zelosa. Susan Eisenberg? Ela é a Mulher Maravilha! Sua interpretação é quase indescritível, vai da compaixão ao lado guerreiro da personagem. Diane Guerrero (a Crazy Jane da Patrulha do Destino) dá vida a Jéssica Cruz de uma maneira muito real. Você pode sentir o tremor e a dúvida na voz de Cruz enquanto ela vacila em suas convicções... É absolutamente fascinante. Quando Cruz recita o juramento da Lanterna Verde? Em síntese, podemos afirmar que a dublagem como um todo foi impecável!





















A animação da Liga da Justiça vs O Quinteto Fatal, é bastante sólida, mas em alguns momentos aqui e ali a qualidade estranhamente cai… Movimentos de personagens ficam duros ou completamente rígidos, por exemplo, mas no geral é bastante raro e não chega a causar uma distração. Há também um salto de tempo que surge de maneira abrupta no roteiro e acaba fazendo involuntariamente com que Batman perca uma pista importante sobre a identidade de Star Boy quando os personagens se encontram pela primeira vez… Também teria sido bom dedicar um pouco mais de tempo à história de Jéssica Cruz e Star Boy, mas o que temos ainda é suficiente para nos identificarmos com suas respectivas dificuldades – o que acontece pouco em relação a Miss Marte. Apesar de quaisquer falhas menores, o filme é uma ótima aventura. A história e as escolhas são arrojadas, pois colocam uma personagem como Jessica Cruz no centro das atenções, oferecendo uma perspectiva nova e única neste mundo tão familiar.

Liga da Justiça vs O Quinteto Fatal nos lembra porque amamos os personagens clássicos da DC Comics e também mostra que ainda há muito a ser explorado. O roteiro traz novos rostos e ideias interessantes, é revigorante pensar que novas aventuras podem ser contadas no DCAU caso esta seja, de fato, a opção da Warner Bros. Home Entertainment. Para os fãs de longa data, este filme é, sem hesitação, uma interessante perspectiva sobre a experiência de super-heróis clássicos diante das novas gerações. Dito isto, Liga da Justiça vs O Quinteto Fatal é apenas um excelente retorno que vai deixar os fãs ansiosos por muito mais!

Liga da Justiça vs O Quinteto Fatal
Estúdio: Warner Bros. Animation
Data de lançamento: 30 de março de 2019











https://laboratorioespacial.blogspot.com/p/quadrinhos.html







http://laboratorioespacial.blogspot.com/2015/11/os-renegados-volume-um-por-dennis.html?fbclid=IwAR0PuSjD9uCxdT5qinLHt_gHDVdzsMKmWZZDlTKYcecBN5WfyO_AuhQGejM




domingo, 31 de março de 2019

DRAGONERO: Espada e Magia à moda Bonelli !

























Os monólitos de sangue são selos místicos que vedam a prisão de criaturas terríveis cuja presença pode destruir a vida como se conhece. Um velho e poderoso mago ciente deste mal reúne um grupo de guerreiros com a missão de descobrir o que está por trás da destruição dos monólitos de sangue e renovar o selo que protege o mundo da invasão maligna. Esta é a aventura contada nas eletrizantes páginas de DRAGONERO - O Caçador de Dragões.











A trama é apresentada aos poucos enquanto a emoção e a adrenalina vão se ampliando a cada trecho narrado.  A edição, de 292 páginas, traz a história completa — uma iniciativa comum nas publicações da Editora Bonelli, afinal de contas , convivendo com a economia instável do Brasil e uma distribuição irregular fora do eixo Rio São Paulo, não há garantia de que o leitor vá encontrar o segundo número na banca. De fato edições autocontidas sobressaem ainda mais quando contem boas histórias, bem narradas, tramas bem construídas e personagens críveis, todos esses elementos estão em Dragonero: O Caçados de Dragões.




O clima da aventura lembra 'O Senhor dos Anéis' e 'Conan'  e a riqueza e complexidade dos cenários colaboram muito nesse sentido. Quem porventura esteja mais acostumado com as aventuras de espada e magia narradas em livros fará uma transição suave com estes quadrinhos, aliás, este é daqueles ótimos exemplos para indicar para quem não se iniciou ainda no mundo da arte sequencial. A narrativa é clara, o ritmo é perfeito (acelerada e lenta nos momentos certos) e a arte é muito, mas MUITO acima da média. A quadrinização é bem mais ousada do que o brasileiro está acostumado a ver em Tex, mas não chega a ser espalhafatosa como nos Mangás ou em alguns títulos norte-americanos. Se o tema 'Espada e Fantasia' é algo que te interessa como leitor será difícil achar nas bancas algo que ombreie o Dragonero da Bonelli Editore em qualidade e conteúdo.



O personagem debutou em 2007 e ganhou série regular em 2013 e como ocorre com outros sucessos da Bonelli ganhou novas publicações aparecendo hoje em edições especiais e no momento conta com um projeto de animação a estrear abril de 2019 no canal RaiGulp (o canal jopvem da Rede de TV Italiana Rai—Radiotelevisione italiana). 






http://laboratorioespacial.blogspot.com/2017/12/galep-100-anos-do-criador-grafico-de-tex.html