quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Um Punho de Ferro moldado sem Ferro e sem Fogo











Marvel-Netflix dão um basta em Punho de Ferro (E Luke Cage também foi pro saco, mas o papo aqui é sobre Kung Fu). A promessa de que o personagem não morreu pode trazê-lo novamente em aparições especiais ou em aventuras na linha de "Os Defensores". Mas o personagem era ruim? Só funcionava num grupo? O ator era fraco? Veja a seguir:

Primeiro: Um personagem só é ruim se for mal escrito. Ponto. Dito isto a série como um todo não teve bases sólidas, não teve ousadia, se restringiu a copiar porcamente a fórmula testada antes em Demolidor. A Formulinha de escrever os episódios como se fossem pedaços um loooongo filme, apesar de criativa, gera problemas sérios: Não dá unidade aos episódios, vira uma novelinha e dilui o tema em blocos tediosos.

 








Segundo: O personagem só funcionava em grupo? De maneira alguma. Um texto bem amarrado e personagens com motivações críveis e objetivos claros pode ter como foco um só personagem ou um grupo. Não existe essa lenda de que personagem tal só funciona em grupo.

Terceiro: O ator é um profissional que trabalha para dar vida ao texto que recebe. Veja o exemplo do Henry Cavill. Um ator competente, com o visual perfeito para encarnar o Homem de Aço, mas... teve o azar de pegar uma série de textos ruins e filmes sem ímpeto. O mesmo aconteceu com o Punho de Ferro. O personagem ficou confuso durante toda a primeira temporada e na segunda, por insegurança, abre mão de seus poderes no exato momento em que poderia recuperá-los. Finn Jones deu a Daniel Rand a personificação que seu texto pedia, com uma dedicação visível nas cenas de ação e uma imersão crível no caráter emocional, infelizmente o texto pobre com uma estrutura frágil não colaborou. A inserção de Tifoide Mary (vilã do Demolidor) na segunda temporada confirma a falta de criatividade ou a falta de compromisso com o background do Punho de Ferro e sua galeria de vilões.













Uma adaptação requer mudanças principalmente quando não se conta com orçamento milionário — como no cinema. Mas é plenamente possível obter concessões diante de sacadas inteligentes, e isso não significa fugir dos temas. O Dragão que é uma peça importante nos quadrinhos ficou subentendido de modo crível, K'unn L'unn foi abordada de um modo sóbrio, a relação entre Danny Misty e Collen foi bem construída. Mas aqui vale uma crítica às concessões claramente inseridas por "modismo". Danny Rand perdeu o protagonismo da série porque suas ações não eram firmes nem heróicas (culpa do roteiro) e todas as soluções dos conflitos foram redirecionadas às personagens femininas e isso não seria um problema se o protagonista da série não fosse propositalmente apagado diante disto. As personagens femininas da série são ótimas e a gente fica na torcida pela dupla Coleen e Misty reprisarem seus feitos nos quadrinhos. O que precisa ser notado é que um personagem pode brilhar sem que outro seja apagado para que isto ocorra, cedendo ou não a modismos. Ficou claro que os escritores da série sabotaram o personagem: Na primeira temporada Danny Rand participa de uma reunião na empresa onde descobre os lucros absurdos que são gerados com o monopólio de uma patente de medicamentos. A ação do herói de abrir a patente e ajudar as pessoas a terem acesso ao medicamento é duramente criticada e no fim uma ação heróica que refletia a alma do personagem é apagada e esquecida em nome de um "pseudo-realismo" que diminui Daniel Rand como personagem e retira dele uma empatia que estava começando a aparecer. Isso se repete ao longo das duas temporadas. Tudo aquilo que constitui no herói uma força a serviço do bem, uma barreira contra a iniquidade é diminuído, apagado, esquecido.



Quando o Punho de Ferro dos Quadrinhos surgiu havia uma onda de filmes de Artes Marciais no rastro do sucesso de Bruce Lee, que ganhou um contraparte na figura de Shang Chi, O Mestre do Kung Fu. Daniel Rand por outro lado tinha semelhanças inegáveis com o campeão de Karatê Chuck Norris tanto física quanto psicologicamente. Dito isto fica difícil aceitar que o apático personagem na série da Netflix seja de fato o Punho de Ferro.

Os desafios mostrados nos quadrinhos da Marvel tinham muita sintonia com filmes tipo A mão de Ferro de Shaolin, Shaolin contra os 12 homens de Aço e outros. Cenas inteiras pareciam retiradas de filmes de Kung Fu. E aqui é importante frisar: O Punho de Ferro é o Maior Artista Marcial da Marvel (na verdade um dos dois maiores, se vc contar Shang Chi), mesmo assim, na série, vemos a técnica de Danny Rand ser sobrepujada por qualquer coadjuvante ou antagonista ao bel sabor dos roteiristas. Não é difícil concluir, a esta altura que o personagem foi sabotado desde sua primeira temporada (fraquíssima) em favor de outra opção que estava sendo construída nos desejos secretos dos produtores e showrunners. No meio de sabotagens e incompetências o fim da série abre a possibilidade para uma nova leitura do personagem e caso nesta leitura o personagem encontre seu ímpeto, sua autodeterminação e o verdadeiro heroísmo, será um ponto bastante positivo. Mas na opinião deste articulista: Scott Adkins num filme adaptando à risca as primeiras aventuras do herói seria algo no mínimo histórico tanto para a Marvel quanto para os filmes de pancadaria.














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HISTÓRIA:
Criado por Roy Thomas e Gill Kane e. 1974 (na revista Marvel Premiere #15) o personagem surgiu aproveitando a fama dos filmes de Kung Fu que nos anos de 1970 atingiram um auge de popularidade. O jovem Wendel Rand encontra a cidade de K'unn L'unn e salva a vida de seu governante tornando-se seu filho adotivo. Adulto retorna para a América e tem sucesso na vida empresarial. Numa viagem de férias, acompanhado de sua esposa Heather, seu filho Danny e de seu sócio Harold Meatchum, Wendel Rand tenta reencontrar K'unn L'unn, mas é morto por seu sócio. Heather e Danny são cercados por lobos selvagens e a mãe se sacrifica para salvar o garoto que é adotado pelos monges de K'unn L'unn. Treinado nas mais letais formas de artes marciais o jovem Daniel Rand segue o caminho do guerreiro e após uma vida de treinamento árduo se vê ante a provação final: o Desafio do Punho de Ferro. Onde precisa enfrentar um poderoso Dragão milenar e ativar o poder fabuloso dos Punhos de Ferro.


PODERES:
-Daniel Rand evoca os punhos de ferro e é capaz de causar uma enorme destruição com seus socos;
-O Chi do Punho de Ferro é capas de curar ferimentos em si e em outros: veneno, cortes, concussões, contaminação radioativa etc;
-Através da Fusão mental o herói pode compartilhar ou acessar memórias, conhecimento, informações e emoções de outras pessoas;
-Pode armazenar a energia dos ataques que sofre e reutilizar a seu favor;
-Exímio lutador de artes marciais, um dos melhores do mundo. Domina todos os tipos de armas.


LINKS:
Punho de Ferro (wikipedia)
Punhos de Ferro (Protocolos MARVEL)
Conhecendo o Punho de Ferro (Duas Torres)

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Um Adeus a Stan Lee (por Gian Danton)


Morreu Stan Lee, o homem que mudou o quadrinho, pessoas e o mundo

Sem Stan Lee não existiria Gian Danton.
No final da década de 1950 a grandiosa DC dominava o mercado de quadrinhos quase sozinha. Uma de suas concorrentes era editora pequena, composta apenas de uma sala, um editor e uma secretária. Poucos anos depois, essa editora secundária se tornaria o Davi que iria derrotar o Golias nas vendas e na imaginação do público. 


Stan Lee, o editor da Marvel, era a mente por trás dessa mudança. Junto com Jack Kirby ele criou o Quarteto Fantástico, o grupo de heróis que revolucionaria os quadrinhos com personagens bidimensionais, brigas internas, histórias em continuidade e muita, muita ação.
O método criado por ele (chamado hoje de método Marvel) permitia que artistas como Jack Kirby imprimissem um ritmo, uma agilidade, um movimento que fazia parecer que as histórias do Super-homem aconteciam em câmera lenta. Por outro lado, o texto de Lee humanizava e caracterizava cada personagem. Até mesmo personagens terciários, como o Surfista Prateado, ganhavam um background, uma história de vida, um modo de falar, uma personalidade. 


E Lee fazia questão de colocar créditos nas histórias. Ao contrário da DC, que fazia questão de esconder os nomes dos desenhistas e roteiristas, a Marvel alardeava aos quatro ventos que tinha os melhores artistas e escritores e dava nome a cada um. E mais: seus textos faziam acreditar que a Marvel era um verdadeiro mundo mágico, a casa das ideias e que a produção de quadrinhos eram uma nova forma de arte (Se estivessem vivos, Shakespeare e Michelangelo estariam fazendo quadrinhos, dizia ele). 


Fazer quadrinhos era uma grande aventura!
Como resultado, os leitores começaram a prestar atenção em quem fazia as histórias – e descobriram que havia alguém que escrevia as HQs, os roteiristas. Também como resultado, o público universitário se viu atraído pelos gibis e, com o tempo, isso abriu caminho para todo um campo acadêmico, o de pesquisadores de quadrinhos. 


Como editor, Lee tinha uma máxima, que passou ao seu pupilo Roy Thomas: se uma revista está vendendo bem, deixe o time criativo livre. Isso fez com que a Marvel explodisse em criatividade nos anos 1970, com trabalhos impressionantes como o Dr. Estranho de Steve Englehart e Frank Brunner, que levou a psicodelia do personagem ao seu nível máximo e o texto a um nível poucas vezes alcançado, antes e depois. 


O sucesso da Marvel balançou a DC, fazendo com que ela saísse de seu confortável conservadorismo. Durante anos a Distinta Concorrência, como chamava Stan Lee, fez de tudo para ser tão criativa quanto a Marvel – e conseguiu na década de 1980, quando trabalhos inovadores como os Novos Titãs, Crise nas infinitas terras e as séries autorais Cavaleiro das trevas e Watchmen balançaram a indústria de quadrinhos. 


Eu lia quadrinhos desde pequeno, principalmente quadrinhos infantis como Turma da Mônica e Disney. 


Ali pelos 15 anos eu já tinha me enjoado desse tipo de leitura. Foi quando, numa fila de banco, caiu em minhas mãos um exemplar de Superaventuras Marvel. Eu simplesmente pirei na revista e em especial naquele Doutor Estranho diferente, que flertava com a psicodelia (e que se tornaria por anos meu personagem predileto, ao lado dos X-men). E pirei mais ainda ao ver, nos créditos, o nome de quem fazia as histórias. Sim, cada HQ tinha um desenhista ... e um roteirista! Ali surgiu o sonho de ser roteirista. 


Anos depois, o compadre Joe Bennett me emprestou Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons. Foi um impacto incomparável, que me fez buscar tudo que achasse escrito por Alan Moore – e fez com que eu aceitasse escrever uma história desenhada pelo compadre, a Floresta Negra.
Se Stan Lee não tivesse transformado a Marvel no que ela se tornou, eu não teria lido aquela Superaventuras Marvel e nunca teria tido o sonho de ser roteirista de quadrinhos. Se não existisse a eterna concorrência com a Marvel, a DC continuaria sendo uma editora conservadora e nunca teria publicado trabalhos tão revolucionários como Monstro do Pântao e Watchmen – e, portanto, eu não teria tido o impulso de começar e o norte do tipo de histórias que queria contar como iria contá-las.
Se não fosse a geração de universitários criada pela Marvel, que a passou a ver os quadrinhos além do preconceito, eu nunca poderia ter escrito meu TCC, minha dissertação e minha tese sobre quadrinhos.
Stan Lee mudou não só a indústria de quadrinhos. Mudou a minha vida e a de muitas outras pessoas. De certa forma, ele mudou o mundo. 


Eu poderia dizer descanse em paz, mas duvido que ele gostaria disso. Deve estar agora agitando as coisas lá no céu dos criadores.


 









IDEIAS DE JECA TATU (blog de Gian Danton)

http://roteiroquadrinhos.blogspot.com/

http://laboratorioespacial.blogspot.com/2010/10/o-astronauta-de-mauricio-de-sousa-por.html


terça-feira, 9 de outubro de 2018

O Esqueleto das Coisas (por JJ Marreiro)












Todo mundo sabe que a principal função do esqueleto é derrotar o He-man... ops! Todo mundo sabe o esqueleto é a base estrutural do corpo humano servindo à sustentação, proteção e locomoção. Uma casa é erguida sobre um alicerce (sua estrutura de sustentação). Quase tudo que desenhamos possui uma base estrutural e esta base nos ajuda a fazer com que o resultado do desenho seja mais consistente.

O esboço é uma estrutura de desenho. Normalmente realizado com linhas soltas, descompromissadas, principalmente porque ao longo do esboço algumas descobertas podem ser feitas e ali o rumo do desenho pode ser repensado.

À partir do domínio da estrutura o artista pode criar infinitas poses e ângulos para aquilo que vai desenhar. Coisas complexas podem se tornar extremamente simples à partir de uma maior percepção estrutural.

Uma maneira de praticar a percepção da estrutura é usar papel de seda ou papel vegetal ou uma mesa de luz. O ideal para este estudo é usar fotografias de revistas, jornais etc. A foto é ideal para esta prática porque é uma representação muito próxima do real, a princípio as fotos não sofrem as estilizações artísticas que ocorrem nos desenhos (principalmente de quadrinhos).

Então primeiro vamos entender como é a estrutura de um corpo humano para o desenho. Ela é, mal comparando, semelhante ao famoso bonequinho palito que se vê na escola desde a infância. No entanto os tamanhos de braços e pernas são guiados pela proporção de uma anatomia correta. E todas as articulações são marcadas por pequenos círculos.


























Agora selecione uma série de imagens do seu agrado (repetindo: fotos de revistas ou jornais são o ideal, mas vc pode pegar material em bancos de imagem e imprimir). O objetivo deste exercício é refinar seu olhar fazendo perceber as estruturas do corpo humano ou de objetos e em meio a isso sua percepção de anatomia também será trabalhada. Sobreponha o papel transparente sobre a imagem e trace (levemente) a estrutura do esqueleto simplificado ou as formas básicas, se fizer cada estrutura em uma folha distinta terá um melhor resultado para visualização. Após praticar algumas vezes e entender direitinho os esquemas você pode ir pro próximo nível e fazer o mesmo exercício apenas de observação. Veja abaixo dois exemplos de traçados estruturais.




















Este exercício pode ser feito com imagens de cidades e cenários diversos, equipamentos, utensílios, objetos de casa, veículos, animais etc etc etc. Além da percepção de proporção, tridimensionalidade e função estrutural este exercício também ajudará a treinar sua coordenação motora e sua atenção. Está dada a dica. Agora é com você.

Para mais dicas de produção, incluindo download de livros de desenho e arte, clique no link abaixo desta matéria.











http://laboratorioespacial.blogspot.com/p/blog-page.html


sábado, 8 de setembro de 2018

Dicas de Produção

http://laboratorioespacial.blogspot.com/2018/05/dicas-de-producao.html

Clicando no banner acima vc vai a uma postagem onde estão listadas várias Dicas de Produção para quadrinhos e criação de histórias e desenhos. Lá você também vai achar links para download de livros sobre os temas das dicas.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

LÂMINA SELVAGEM: NOVO SUPER-HERÓI NACIONAL BUSCA APOIO NO CATARSE



A HQ mostra que  a chacina da Candelária ocorreu para encobrir outro crime que acontecia simultaneamente. Na trama, uma empresa de alta tecnologia, a Biotec, desenvolve o Protótipo Biomecânico em Humanos (P.B.H.), e de forma criminosa utiliza cobaias humanas para seus experimentos. Esses cobaias na realidade eram mendigos sequestrados para tal finalidade. Para desviar a atenção do fato dos mendigos estarem sendo sequestrados pela Biotec para experimentos ilegais,  outros mendigo eram chacinados na Candelária no mesmo momento.  Como se não bastasse isso, o país é administrado por um governo corrupto que utiliza contratos com contrapartidas em forma de propina! Em meio a todos esses problemas de criminalidade e corrupção,  surge o Esquadrão Selvagem, criado pela Biotec com o objetivo de proteger as ruas do Rio de Janeiro.


Essa ilustração é meramente para divulgação, não sendo a definitiva que estará na HQ.
No entanto, Biotron, uma empresa de tecnologia e biomecânica rival da Biotec, furta o projeto da P.B.H. aperfeiçoando-o e cria um ciborgue assassino, o Mutilador. Então ele une-se a facções criminosas e passa a caçar os membros do Esquadrão até massacra-los, restando apenas um único sobrevivente.

Esse remanescente acaba descobrindo a verdade sobre seu passado e a partir daí, sai em busca de vingança tanto contra a Biotec que o sequestrou e o utilizou como cobaia humana, quanto contra Mutilador que assassinou seus companheiros e a Biotron responsável pela criação do ciborgue asassino.

Nesse meio tempo ele é sequestrado pela Biotron e passa por um processo de aperfeiçoamento. Após concluído, ele consegue fugir e torna-se o Lâmina Selvagem.





Essa é a trama básica criada pelo pernambucano Adriano Silva e que conta a origem deseu super-herói,  Lâmina Selvagem.
Adriano tem uma empresa de assessoria e consultoria em regimes próprios de previdência e atende em Pernambuco onde reside e também no Rio grande do Norte. Nas horas vagas se dedica a seu personagem.




A arte da HQ é do ilustrador, designer gráfico e quadrinista Ricardo Jaime,  que atua na área criativa à mais de 10 anos e já  fez trabalhos para várias editoras americanas tendo já ilustrado SilverWolf, O Sombra, Batman, Bicho Mix, Barbarella dentre outros e é o desenhista oficial das novas HQs de Mr. Bean para a Dabel Brothers.


Já a capa é do quadrinhista José Luis, que atualmente faz trabalhos para a DC Comics mas já trabalhou para outras editoras americanas tais como  Dark Horse Comics, Valiant Entertainment, Dynamite Entertainment, Top Cow Productions, Zenescope Entertainment, Big Dog Ink.



As cores são do americano  Mike Stefan (Games Cards Alien, Games Cards Captain América, Evil Ernie V2 #1,2,3,4,5,6, Fly: The Fall #1, Wonderland #18, Grimm fairy tales #93, Grimm Unleashed #2,#6, Grimm Fairy Tales Wounded Warriors Special #1, Grimm Universe #1, Irresistible #3, Grimm Fairy Tales Animated One Shot)










Na edição ainda teremos vários pinups e prints especiais. Lâmina Selvagem volume 1 terá três capítulos em 72 páginas de pura aventura, impressa em papel couché 90 g e capa envernizada.

Para apoiar ou conhecer mais sobre o projeto, os brindes e os valores, acesse a página do Catarse clicando aqui







sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Feliz Aniversário, Buck!











O Herói espacial Antony Buck Rogers surgiu na revista pulp Amazing Stories em Agosto de 1928, criado pelo escritor Phillip Francis Nowlan. É importante registrar que as pulp magazines eram um entretenimento popular e uma fonte criativa para o universo das tiras de jornal numa época em que as revistas em quadrinhos anda não existiam. E este foi o exato caminho trilhado pelo personagem. Em 1929 ele estreia nas tiras de jornal com arte de Richard Calkins. A receptividade do trabalho abriu novas possibilidades fazendo com que em 1939 o herói espacial chegasse aos cinemas no serial "Buck Rogers", estrelado por Buster Crabbe (ator de ação que também interpretou Flash Gordon).

No anos de 1932 Buck Rogers teve aventuras dramatizadas em um popular programa de Rádio a exemplo de personagens como Sombra e Super-Homem.

Quando as revistas em quadrinhos surgiram, lá estava ele: estampando a capa da revista Famous Funnies (uma das primeiras publicações no formato comic book), da década de 1930. Ao lado de Flash Gordon, Buck Rogers foi responsável por inspirar o surgimento de toda uma leva de heróis espacias fazendo deste modo surgir um subgênero da ficção científica. A popularidade do personagem no meio editorial foi cheia de altos e baixos merecendo destaque para as fases nas editoras Golden Key (anos 60) e Dynamite anos 2000).

De 1979 a 1981 a série Buck Rogers no século 25 atualizava o personagem aproveitando a onda de produções sci-fi que surgiram com o sucesso de Guerra nas Estrelas. Gil Gerard e Erin Grey dão vida a Buck Rogers e Wilma Deering numa série de histórias cujo tom é de aventura em cenários espaciais. A série exibida pela Rede Globo tinha muita popularidade e segue aí um episódio para celebrar o aniversário do Capitão Buck Rogers, o pioneiro da Ficção Científica nas tiras de Jornal.








MAIS:
Heróis do Espaço!
Buck Rogers - Wikipedia
Buck Rogers in the 25th Century (2013, Howard Chaykin)
Buck Rogers (1929, comic strips)
Buck Rogers on Radio (wikipedia)
Buck Rogers (o programa de rádio pra ouvir)
Buck Rogers in the 25th century (imdb)
Buck Rogers au 52ème siecle
Women of Buck Rogers 1
Women of Buck Rogers 2
Buck Rogers tvseries images (pinterest)
Buck Ropgers History and Evolution

Buck Rogers no Quadripop (em português)

Pra assistir:
Buck Rogers 1939 serial Chap 7 -12
Planet Outlaws (serial de 39 editado como filme)

http://laboratorioespacial.blogspot.com/2010/04/herois-do-espaco-homens-do-espaco.html
http://laboratorioespacial.blogspot.com/2018/06/os-codigos-de-ur-uma-viagem-atraves-das.html

O Ordinário Rafael Sica











A Caixa Cultural Fortaleza abre espaço para um dos mais importantes desenhistas brasileiros da atualidade. Rafael Sica natural de Pelotas, Troféu HQ Mix na categoria desenhista revelação em 2005 e na categoria Web Quadrinhos em 2009, com publicações em vários jornais e revistas — para além do espaço virtual tem nesta exposição o trabalho analisado por um recorte do curador Weaver Lima.















Iniciada em 30 de agosto a exposição tem reproduções e artes originais dispostas de maneira convidativa (e imersiva) como é a própria Arte de Rafael Sica. Dono de um traço autêntico, Rafael nos convida a reflexões que vão do cotidiano ao surrealismo revelando um grande domínio narrativo aliado a temas introspectivos e plurais. A exposição vai até 04/11/2018 e merece não uma , mas várias visitas, dada a quantidade (e qualidade) do material exposto. Weaver Lima e sua equipe de produção estão de parabéns por trazer esse insight para o cenário cultural da cidade e a Caixa dá provas de refinada inteligência ao aprovar um projeto deste nível. A torcida agora é para que outras cidades e estados possam ser também brindados por esta bela vivência.

Serviço:
Exposição O Ordinário Rafael Sica
Local: Caixa Cultural Fortaleza
Av Pessoa Anta, 287
Bairro Praia de Iracema
Informações: (85) 3453-2770

Rafael Sica ordinário online

Rafael Sica Facebook

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

CHAOS: FELIPE FOLGOSI LANÇA A CONTINUAÇÃO DE AURORA EM CAMPANHA DO CATARSE


O ator e roteirista Felipe Folgosi lançou no Catarse a campanha de financiamento coletivo da Graphic Novel CHAOS.

Folgosi é fã de quadrinhos desde criança. Não apenas dos super-heróis Marvel e DC mas como ele mesmo diz, lia de tudo desde AsterixMaurício de Sousa até Moebius dentre outros. Um dos seus maiores sonhos era produzir uma HQ que se realizou com seu primeiro projeto, Aurora em 2015, depois com a  Graphic Novel Comunhão em 2016. Agora ele retorna com a sequência do universo iniciado em  Aurora







Sobre a nova história, Felipe comenta “Ela começa onde a anterior parou, mas com o Gabriel dominando a cena no combate à Nova Ordem Mundial, ao lado dos personagens que conhecemos, Ryan, Cláudia e Annabelle. Claro que também teremos novos heróis e vilões, muitas sequências de ação eletrizantes, e como no Aurora, tudo isso muito bem amarrado numa trama que envolve ciência, filosofia, política, sociedades secretas, trans-humanismo, ação, sacrifício e aventura. Enfim, um thriller de ficção-científica com muita teoria da conspiração, do jeito que a gente gosta!". 




Felipe desenvolve uma história de ação surpreendente que mistura fatos científicos e questões filosóficas. 

Como fã do gênero, penso que as melhores histórias partem de premissas reais combinadas de forma inusitada e levadas às últimas consequências, então pesquisei muito para que cada termo científico usado, cada dado técnico citado gerasse uma sensação de verossimilhança no leitor”, explica o autor. 

Felipe levou dez anos para escrever Aurora, mas formam necessários apenas de seis meses para concluir o roteiro de CHAOS, no final de 2015.

Como já havia feito a pesquisa para o Aurora, que foi extensa e detalhada, começando com dados sobre astronomia e física, passando por partículas cósmicas, precessão dos equinócios, aceleradores de partículas, agências de inteligência militar, sociedades secretas e toda essa loucura, quando chegou a hora de escrever o Chaos foi muito mais rápido porque o universo já estava criado”, relata.


Felipe estudou cinema em São Paulo e fez especialização em roteiro na UCLA, Estados Unidos. Ele desenvolveu inicialmente o roteiro de Aurora para o cinema, mas adaptou a trama para história em quadrinhos ao perceber seu imenso potencial gráfico. Em CHAOS, ele segue a receita de sucesso. 

Consegui juntar elementos suficientes para criar uma história plausível partindo de uma premissa fantástica, misturando astronomia, medicina, evolucionismo com uma boa dose de teorias da conspiração”, finaliza. 


Fã de quadrinhos, Felipe conta que a inspiração de CHAOS vem tanto do universo das HQs quanto da ciência e para isso, precisaria encontrar um artista a altura. A missão foi dada ao desenhista argentino Emilio Utrera, que além do traço e arte final, também colore a obra. Felipe, que procurou um artista por quase dois anos, enfatiza 

Encontrei no Emi um parceiro que estava buscando faz algum tempo, um cara completo, ponta firme e extremamente sensível na tradução do roteiro e layout para o papel. Estou bem satisfeito com o trabalho dele e acredito que o público brasileiro também ficará”. 





Após o encerramento da campanha e a produção da HQ concluída, haverá o coquetel de lançamento na hamburgueria JAZZ BURGUER, para imprensa e convidados, com a presença do autor. 










                                       Felipe Folgosi 

Fez faculdade de cinema na FAAP e especialização na UCLA por dois anos, com ênfase em roteiro. Desde 2000 tem colaborado em vários veículos como o Jornal da Tarde, revista da Avianca e na revista Licensing Brasil. Em 2001 ganhou o Concurso Nacional de Dramaturgia promovido pelo Ministério da Cultura com a peça Um Outro Dia
Começou a fazer teatro aos quinze anos e estreou aos dezessete na televisão com a minissérie Sex Appeal, na Rede Globo, em 1993. Em seguida fez a novela Olho no Olho, onde era o protagonista Alef. Depois esteve em Explode Coração, Corpo Dourado, Vidas Cruzadas, Jamais te Esquecerei, Começar de Novo, Os ricos Também Choram, Prova de Amor, trilogia Os Mutantes e A Terra Prometida na Rede Record
Como apresentador, esteve no programa Tá Ligado da Fundação Roberto Marinho, em STV na Dança na TV Senac, em Acredite Se Quiser na Band. Mais recentemente participou do longa-metragem A Grande Vitória com Caio Castro e Sabrina Sato, da série Politicamente Incorreto com Danilo Gentilli, na FOX, e da novela Chiquititas do SBT. Felipe acabou de participar do programa da GNT  Que Maravilha- Aula de Cozinha e atualmente está no seriado 171-Negócio de Família para o Universal Channel. No teatro fez mais de dez peças, entre elas Gato Vira-Lata, de Juca de Oliveira
Em 2018, Felipe lançou o longa-documentário Traço Livre, que coproduziu e apresenta, sobre o cenário atual do quadrinho independente no Brasil. Com previsão de lançamento para 2019, ele estará no longa Eu Sou Brasileiro de Alessandro Barros.   

Para conhecer mais e apoiar a campanha no Catarse clique aqui