quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Desastres Divertidos ?


Desastre: acidente funesto, grande revés, sinistro, desgraça. Esta temática por mais bizarra, densa e amedrontadora que pareça constitui um dos mais populares gêneros cinematográficos. O Cinema Catástrofe leva o público a vivencias assustadoras. As cenas destas produções, realizadas com auxílio dos efeitos especiais, tem se aprimorado com a evolução tecnológica deixando os resultados cada vez mais convincentes, promovendo por meio da verossimilhança uma maior imersão do público.
O fascínio do homem diante da Tragédia é antigo, o teatro grego já explorava a desgraça e a ruína humana, e há de se notar que no cinema catástrofe enquanto ocorre um fenômeno assustador de épicas proporções, ocorre também a ruína do caráter humano, pois alguns personagens sempre colaboram (por ganancia, incompetência ou omissão) para ampliar consideravelmente a proporção do desastre…ou opõem-se a isto mostrando nobreza e altruísmo.

 
Mas será que apenas o desastre em si, sua magnitude e o vislumbre de suas consequências geológicas, físicas e materiais fundamentam o interesse no tema? Vejamos. Empatia é a capacidade humana de se identificar com o sentimento do outro, através da arte o homem partilha experiencias e vivencias que acabam por colaborar para sua formação cultural e social, assim pode-se pensar que o tema catástrofe além de instigar a curiosidade propõe uma sensibilização da audiência. Eventos desastrosos oferecem uma oportunidade de explorar o homem em contato com seus limites, o limite do medo, da coragem, promovendo revelações mudanças bruscas, surtos e uma gama de sensações e sentimentos desconcertantes ou inspiradores. Situações limite são terreno fértil para surgimento do drama, de sentimentos contrastantes, de dubiedade, de vilões e heróis, o melhor e o pior de cada pessoa com ou sem dicotomias. Por mais que os “Desastres” no Cinema Catástrofe ou na literatura, apresentem uma certa morbidez, há de se lembrar que a obra de ficção se propõe ao entretenimento ou a reflexão. A grande maioria dos diretores de filmes e escritores que abordam o assunto  o fazem por um prisma ético e muitas vezes em tom de alerta, o que de certa forma alivia a tensão que paira sobre essas produções.


Super-heróis são personagens que extrapolam o conceito do simples heroísmo daí o cenário de catástrofe se tornar um ambiente ideal para sua atuação. Os super-heróis tem chegado ao cinema com algumas pinceladas de cinema catástrofe, desde o Superman de Richard Donner combatendo avalanches e explosões nucleares. Eventos grandiosos marcam os super-heróis, afinal eles precisam de um motivo para serem qualificados como super. E seus vilões precisam encarnar todo o peso e responsabilidade de criar desafios em escala global, provocando pânico, destruição em massa, cataclismos e colocando o espectador e o herói em situações limite, porque é no confronto com seu limite que o herói revela o melhor de si.

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