Ariado: Lesado, Abestado, Abirobado, Prego, Ciço, Bocó, Bocóio, Mané, Pato. Dito isto seguem os cartuns espaciais de um cearense "mutcho loco" aprontando muita confusão à bordo de uma estação espacial muito confusa.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Por que a Mulher-Maravilha é tão Legal?! (por JJ Marreiro)
Nascida como
os semi-deuses, lendas e mitos gregos, a Princesa Diana, campeã de Themyscira
(terra das Amazonas) foi esculpida em barro por sua mãe, a Rainha Hippolyta e
ganhou o sopro de vida dos deuses Olimpianos. Criada por William Moulton Marston
(psicólogo criador do polígrafo) com arte de HG Peter na revista Sensation
Comics#01 (1942), a personagem trouxe ao gênero dos Heróis Uniformizados um
novo olhar, uma nova perspectiva, um novo vigor, tendo sido inclusive uma das
poucas produções do gênero a permanecer nas bancas depois da segunda guerra
mundial, quando os cruzados de capa saíram de moda dando espaço aos westerns,
romances e histórias policiais.
A
Mulher-Maravilha é o maior ícone feminino do gênero super-heróis, migrou das
HQs para série de TV (com a inesquecível Lynda Carter —DIVA, DIVA, DIVA! ! !),
animação e games. Sua estreia cinematográfica promete ser marcante, dado o fato
de que (interpretada pela bela atriz israelense, Gal Gadot) numa pequena aparição
roubou a cena dos protagonistas de Batman vs Superman.
Tão forte quanto Hércules, tão veloz quanto Hermes, tão bela quanto Afrodite, tão habilidosa
quanto Diana (deusa da caça, cujo nome herdou), a Mulher-Maravilha faz frente a
todos os planos de Ares em sua sanha de consumir o planeta Terra com a guerra e
o ódio.
Diana
Prince, a campeã amazona, já foi enfermeira de guerra, secretária, espiã,
investigadora, empresária e diplomata, mas é em seu papel de heroína que sua
essência se revela. Dona de seu destino, dotada de feitos impressionantes,
Diana encanta e inspira homens e mulheres por suas atitudes e por seu caráter,
sendo capaz das mais difíceis escolhas em busca do bem maior, certamente uma
das mais importantes características do heroísmo.
As aventuras
da Mulher-Maravilha, sua imagem, sua personalidade e suas ações nos encantam e
nos fascinam tanto quanto as maiores lendas e os maiores heróis, entretanto,
para muito além disto, ela nos lembra constantemente que, de algum modo, todos nós
estamos cercados por Mulheres Maravilha; mães, esposas, filhas, colegas de
trabalho, amigas, namoradas, irmãs. A Mulher-Maravilha é o maior ícone feminino
dos quadrinhos por muitos motivos e entre tantos motivos racionais ou emocionais
está este: Toda Mulher é uma Mulher-Maravilha!
VEJA TAMBÉM:
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Octavio Cariello fala de realidades e miragens
Octavio Cariello, nascido em Recife-PE dono de um
talento internacional, publicou trabalhos nas maiores editoras de
quadrinhos, já atuou como Editor, Escritor, Ilustrador, Quadrinhista. É
professor na Quanta Academia de Artes, uma das mais reconhecidas
instituições de ensino de Arte Sequencial do Brasil. Sua estrada no
caminho criativo do traço completa 35 anos inspirando, instigando e
encantando leitores e colecionadores.JJ MARREIRO: Cariello, 35 anos de carreira e múltiplas funções dentro dessa área: da produção à edição, design, roteiro, desenho, arte-final, aulas, mas vamos começar nosso papo com uma breve volta no tempo. Quais suas primeiras memórias relacionadas a quadrinhos?
OCTAVIO CARIELLO: Heróis da Marvel e DC, Cinco por Infinitus, Príncipe Valente, Disney, Turma da Mônica, Asterix e Tintin. Maroto, Marvel, DC, Disney e Maurício a gente encontrava nas bancas, Asterix e Tintin eram publicados em livros e Príncipe Valente em suplementos nos jornais. Toda sábado, meu irmão e eu ganhávamos a mesada e corríamos pra banca da esquina pra comprar o que desse e gastar horas lendo os gibis que seriam devidamente colecionados. Isso não parou nunca, apesar de termos parado de ganhar mesada uns anos depois (hehehe).
Antes de entrar nos quadrinhos o teatro, a literatura, a música (me corrija se eu estiver errado) e outras artes e disciplinas (não necessariamente artísticas) fizeram parte de sua formação, mas quando foi que você percebeu os quadrinhos poderiam ocupar espaço na sua vida profissional?
Os quadrinhos viraram trabalho desde muito cedo, ainda em Recife. Música, literatura e teatro aconteceram simultaneamente, mas ganharam corpo bem mais tarde. Em Recife, perdi um semestre da faculdade de arquitetura por causa do teatro. Quase fui fisgado pra sempre. Quando mudei pra São Paulo, continuei fazendo HQs e ilustrações pra revistas e jornais, mas abandonei o teatro de vez. Uma vez ou outra, fiz pontinhas em vídeos e ajudei na produção de espetáculos teatrais. Até compus, com uma amiga, Fátima Borges, uma das canções de um musical infantil! O primeiro trabalho com alguma projeção nacional surgiu com o Amigo da Onça e Sport Gang, depois foi o mercado estadunidense. Durante todo o tempo, continuei escrevendo e me dedicando ao violão sem pensar em fazer a coisa ficar séria. Mas ficou, daí dois romances, contos, poesias e algumas crônicas foram ganhando o mundo.
Você tem memória do que sentiu quando viu suas primeiras artes impressas?
Fiz algumas ilustrações e charges pra um panfletinho político da minha turma do curso de medicina da UFPE, mas as primeiras artes a sério foram publicadas num pequeno tabloide de Recife, o Rei da Notícia, editado por Clériston Andrade. Samuca, Gideon, Marcelo Farias, Claudia Spinillo e eu resolvemos criar um jornal de HQs com nossas próprias criações. Passamos a nos reunir na redação do jornal do irmão de Samuca, o Clériston, para cirarmos o Macacos Me Mordam (3M), uma homenagem ao Popeye e uma brincadeira sobre a indústria de produtos de papelaria. O projeto 3M gorou, mas Clériston viu nossos trabalhos e nos convidou a publicar no Rei da Notícia. Era fantástico aprontar artes que surgiriam impressas uma semana depois naqueles tabloides recheados de Quadrinhos, charges e cartuns. A sensação era boa, sim. Foi ali que me convenci ter nascido pra desenhar, escrever e fazer HQs.
Nos anos 80, no Brasil você já publicava ilustrações e quadrinhos em jornais e revistas de grande circulação, como surgiu a chance de desenhar para o mercado norte-americano? Houve um processo de adaptação para a forma e a linguagem dos quadrinhos gringos?
O pessoal do Art&Comics me contatou porque queriam levar material pra mostrar aos editores dos EUA. Não me interessei, mas eles insistiram; Helcio de Carvalho me ligou de Nova Iorque, diretamente da redação da Marvel, me pedindo mais material. Eles tinham levado algumas cópias de coisas publicadas por aqui, à minha revelia, e os editores ficaram interessados em ver mais amostras de meu trabalho. Achei que não ia dar em nada, mas mesmo assim, fui até o escritório deles, em São Paulo, e entreguei uns cinco originais nas mãos de Jotapê Martins (que se tornaria meu sócio na Fábrica de Quadrinhos muitos anos depois). Alguns meses depois chegou um roteiro pra ser ilustrado. Não deu tempo nem de pensar. Não houve fase de adaptação: eu tinha 25 páginas pra desenhar e arte-finalizar em 15 dias. Prova de fogo. Nem três dias tinham se passado e recebi o segundo roteiro com um prazo um pouquinho melhor: 20 dias. Recebi o primeiro pagamento, dois dias antes de terminar o segundo trabalho. Mesmo sem ter me interessado, no começo, entrei no American Comics Bizz de cabeça. E fiquei por mais de uma década...
A forma de trabalho, o método de produção de um artista que faz arte para o quadrinho americano mudou muito do final dos anos 80 (e começo dos anos 90) para os dias de hoje? Como era fazer quadrinhos como de Deathstroke e Wolverine naquela época?
Não havia Internet, nem computação gráfica, nem scanner pessoal. Referência, só em livros comprados ou emprestados, conseguidos em sebos ou livrarias especializadas. Já existia Xerox (e podia reduzir e ampliar!). Tudo era feito no papel e enviado via FedEx (Federal Express). As caixas iam de avião e chegavam no dia seguinte. Os originais às vezes voltavam. Hahahaha. Os pagamentos às vezes atrasavam. Hoje, você escaneia a arte ou produz direto no computador e envia por FTP ou WeTransfer. Chega usn segundos depois que você enviou. As discussões sobre mudanças ou correções acontece online e podem ser resolvidas em muitíssimo curtos prazos. Se o artista souber administrar o tempo, tem as noites e fins-de-semana livres.
O seu desenho tem o poder de puxar o leitor para dentro dos ambientes assim como seu trabalho com expressões corporais e faciais revelam muito sobre o interior dos personagens. Como escritor seu texto também possui grande poder de imersão, por meio das palavras ao invés de desenhos. Os quadrinhos te levaram a se tornar escritor e editor ou cada coisa surgiu de um interesse distinto?
Tivemos sorte de crescer numa casa abarrotada de Quadrinhos, livros, discos, esculturas, pinturas e fotografias. Meus pais eram entusiastas das Artes. A casa tinha um piano, violões e alguns instrumentos de percussão. Meus parentes eram muito musicais e os encontros acabavam em muita música e muito batuque. As artes nos rodeavam e faziam parte de nosso dia-a-dia. As estantes tinham livros ficcionais, documentários e enciclopédias que usávamos com frequência. Viajávamos muito e frequentávamos museus e galerias de arte. Acho que isso tudo ajudou muito pra nos dar uma base sólida pra nos manifestarmos artisticamente sem censura.
O livro 'Miragem' comemora seus 35 anos de carreira. Você mesmo editou, dói um pouco ter que deixar algumas coisas de lado por falta de espaço ou nesse trabalho de edição você abstrai normalmente esses fatores?
Hahaha! Eu mesmo editei e criei algumas obras especialmente pro álbum. Deixar coisas de fora é normal e cria a possibilidade de pensar em outros álbuns em que elas venham a caber. Tenho esperanças de nunca publicar um "As Obras Completas de Octavio Cariello". Tem muita coisa que fiz que eu quero que seja esquecida! Hehe. Difícil mesmo é escolher como apresentar tudo!
Como é o livro? Ele tem um processo histórico, explora (ou registra) um pouco a evolução do seu trabalho? Ou ele foi pensado como uma comemoração para os dias de hoje, deixando o lado histórico à parte?
A questão histórica existe, mas sem uma ordem cronológica: a maioria das obras está datada. O álbum é bilíngue (português/inglês) e poderá ser fruído por bem mais gente do que se fosse apenas em português. Tem alguns esboços, ilustrações usadas e inéditas, HQs, logos e fontes de letras. As páginas foram pensadas em duplas, os pares com texto editado com uma das fontes que eu criei. O PDF terá material adicional, com as famílias das fontes expostas com a maioria dos caracteres contidos, uma lista com os nomes de quem apoiar o projeto, alguns esboços adicionais e curiosidades, e uma seção com algumas traduções português-inglês-português; o que estiver em português terá uma versão em inglês e o que estiver em inglês, terá uma versão em português. O preço ficaria proibitivo se eu incluísse esse material todo na versão impressa.
Muita gente nos ajudou e têm ajudado, o Pietro Antognioni e eu, com Portais. Com Miragem, tenho tido o auxílio importante dos amigos e de uma empresa cuidando da assessoria de imprensa, a OutCorp!. Pretendo enviar os exemplares financiados com a ajuda de uma empresa e ainda distribuir os exemplares avulsos através de vários canais.
Dicas? Quem tiver planos de oferecer algo via financiamento coletivo precisa lembrar de se organizar muito bem e não economizar nos custos relacionados à qualidade do material a ser oferecido. É preciso também lembrar que nada existe sem muito esforço e trabalho. Fazer Arte sempre envolve uma boa dose de sacrifício.
Como foi que surgiu a ideia de fazer esse Artbook? E o que mais te estimulou durante o desenvolvimento e produção desta publicação?
Faz tempo que sou cobrado por algo parecido. É comum artistas trocarem ideias e apresentarem trabalhos em diferentes fases de desenvolvimento aos colegas, amigos e alunos. Em várias dessas seções de "olha-o-que-eu-fiz", fui instado a criar um artbook ou publicar meus cadernos de esboços. Ano passado (2015), comecei a desenvolver uma necessidade de fazer um balanço da carreira. A comichão virou coceira, e, sem qualquer prurido, uma vontade danada de ter um livro colecionando algumas coisas que produzi e das quais ainda consigo tirar prazer. Taí: Miragem. Álbum de 64 páginas todas coloridas, no formato 21x28 cm, recheado de coisas que tenho produzido nas últimas três e meia décadas. Acho que vai ficar bacana impresso!
Octavio Cariello, parabéns pelos 35 anos de carreira, obrigado pelo papo e pela inspiração que sua arte trás para todos nós que temos contato com ela.
MAIS:
Miragem no CATARSE
Cuco Maluco (Blog do Octávio Cariello)
Soulgeek: Octavio Cariello comemora 35 anos de carreira
Octavio Cariello no Deviantart
Para conhecer e apoiar o projeto Miragem no catarse basta seguir o link e clicar naquele botãozinho verdinho onde tem escrito "apoiar este projeto": Miragem no Catarse
terça-feira, 12 de abril de 2016
O Vôo do Capitão Gralha!
Vivemos
tempos cínicos, o medo e a desesperança são sentimentos comuns, políticos
falastrões e falsos profetas manipulam as massas enquanto instigam o ódio
contra as minorias. Infelizmente este não é um cenário de ficção, mas como na
grande depressão dos anos 30, talvez seja uma boa hora de recuperar valores
perdidos como coragem, nobreza, bondade e justiça. E são esses valores —
desprezados por alguns, mas inspiradores para muitos — que movem o Capitão
Gralha.
Nas suas
aventuras, o personagem curitibano de origem mas conceitualmente internacional,
voa de um lado para outro dando catiripapos em malfeitores e frustrando gênios
do crime. Suas poderosas asas o protegem qual uma couraça de aço, o símbolo
vistoso no uniforme, botas e luvas elegantes e a máscara que oculta sua
identidade civil são todos elementos clássicos do gênero Super-herói, assim
como clássico é seu comportamento de "bom moço" com alguns traços que
se tornam mais realistas ao longo de suas histórias.
Expatriado
de seu planeta natal pela fúria de um ditador cruel, o Capitão Gralha adota a Terra
como lar e dedica-se a proteger as pessoas da opressão, da tirania e da
injustiça, o que acaba lhe valendo epítetos como: Anjo de Curitiba, Defensor do
Paraná, Guerreiro Alado do Brasil.
O Gênero
Super-herói anteriormente tachado de infantil tem se tornado cada vez mais área
de domínio de quadrinhos adultos, tanto que poucos são os gibis de heróis
colecionados e apreciados pelo público infantil. Além disso, o nível de
complexidade das tramas tem afastado inclusive o leitor ocasional. O Capitão
Gralha é a contramão dessa complexidade e de seus anti-heróis, recusando o
instinto assassino, o cinismo, as crises existenciais e depressivas, sem abrir
mão da crítica social ou dos questionamentos filosóficos.
As aventuras
encontradas no álbum AS HISTÓRIAS PERDIDAS DO CAPITÃO GRALHA mostram a clássica
luta do bem contra o mal, o herói elegante contra os vilões hediondos, mas
mostra também uma evolução do personagem, das suas relações com os outros e até o
próprio uniforme vai mudando na progressão das histórias. O protagonista segue se transformando, como
refletisse a própria evolução do gênero, sem sair da conduta que rege o
heroísmo. O Capitão Gralha faz parte de uma estirpe de heróis que lutam pela
justiça e pelo bem comum acreditando que é necessário fazer o BEM porque isto é
o CORRETO a fazer.

Francisco Iwerten - O Homem que sonhava com Heróis
Família de Iwerten quebra o silêncio
Os Primeiros Heróis do Mundo: Capitão Gralha
Capitão Gralha by Francisco Iwerten
O Capitão Gralha
Revelação bombástica de Antonio Eder sobre Fco Iwerten e Capitão Gralha
Capitão Gralha ganha publicação pela EDITORA QUADRINHÓPOLE
UHQ: QUADRINHÓPOLE lança obras perdidas do Cap Gralha
Álbum As Histórias Perdidas do Cap Gralha para adquirir online
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Gian Danton,
Gibiteria Fanzine,
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Leonardo Melo,
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