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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Quatro Razões pelas quais esse Quarteto é Fantástico (Por Diêgo Silveira)



Impressões negativas acerca do mais recente filme com Quarteto têm sido propagadas por diferentes dimensões da mídia. Porém até que ponto serão procedentes? Antes de prosseguir no questionamento da crítica (que, desde já, este articulista reconhece como desmedida), gostaria de convidar o distinto leitor a ponderar sobre alguns dos pontos pelos quais considero a obra digna de um segundo olhar:


1 - Todos os muitos personagens foram bem introduzidos e desenvolvidos.
Claro que em diferentes níveis. Reed, futuro líder da equipe (papel que lhe fora devidamente assegurado em combate, no momento climático da ação) recebera maior atenção e cuidado desde o princípio. Não hesito em reconhecê-lo como protagonista. Assim como não preciso digitar uma linha sequer para convencer alguém de que o antagonista óbvio é o menino da Latvéria. Entretanto eles não foram os únicos aos quais os autores dedicaram-se.
Numa narrativa que tem como premissa abordar não apenas uma figura, mas todo um grupo, uma equipe de seres excepcionais, um dos maiores desafios dos narradores é conferir a cada personagem a devido enfoque, valorizando tanto motivações quanto perfil comportamental, além das implicações (lógicas) das relações entre esses personagens.
Como já admitido acima, Reed foi o que recebeu um tanto mais de atenção, porém todos foram suficiente contemplados em todos os critérios supracitados. E o que é melhor: de modo funcional para a trama.


2 - A apresentação dos personagens não se deu em detrimento da “ação”.
Uma história de origem carece não apenas de alicerçar um cenário e posicionar personagens no mesmo, mas de oferecer desafios dignos dessa conjuntura e também do público. E isso, eu confesso que receava não chegar a ver. Enquanto assistia ao filme, pensei lá com meus botões: “Nesse ritmo, todos os personagens serão suficiente explicados, no entanto, quando chegar o momento da ação, ela não há de se adequar ao ritmo”. Felizmente, esse meu receio revelou-se infundado. Essa transição, da etapa em que constroem-se os personagens para o irromper do grande conflito, harmonizou-se no mais perfeito ritmo. Fiquei verdadeiramente surpreso com esse timing.



3 - As ações em si são empolgantes o bastante.
No “primeiro ato” da narrativa, a alienação social e familiar funciona como fator de inclusão, tanto para o quarteto como para Von Doom. Esse aspecto determina o tom de muitas das ações e é, se não intrigante, ao menos divertido assistir como isso se dá.
Segue Spoiler leve. Spoiler nível Vigia (beira a irrelevância): Ver Reed Richards fracassar em sua vida escolar, devido a seu desempenho incompreensivelmente à frente de seu tempo, fez-me rir (se me permitem o parêntese, eu diria que há uma lição importante aqui). Mas não é de comédia que se trata.
Selecione com o mouse para ler o spoiller.

O mote do filme guarda mais estreita relação com os efeitos colaterais de um experimento científico de vulto. Convém lembrar aqui que as histórias do Quarteto são baseadas em fórmulas comuns à maioria dos heróis mascarados, não obstante também às muitas narrativas de ficção científica que a própria Mavel produzia em meados dos anos cinquenta. Nesse quesito, se o filme não chega a ser um prato cheio, também não deixa a desejar. Há ação suficiente. E de interesse.


4 – O conjunto da obra em que se baseia o filme é suficientemente respeitado.
Bordões e atitudes foram referenciados de maneira que pareceu deveras natural. Sobre a origem de Von Doom... Ela se tornou mais consistente e, para esta obra em particular, mais coerente e consequentemente funcional do jeito que está.
Esses são quatro pontos que bastam para salvaguardar o filme da chuva cósmica de críticas pueris (muitas das quais, embora pueris, têm minha coadunância) que veem caindo sobre o filme. Não pense, entretanto, que considero o Quarteto uma obra prima. Ele poderia ser ainda melhor. De fato, bem melhor. Mas daí a dizer que é um filme “ruim”... Isto sim me soa fantástico.  








Quarteto Fantástico
Lançamento 2015
Direção: Josh Trank
Música: Philip Glass, Marco Beltrami
Roteiro: Josh TRank, SImon Kinberg, Jeremy Slater
Elenco: Milles Teller, Michael B. Jordan, Kate Mara, Jamie Bell, Toby Kebbell




quinta-feira, 1 de março de 2012

Uns desastrosos... Outros nem tanto.






O Fim do mundo é um tema recorrente na ficção e nos programas sensacionalistas. O tema, como os filmes de terror, atraem a curiosidade e ultimamente trazem alertas para a relação predatória do homem com relação aos recursos naturais do planeta. O cinema catástrofe provavelmente vai continuar levando milhões de pessoas à sala de exibição e vai continuar explorando o drama humano diante do caos manifesto, a lista que segue tem resumos de algumas produções cinematográficas e de alguns quadrinhos que também trazem o desastre a reboque.
Guerra dos Mundos, versão 1953 ( Direção Byron Haskin) , versão 2005 (Dirigido por Steven Spielberg. Com Tom Cruise e Dakota Fenning). Etês malvadões passam a régua na humanidade e são detidos por um vírus de gripe.

Aeroporto, 1970. Com Burt Lancaster, Dean Martin, Jaqueline Bisset e George Kennedy. Direção Geoge Seaton. Resumo: Avião bem grandão tenta um pouso forçado.

O Destino do Posseidon, 1972: Gene Hackman, Ernest Borgnine.  Resumo: Transatlântico (navio bem grandão) é atingido por uma onda gigantesca (bem grandona). Dir Ronald Neame.


Terremoto, 1974. Com Charlton Heston e Ava Gardner. Dir. Mark Robinson. Resumo: Acontece um terremoto e as pessoas tem que sobreviver.



Inferno na Torre, 1974: Com Steve McQueen, Paul Newman, Faye Dunaway, Richard Camberlain, Fred Astaire, Robert Wagner. Direção John Guillemin e Irwin Allen (criador das séries Perdidos no Espaço, Tunel do tempo, Terra de Gigantes e Viagem ao Fundo do Mar). Resumo: Incêndio num prédio de 138 andares.

Aeroporto 7
5, de 1974. Com Charlton Heston, Keren Black, Linda Blair e George Kennedy. Direção Jack Smight. Resumo: Taxi aéreo barroa num Boing e a bagaça vai cair. O investimento de três milhões de dólares na produção resultou numa arrecadação mundial de 25 milhões de dólares.

The Day After, 1983. Direção Nicholas Meyer. Filme sobre os efeitos de uma guerra nuclear.
   
O Dia depois de amanhã, 2004. Estrelado por Dennis Quaid e Jake Gyllenhaal. Dirigido por Roland Emmerich. Resumo: Aquecimento global pira o clima do planeta e acontece uma ruma d desgraça.

Presságio, 2009. Dir. Alex Proyas. Nicolas Cage descobre que o Mundo vai acabar igual na bíblia.

Skyline - a Invasão, 2010. Direção: Colin Strause, Greg Strause. Estrelando Eric Baufour. Ets invadem a Terra na rampage, turma de amigos vê tudo sem poder fazer coisa alguma. Os Ets se dão bem no final.

Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles, 2011. Direção Jonathan Liebesmen. Com Aaron Eckhart e  Michelle Rodriguez.  Etês invadem a terra na rampage e um grupo de fuzileiros cisma de resgatar uns manés.

Fim dos Dias. 1999. Dir Peter Hyams. Swarzenegger dá um cacete no diabo.

Destruição Total, O Fim do Mundo. 2005. Dir Dick Lowry. Filmão Z com Gina Gerson, Shannen Doherty, Randy Quaid (o novo Ernest Borgnine) participação de Robert Wagner. Todos os furacões, tempestades, se unem numa Tempestade Gigante que transforma as principais capitais do planeta em paçoca!

2012. Filme de  2009 dirigido por Roland Emmerich. Com John Cusack e Danny Glover. Tempestade solar provoca aquecimento do centro da terra e deslocamento da crosta causando muita destruição, mas muita mesmo, sério, bem muitona!
Sentiu falta do seu filme-catástrofe favorito? Deixa a dica pra gente aqui no comentário, certamente mais gente vai querer ver sua indicação. Gostou do assunto quer ver mais sobre isso? Que tal ver o podcast Fora de Órbita 06: episódio sobre desastres ou vc ainda pode ver a matéria "Desastres Divertidos?" aqui mesmo no Laboratório Espacial.

https://www.youtube.com/watch?v=nCJeOlfHSt4