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quinta-feira, 29 de março de 2012

Uma Princesa de ontem, de hoje e de amanhã!


Para algumas das grandes histórias de ficção científica, ou de fantasia científica como preferem alguns, as 'Princesas' parecem ser um tema recorrente. Flash Gordon, Buck Rogers, Star Wars, o recente Avatar, todos esses e mais alguns fazem uso deste arquétipo modificando algumas características. Se analizarmos a fundo veremos que a personagem 'Sil' da filme série Spicies, Leeloo do Quinto Elemento, Alice de Resident Evil e a Tenente Ripley de ALIENS também trazem elementos das Princesas da Ficção Científica.

 Dejah Thoris é uma personagem que se enquadra neste perfil de personagem, uma Princesa em todas as acepções da palavra. Dona de uma beleza fora do comum, alia a suas características: coragem, habilidades combativas, um intelecto privilegiado e uma consciencia política que lhe conferem um distinção especial. Edgar Rice Burroughs, autor do livro Uma Princesa de Marte, criador da personagem guarda várias passagens do livro para descrever a beleza da Princesa de Marte e frequentemente ressalta a quantidade exígua de tecido a recobri-la notando que "nenhum aparato poderia aumentar ainda mais a beleza de sua figura perfeita e simétrica". Movida pelo dever ("Virtuosa, Bela, Nobre e bondosa" nas palavras de John Carter) a personagem é uma das forças que movimentam a Saga de Barsoom.


Embora o romance inicial da saga tenha sido produzido no ínicio dos anos 10 do século 20, e neste período a atuação feminina na vida política e social fosse um tando retraída com relação aos dias de hoje, Dejah Thoris surgia como novidade agindo como guerreira e líder dando a John Carter motivos para enxergar além do aspecto físico e além de sua falta quase absoluta de figurino. E por falar em figurino... Traci Lords, a atriz de filmes adultos, foi a primeira a interpretar a Princesa de Marte em película. O filme, Uma Princesa de Marte, lançado direto no mercado de video ( em 2009) trazia fracos efeitos especiais e uma equivalentemente fraca adaptação do livro. O ator brasileiro Antonio Sabato Jr encaixou-se muito bem no biotipo de John Carter, e embora sua Dejah Toris fosse uma ex-diva pornô, o figurino não favorecia em nada a sensualidade da personagem ou à química entre os atores. Uma curiosidade: os Tarks dessa versão não possuem quatro braços e John Carter não era um soldado da Guerra da Secessão, mas da Guerra do Golfo.

 O roteiro para o filme John Carter entre Dois Mundos (2012), adaptado pelo próprio diretor Andrew Stanton com auxílio de Michael Chabon e de Mark Adrews, consegue criar uma ponte entre a Dejah Thoris do romance original de 1911 e o público de hoje, pois se Dejah Thoris já era independente e forte naquela época, agora, em sua versão cinematográfica, ela é a síntese da mulher moderna: independente, forte, inteligente, guerreira. Pronta a ombrear a figura masculina em batalha, trocando a passividade pela ousadia. Lynn Collins, a atriz encarregada de dar voz a esta heroína, traz para o papel personalidade e sensualidade (mesmo com o equivocado figurino). Dona de um olhar cativante e de outros dotes igualmente atraentes, sua presença em tela não se resume a ser a ser uma mocinha-resgatável, ao contrário disto as crianças que se dispuserem a assistir à película voltarão para casa com um novo tipo de Mulher-Maravilha em mente, uma moderna, a cara dos dias de hoje, pronta para entrar na história e ir à guerra sem abrir mão daquilo que move seu coração.

MAIS:

Resenha do Filme John Carter Entre Dois Mundos
Trailer do filme Uma Princesa de Marte (2009) com Antonio Sabato Jr e Traci Lords

http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2012/03/entre-dois-mundos-divertido-em-ambos.html

 
http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2012/09/aventureiro-de-marte.html

terça-feira, 20 de março de 2012

Entre Dois Mundos... Divertido em ambos!









John Carter e sua saga no planeta Marte foram apresentados ao público pela primeira vez em na revista All Story, em 1912. Não existiam Filmes em 3D, não existia computação gráfica, não existiam videogames e, praticamente, não existiam os Comic Books. As histórias de aventura, fantasia e magia chegavam às pessoas por meio dos livros e das revistas pulp, consumidas em larga escala dado o baixo preço, linguagem direta e simples e apelo popular de suas narrativas. Nesse contexto, criaturas verdes gigantes, monstros de quatro braços e princesas semi-vestidas pertenciam ao campo da imaginação, apenas.


  O filme dirigido por Andrew Stanton (também responsável por Procurando Nemo e Wall-E) trouxe verossimilhança a todas as criaturas e elementos fantásticos criados por Edgard Rice Burroughs nos livros da Saga de Barsoom. Se por um lado o refino tecnológico da Computação Gráfica deu credibilidade aos monstros, máquinas e cenários por outro lado o character design e o desenho de produção poderiam ter sido mais ousados ou inovadores. De todo modo a diferença entre John Carter e outras produções do gênero está num lugar que não é seara dos efeitos visuais ou de recursos financeiros: emoção. E emoção vem de histórias bem escritas e bem contadas. Ao trabalhar o roteiro para um público leigo à mitologia de Barsoom, Andrew Stanton inseriu elementos que resolveram questões inclusive ignoradas por Edgard Rice, refinando a história e deixando tudo mais amarrado para uma nova audiência. Neste caso a adaptação saiu melhor que a encomenda pois ao invés de mutilar a história em favor da indústria de brinquedos ou games, a história recebeu uma micro-afinação para favorecer o espectador, sua compreensão e sua relação com os personagens e com a mitologia da saga.












John Carter está bem representado como um ex-soldado ensimesmado perdido em seu próprio mundo, apesar do ator Taylor Kitsch ser um pouco jovem para o papel. A bela princesa marciana, Deja Thoris, ganhou ainda mais dimensão fazendo um paralelo com a mulher de hoje, independente, guerreira, inteligente, dona do próprio nariz. A personagem que já era idolatrada por leitores de ficção, e por quase todos ilustradores de fantasia, ganha agora com a versão cinematográfica, um lugar ao lado das musas da ficção científica, um papel que vai fazer brilhar o currículo da atriz Lynn Colinns. Já falei que no filme ela usa roupa demais? Talvez o excesso de figurino na adaptação tenha sido um modo de favorecer a atuação da moça. Mas ela é boa atriz, não precisava desse protecionismo bobo... bem, coisas da Disney. Por falar em coisas da Disney, há cenas de ação atípicas para o padrão Disney, como a cena em que – ... – ok, não vou contar. Veja o filme e perceba que a ação é alucinante, surpreendente e violenta numa medida não-Disney. John Carter entre Dois Mundos é um filme pra se ver no CINEMA, com cenas apoteóticas, ação trepidante e cenários grandiloquentes. Depois de ver o filme, fica difícil não correr para a livraria à procura dos livros com as aventuras de John Carter.















Você pode querer ler também:
Dejah Thoris: Uma princesa de ontem, de hoje e de amanhã
Heróis do Espaço..Homens no Espaço! - Conheça ou relembre alguns dos grandes heróis espaciais e suas sagas fantásticas.
John Carter Wikipedia
ERBzine - Site Oficial de Tributo à obra de Edgard Rice Burroughs







http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2012/03/uma-princesa-de-ontem-de-hoje-e-de.html


http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2016/01/beto-foguete-e-os-patrulheiros-do.html

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Aventureiro de Marte


Aventuras em terras exóticas, repletas de mistérios, perigos e desafios fantásticos, assim eram as histórias escritas por Edgar Rice Burroughs, escritor norte-americano que ganhou fama graças a seu personagem mais popular: Tarzan, o rei dos macacos. Mesmo que tenha se notabilizado pelas narrativas envolvendo a enigmática selva africana, os contos fantásticos de Burroughs exploraram muitas outras ambientações como Venus, Marte e até o Centro da Terra. Seu texto envolvente e objetivo, marcado por uma linguagem clara e sem rodeios, oferece ao leitor a celeridade que os acontecimentos de um gênero como aventura requerem. Estes fatores acabam fazendo com que sua produção esteja em sintonia com a velocidade da informação percebida na contemporaneidade. Inicialmente tidas como literatura menor, as revistas pulp foram por muito tempo o celeiro dos contos de fantasia, aventura, sci-fi e western. Hoje as mesmas aventuras ganham tratamento vip em impressões primorosas imortalizando textos e autores. John Carter foi apresentado aos leitores na revista All Story em 1912 numa série de contos que, compilados, culminaram no livro ‘A Princess of Mars’. A série seguiu o padrão resultando 11 livros conhecidos como a Saga de Barsoon (nome usado para designar o planeta Marte na história).



A história começa logo após a Guerra Civil Americana quando um estranho acontecimento transporta
o Cap. John Carter para o planeta vermelho. Devido a diferença de gravidade entre os planetas o terráqueo apresenta força e velocidade descomunais fazendo com que ganhe respeito e poder entre os Tarks, criaturas verdes de quatro braços, com aparência insetóide de 4,5 m de altura, envolvidas numa guerra sem fim contra os homens vermelhos, estes de aparência humanóide, excetuando-se a pele encarnada. A Princesa referida no primeiro livro da saga de Barsoon é a sensual Deja Thoris, importante herdeira dos homens vermelhos cativa dos Tarks, descrita como uma mulher extremamente sensual e invariavelmente usando trajes sumaríssimos ou nada. Em meio à série de contratempos enfrentados após sua captura, a Princesa desenvolve uma certa afinidade com o deslocado John Carter enquanto este ganha importância dentro da sociedade dos homens verdes de quatro braços.





O herói de marte originou novelas de rádio, tiras de jornal, toy figures e várias versões quadrinizadas em editoras como Golden Key, Marvel e DC Comics. As aventuras produzidas pela DC Comics foram publicadas no Brasil pela Ebal nos anos 70. A versão recente está a cargo da Dynamite publishing e tem um character design inspirado nas artes de Frank Frazetta criadas para as capas dos livros, a Marvel ficará encarregada de lançar os quadrinhos inspirados na versão cinematográfica da Disney (prevista para 2012).  Um filme B foi produzido em 2009 apresentando Antonio Sabato Junior no papel principal e a ex-diva do cinema adulto Tracy Lords como a Princesa Deja Thoris. A nova versão é uma superprodução com roteiro de Andrew Stanton (diretor de Wall-E) e Michael Chabon. Taylor Kitsch (o Gambit do filme Wolverine encarna John Carter), Lynn Collins (a Raposa Prateada do filme Wolverine assume o papel de Deja Thoris), Willem Dafoe (dará vida ao guerreiro Tars Tarkas), Polly Walker, James Purefoy estão no elenco.



 Na Saga de Barsoon, John Carter é apresentado como um homem em conflito com o desconhecido, sentindo-se deslocado dentro de sua própria vida, travando uma batalha contínua contra elementos extraordinários enquanto acaba aprendendo a valorizar as diferenças superando seus próprios medos e defeitos. Apesar de ser um clássico, apenas recentemente o primeiro livro da Saga de Barsoon foi lançado no Brasil. A Editora Aleph lançou “Uma Princesa de Marte” onde se pode conhecer melhor as de John Carter e partilhar da aventura, das conspirações e batalhas no texto vigoroso e fluido de Edgar Rice Burroughs. O lançamento dos outros dez livros que compõem a saga certamente dependerão do sucesso comercial deste primeiro tomo.

Mais:

Quadrinhos de John Carter - Dell Comics
Audiobook A Princess of Mars
Edgard Rice Burroughs Site Oficial
Resenha do Filme John Carter entre Dois Mundos
Dejah Thoris; Uma Princesa de Ontem, de Hoje e de Amanhã!
John Carter por Frank Frazzetta







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