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segunda-feira, 15 de maio de 2017

DEUSES, MITOS E UFOS (por Jack Kirby)


A matéria a seguir foi publicada originalmente na revista "novo Capitão América" Nº20 (1976) Editora Bloch Infanto Juvenil.





Naturalmente alguns de nós, nesses dias de tecnologia avançada, parecemos pensar que já resumimos tudo. Mas as vendas de livros e artigos que especulam sobre o desconhecimento do nosso universo aumentam diariamente. Nós ainda estamos empolgados com a fantástica possibilidade de fazer uma conexão entre os elementos do passado e os do presente, que eu acho que teriam uma importante relação com o nosso futuro.


O que estamos procurando nesse desconhecido? O que eles representam que frustra todas as interpretações? Parece que — em algum lugar de nossa constituição coletiva — há uma dimensão perdida que busca definição, uma necessidade de orientação onipresente dos seres de poder ilimitado, um desejo ardente de contato pessoal com os céus, uma curiosidade voraz de procurar as estrelas para ... o quê?

"Esta", como dizia Shakespeare, "é a questão". Que instinto é este que nos traz os mistérios insolúveis ainda encerrados na Terra Mãe para fazer um fetiche do invisível que repousa além de nossos céus? Será que temos alguma espécie de paralisia coletiva que nos desarma toda vez que há fenômenos celestes envolvidos?

Não é estranho que nossos deuses e deusas mitológicos vivam "acima daqui" — em oposição aos terríveis espíritos e demônios que residem no calor, centro ardente das regiões abaixo daqui? Será que alguma parte de nós tem suas raízes no espaço profundo? Somos nós descendentes de outras espécies estranhas a nosso planeta? Eis novamente a eterna questão!
Porque há esta monstruosa obsessão com o céu?

Apesar dos numerosos discos voadores e das intrigantes especulações em relação aos artefatos deixados pelas civilizações mortas, a opinião deste escritor é que as verdadeiras revelações que vão descobrir as nossas origens são ainda um problemas para um futuro distante. Nossa capacidade de alcançar a verdade é infelizmente bastante limitada em nossa época.

A esperança repousa com a evolução dos instrumentos forjados pela tecnologia diversificada de hoje. Quando eles já tiverem alcançado o estágio adequado, vão guiar nossas mãos para a verdade.

Evidentemente, esse vai ser um tempo importante para nossos descendentes. O que esta simples verdade pode prometer para a humanidade será sua questão. Nós seremos fantasmas do passado, talvez contribuindo para a complexa e misteriosa sociedade que o homem deixa atrás de si sem sua passagem através dos anos.

Como seria irônico testemunhar os tristes rituais de um culto ao Homem-Aranha em 2540 a.D. — ou estar presente na força olímpica mantida em honra de Hulk. Novos mitos criados no século XX, e disseminados pela imprensa por todo o mundo, podem muito bem alargar o enigma gigante que é a humanidade e fazer coisas muito mais difíceis de decifrar.

Mas nós não precisamos nos preocupar com isto. Nós teremos bastante tempo com o tiquinho de verdade já em nosso poder, e espaço para fantasiar o resto.

Vamos desenterrar os potes da antiguidade e as estátuas lascadas e meditar sobre os símbolos místicos que nos dão uma responsabilidade.

Eu penso que um outro meio mais racional de adivinhar a verdade possa ser encontrado no puro entretenimento — como ler Os Eternos. Alguma coisa está lá, perfeitamente! Algo possivelmente fora de alvo. Mas uma coisa é certa, você não se aborrecerá! De fato, você se absorverá na diversão que mantém o interesse em algumas das reais grandiosidades dos livros de história.

Jack Kirby
Criador do Capitão América
(e mais 400 outros personagens)


MAIS:
Top 10 Thoughts About Jack Kirby
The Marvel Memories of Jack Kirby's Son 
What we've have been reading: The Eternals
Lee and Kirby as Writers 
Os Deuses e Heróis de Jack Kirby

http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2017/05/jack-kirby-100-anos.html

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Batwest: Um Improvável Cavaleiro das Trevas! (Uma crônica de Dennis Oliveira)



Você sabia que Adam West, o Batman do seriado de 1966, já revelou ter ficado ressentido por não ter sido chamado para reprisar o papel no filme dirigido por Tim Burton em 1989?

Pois é... Agora, venha imaginar e corromper comigo um tempo pretérito que nunca aconteceu (mas bem que poderia)...

Em 1989, a Warner escalou uma promessa oriunda dos Estúdios Disney, Tim Burton, para realizar o filme que celebraria os 50 anos de criação do Batman. E para comemorar a data, Burton julgou apropriado que fosse feita a adaptação da trama que muitos já consideravam o crepúsculo definitivo do Homem Morcego e assim, após algumas reuniões com Frank Miller, a trama de Cavaleiro das Trevas foi preparada para ter sua versão no cinema.

Adam West fora convocado novamente para vestir a capa e o capuz, mas Burton decidiu substituir o uniforme de pelica do seriado de 1966  por uma armadura negra de borracha, que realmente limitava os movimentos do herói mas que soava condizente em forma e função com o  personagem envelhecido e com o ator sexagenário. Jack Nicholson deu ares nunca imaginados ao Comissário Gordon (justificando plenamente o salário obsceno que faturou pelo longa metragem), mas a verdade é que quem roubou o filme foi o Coringa interpretado por Michael Keaton – uma versão aterrorizante e singularmente divertida do Besouro Suco de Os Fantasmas Se Divertem (1988).





Na atmosfera sombria que somente Tim Burton é capaz de criar para nos envolver, o talento brilhante de Jack Palance como o Duas Caras e um elenco secundário que ainda tinha a força do Líder Mutante vivido com pujança por Billy Dee Willians (o eterno Lando Calrisian), o irônico Alfred de Michael Gough e, mesmo sob pesadas críticas, a personagem de Kim Basinger, que flertava com características da Robin Carrie Kelley com Vick Vale, surpreendeu a todos e levou o Oscar de Melhor Atriz que todos atribuíam precipitadamente a Geena Davis por sua atuação em 'O turista acidental' antes de conferir Batman.

Com mais de duas horas de duração, o filme de linguagem tão dinâmica quanto possível se encerra após o embate derradeiro entre Batman e Coringa, mas Burton guardou uma cena (apresentada depois dos créditos finais) que arrebatou o coração dos fãs: o diálogo entre Superman (Christopher Reeve retornando ao papel do Homem de Aço 2 anos depois de Superman IV Em busca da Paz) e o presidente dos E.U.A. (Ronald Reagan poucos meses após o fim de seu mandato) a respeito das ações do vigilante de Gotham...

O filme deteve a marca histórica de maior bilheteria do cinema até o lançamento de Avatar (2009), mas os fãs teriam que esperar até 1992 para vislumbrar o desfecho total... e isso fica pra outro dia, amigos imaginautas.









Este artigo teve textos de Dennis Oliveira e imagens de JJ Marreiro
Mais sobre o Dennis Oliveira:
Profile no site Quadro-a-Quadro
Dennis Oliveira no Deviantart
Guardiões



http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2016/03/porque-o-batman-e-tao-legal-por-dennis.html


http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2013/07/quem-e-o-superman.html