
Desde que me
conheço por gente sempre gostei do Superman.
Quando era pequeno, entre os três e cinco anos de idade, meus heróis preferidos
eram Batman e Superman. Não havia preferência, tinha até o uniforme dos dois. E
isso não mudou muito. Ainda hoje ambos são meus preferidos junto com Capitão América, Homem Aranha e Conan.
No entanto,
apesar de ter admiração igual pelos cinco, me identifico muito com o Superman. E por quê?
Durante a
infância e parte da adolescência, o que me impressionava no Homem de Aço eram os poderes e a
aparência. Afinal, existem poderes mais irados do que poder voar, ter
superforça e ser invulnerável? E de quebra ainda poder enxergar através dos
objetos, ter visão telescópica e microscópica, além da visão de calor, sopro
congelante e supervelocidade! Ufa! Faltou apenas a onipresença! Creio que Kal-El
tomou para ele os poderes mais bacanas que se pode ter.
Imagine poder enfrentar
qualquer criminoso sem sofrer nenhum arranhão! Estar no meio de um furacão ou
no centro da explosão de uma bomba atômica! Levantar toneladas com as mãos,
parar uma bala no peito, dobrar barras de aço, ir do Brasil ao Japão em
segundos como se fosse até o outro cômodo da casa! E ainda viajar entre os
planetas, entre as galáxias, conhecer outras civilizações. E viajar até mesmo
no tempo!
Quanto a
aparência nem é preciso falar muito. A imagem do herói corresponde a de um Deus
Grego moderno, ideal da maioria dos homens. Não é á toa que no ano 2000, a
edição #156 da revista Super
Interessante revelou uma pesquisa feita com jovens nas cidades de
Boston, na França, e Innsbruck, na
Áustria em que inconscientemente os homens elegeram Superman como o modelo físico ideal a ser atingido.
E além de tudo
tem o uniforme! Considero seu uniforme o mais legal entre todos os
super-heróis. E o mais imitado. Tanto que se tornou até o próprio símbolo de
“super-herói”. Quase todas as vezes que alguém quer representar um super-herói
sem identificar algum específico, utiliza-se sempre o traje básico do kryptoniano
com a roupa azul, sunga, botas e capa vermelhas.
Mas o tempo
passou e com o amadurecimento passei a admirar também outras características
ainda mais importantes do personagem. Passei a reverenciar mais o que ele
representava.
Assim como meu outro herói, o Capitão América, Superman já deixou de ser a muito tempo o símbolo dos Estados
Unidos para se tornar um defensor universal. Os valores que ele representa são
os mais nobres valores de um ser humano. A esperança, a justiça, o altruísmo, o
amor ao próximo, a liberdade, a ética, a bondade, a determinação, a força de
vontade e de caráter, a coragem, a fé, a fidelidade, a caridade, a humildade, a
gratidão e a tolerância. São características que valorizo e quero ter. Valores
que estão se tornando esquecidos e ultrapassados pela humanidade. E
principalmente pelo jovem, que acha que ser “bonzinho” é sem graça. Quanto já
ouvi dessa nova geração que querem ver o Superman
apanhar porque é muito “certinho”, escoteirão e faz a coisa certa.
Um exemplo que demonstra a diferença entre o Superman e a maioria dos outros heróis é uma história de J. Michael Straczynski com arte de Eddy Barrows que saiu publicada em Superman #701 aonde nosso herói salva
uma garota do suicídio. Ela estava prestes a pular de um edifício. Ele poderia
simplesmente chegar e tira-la de lá. Mas ao contrário disso passa o dia todo
até de noite conversando com ela e deixando-a refletir sobre seu ato até
convencê-la de que tirar sua vida não seria a melhor saída, mas sim viver! Um fato similar ocorreu em All Star Superman #10 de Grant Morrison and Frank Quitely, porém com menos dramaticidade.
Em vista disso tudo é inegável que se todos
seguissem os exemplos de Superman o
mundo seria um lugar muito melhor.






























