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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

100 anos de Will Eisner na Gibiteca de Fortaleza














Os anos de 1930 viram os quadrinhos migrarem dos jornais para as revistas, os anos de 1940 viram o gênero dos heróis uniformizados se tornarem um frisson, os anos 50 foram tomados por quadrinhos de cowboy, romance, sci-fi, crime e terror e logo em seguida a América e o mundo começou a caçar os quadrinhos e lhe imputar má fama, os anos 60/70 chegaram com uma renovação e necessidade de liberdade de temas e gêneros brindo alas para uma respeitabilidade que cresceria dos anos 80 em diante. Will Eisner foi protagonista e testemunha de toda essa História das Histórias em Quadrinhos. Criou personagens, explorou formatos, popularizou temáticas, ampliou os horizontes e foi um dos mais importantes elementos para que os Quadrinhos adquirissem o status de Arte.

É este Mestre, este GIGANTE dos quadrinhos que tem seu centenário celebrado na Gibiteca de Fortaleza. A palestra de JJ Marreiro (escritor, cartunista, ilustrador, Editor do Laboratório Espacial) vai abordar a história e evolução do trabalho de Eisner seguida de um bate-papo sobre a influencia e sobre o legado deste grande autor da Arte Sequencial.

Serviço:
100 anos de Will Eisner
Palestra e bate-papo com JJ Marreiro
Sábado, 16/12/2017 - 14h
Av. da Universidade, 2572
anexo da Biblioteca Dolor Barreira


terça-feira, 28 de novembro de 2017

Gibiteca de Fortaleza celebra os 100 anos de Galep, o criador gráfico de TEX!









A Biblioteca Dolor Barreira e a Gibiteca de Fortaleza abrem espaço para celebração dos 100 anos do criador gráfico de TEX! Aurelio Galleppini, mais conhecido como GALEP. Venha conhecer a trajetória do autor, seu trabalho nos quadrinhos italianos e as origens de um dos maiores personagens de Westerns que os quadrinhos já viram: TEX WILLER! Com apresentação do cartunista e ilustrador JJ Marreiro.

O evento além de celebrar a memória de Galep é o retorno de uma programação já conhecida do público da Gibiteca, o projeto QUADRINHOS EM DEBATE que traz ao espaço da Gibiteca temáticas relevantes para o público em geral e fãs de quadrinhos. Uma atração especial será a realização de uma leitura interativa de quadrinhos com análise a apresentação de quadrinhos de Galep (e GL Bonelli), a apresentação fica por conta do ilustrador, escritor e cartunista JJ Marreiro, editor do Laboratórioesapacial.blogspot.com e da fanpage facebook.com/laboratorioespaciall. "A Gibiteca está iniciando um período de renovação e tem sido uma honra os convites para falar sobre o trabalho de Mestres tão importantes quanto Jack Kirby, Aurelio GAlleppini e Will Eisner, os três celembrando centenários agora em 2017" afirma JJ Marreiro. "Ainda há muitas novidades em andamento, basta aparecer na Gibiteca para conferir pois nossa programação é inteiramente gratuita" completa o Prof. Eduardo Silva DIretor da Biblioteca Dolor Barreira.


QUADRINHOS EM DEBATE
GALEP: Os 100 anos do primeiro desenhista de TEX!
Terça-Feira (28/11/2017)
Gibiteca de Fortaleza (anexo da Biblioteca Dolor BArreira)
Av. Universidade, 2572, Benfica
Realização: Biblioteca Dolor Barreira,
Secretaria Municipal de Cultura de Fortaleza
Apoio: Laboratório Espacial



 MAIS:
A História de uma Gibiteca (História da Gibiteca de Fortaleza -FQCE Blog)
Amigos da Gibiteca de Fortaleza (Facebook)
Biblioteca Dolor Barreira (Facebook)

http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2017/08/tex-em-ponto-de-bala.html


http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2017/12/galep-100-anos-do-criador-grafico-de-tex.html


http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2017/05/jack-kirby-100-anos.html

domingo, 14 de abril de 2013

The Walking Dead na Gibiteca - COMO FOI!


Os Zumbis começaram a se erguer de suas tumbas no horário informado no cartaz: 14h 30 min, embora antes disto a sala da gibiteca já estivesse exibindo episódios da série WD. Este foi o primeiro ponto positivo do evento. Feitas as devidas apresentações do Clube de Quadrinhos – nome dado ao projeto de parceria do Fórum de Quadrinhos do Ceará com a Secretaria de Cultura de Fortaleza, com uma fala introdutória de Diego José, JJ Marreiro e Nixon Araújo. Foram explanados os Cursos e atividades que compõem o projeto e dadas as boas vindas aos presentes.


Uma mini-palestra de Fernando Lima, com direito a perguntas do público – aliás a interatividade foi um ponto alto do encontro- e exposição de materiais e técnicas de maquiagem de efeitos especiais. Em seguida o pátio da Biblioteca recebeu as pessoas com a Banca do Brasil expondo quadrinhos nacionais e artistas fazendo caricaturas-zumbis (um pedido específico dos fãs). No auditório-aberto Fernando Lima mostrou na prática o uso dos materiais de maquiagem transformando vários fãs de Walking Dead em Zumbis. A presença de representantes do Quadrinhos em Questão, Avant Cast e a colaboração direta do Intersect News foi um vislumbre do que os eventos de cultura pop podem se tornar em um futuro próximo.

 
Jane Caetano transformou o que seria uma palestra num animado bate-papo com a contribuição inestimável do público. Houve tempo para tudo, para fazer contatos, conhecer pessoas, fazer amigos (zumbis ou não) e no final o sorteio dos livros de Walking Dead patrocinado pelo Laboratório Espacial fechou o dia com chave de ouro. O encerramento foi feito pela equipe de trabalho do FQCE juntamente com Nixon Araújo (Secretaria de Cultura de Fortaleza). Dizem por aí que 13 é um número de azar, mas esse 13 de abril foi um dia mágico que deu início à nova programação cultural da Gibiteca com o pé direito.

Links relacionados:



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Eddy Barrows em Fortaleza!

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Em Março estará na cidade um dos artistas mais badalados dos Quadrinhos, o brasileiro Eddy Barrows, também conhecido como Eduardo Barros. Na agenda do artista estão palestras e workshops. A única apresentação do artista aberta ao público com entrada franca será na Gibiteca de Fortaleza.

Site Oficial do Eddy Barrows
Eddy Barrows Fotolog
Biografia no Bigorna

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Fernando Lima & JJ Marreiro falam de Publicações Independentes na Gibiteca de Fortaleza!



Fernando Lima foi um dos editores do PIUM, Jornal e posteriormente Revista da Oficina de Quadrinhos, foi colunista do Jornal O Povo, tirista e editou alguns materiais independentes como o Relatório da Situação (publicação direcionadas a fãs de Star Trek e afins) . Marreiro por sua vez editou o Pergaminho (considerado pela revista Roleplaiyng um dos Primeiros fanzines de RPG do país) e foi vencedor ao lado de Daniel Brandão e Geraldo Borges de 3 troféus HQMix com o fanzine Manicomics. Ao lado de amigos da Oficina de Quadrinhos, Lima e Marreiro invadiram os quadrinhos digitais com o site www.armagem.com e atualmente conduzem o planejamento editorial do selo Laboratório Espacial publicando suas próprias obras e de outros artistas em parceria com Luís CS (editor do blog Roteiroz & Apinéia).




Fernando Lima e JJ Marreiro começaram a produzir quadrinhos desde cedo, o primeiro acabou enveredando pelo ramo do Jornalismo enquanto o segundo seguiu uma formação ligada a Publicidade. A Oficina de Quadrinhos da UFC acabou promovendo os primeiros trabalhos conjuntos da dupla, normalmente abordando temas como ficção científica, fantasia medieval, humor e terror.
No sábado 17 de dezembro (2011), 9:00, a dupla vai falar sobre Publicações Independentes, naming, linha editorial, público alvo, divulgação, posicionamento e follow up além de abordar os lados positivos e negativos de ser o editor de seu próprio material indo dos fanzines às edições cooperadas. O encontro foi organizado por Geraldo Borges (Quadrinhos Estúdio de Desenho) e será aberto ao público. Para os alunos do Quadrinhos Estúdio o curso constará como conteúdo dos cursos regulares.
MAIS:
Armagem.com
Herói Z
QUADRINHOS Estúdio
Oficina de Quadrinhos da UFC



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quadrinhos em Debate: O Mito do Herói nos Quadrinhos!

Autor: JJ Marreiro

No dia 13 de agosto a Gibiteca de Fortaleza inicia a programação “Quadrinhos em Debate” com o tema: O Mito do Herói nos Quadrinhos. Apresentado pelo jornalista, sociólogo e escritor Dellano Rios. O evento Quadrinhos em Debate é uma iniciativa do Fórum de Quadrinhos do Ceará e Biblioteca Dollor Barreira, onde especialistas de diversas áreas abordarão conceitos, símbolos e representações dentro do universo das histórias em quadrinhos.
Como uma prévia do Debate, Dellano Rios concedeu uma breve entrevista ao Laboratório Espacial. Acompanhe.

Dellano, esse negócio de heroísmo é uma novidade dos tempos modernos ou é coisa antiga?
DellanoRiosO heroísmo é um valor antigo, exaltado, por exemplo, na Idade Média, como se vê nas novelas de cavalaria, nas aventuras do Rei Arthur, de Carlos Magno, etc. É uma ideia que tem a ver com o conceito de bravura e está ligado a defesa de causas (ou de pessoas), em que o herói alcança seus limites. Em alguns casos, aliás, chega a passar deles e morre, como mártir. Os heróis, tal qual os conhecemos nas histórias em quadrinhos, ganham, também, muito dos semi-deuses, figuras mais próximas dos homens que os próprios deuses e, ao mesmo tempo, menos poderosos que esses. Afinal, quem vence tudo sem dificuldades não é exatemente alguém que faz atos heróicos.
O Herói assumindo a figura de salvador por um lado estimula a esperança e pode inspirar as pessoas, mas por outro lado pode acabar trazendo uma comodidade, não é? Explico: Ao invés de estimular o herói em cada um, o mito pode funcionar como fator de acomodação fazendo as pessoas esperarem que alguém surja para tomar as ações em seu lugar e conduzir a situação sem que elas precisem agir… Esse tipo de personificação do “salvador da pátria” parece recorrente na política, não é?
Isso tem a ver com o componente político e ideológico da figura do herói. Primeiro, acredito que, mais que esperar por um herói, as pessoas lembram dele. Históricamente, os feitos de uma pessoa vão aumentando a medida que a história se espalha. É como a brincadeira do telefone sem fio e o conto infantil do alfaiate valente (que matou alguns mosquitos de um golpe só e acabou sendo creditado como matador de gigantes). Então, o herói pode ser uma figura que inspira, que faz como as pessoas queriam reviver as glórias de seu povo, de seu grupó social. E também pode ser isto, esta figura que protege (e secretamente) oprime. É o caso de certos líderes políticos. Hitler, por exemplo, tirou a Alemanha do buraco em que estava depois da I Guerra Mundial. Em certo sentido, salvou a pátria – às custas de ações violentas contra seus “inimigos” e contra os “sabotadores”. Para alguns, a carnificina que cometeu era um ato de heroismo patriótico.
No Brasil o “herói avacalhado” é um tema recorrente, por um lado isso reflete o senso crítico e o humor do brasileiro e até surgir o Capitão Nascimento não se levava a sério um herói que seguisse as regras e possuísse uma clara distinção entre o que é certo e o que é errado. O Capitão Nascimento (herói ou anti-herói) é reflexo de um novo Brasil?
Na minha opinião, o Capitão Nascimento, como herói, é uma grande sacada. Os heróis da cultura pop floresceram nos EUA porque a cultura deles sempre tem um inimigo, um “vilão” bem definido. Primeiro os nazistas (o Eixo), depois os russos, hoje os chineses e os árabes. Seus supervilões são figuras que ameaçam a paz dos cidadãos, como os terroristas. Daí, também, eles terem demonizado os aliens (o alien é um estrangeiro, lembre-se). No Brasil, há muito que achamos que nossos problemas são internos, de corrupção e de crime, sobretudo. E são esses os vilões que o Capitão Nascimento combate. Se voltarmos no tempo, vamos ver que tivemos outros heróis policiais, como o Vigilante Rodoviário. Pra mim (e isso é uma opinião), acho que só não tivemos mais heróis policiais porque, na Ditadura Militar e depois dela, o policial tornou-se uma figura ambígua, senão vilanesca. O militar não era bem um defensor da pátria, mas alguém que oprimia o povo em favor dos poderosos.  E talvez o Capitão Nascimento tenha a ver com um certo esquecimento desta época.
hercules_mh

Como você vê o amadurecimento das temáticas nos quadrinhos de heróis? Essa migração do público infanto-juvenil para o adulto não mina a formação de leitores para os quadrinhos de amanhã?
Acho que esse amadurecimento é positivo, no sentido que ele reflete que os leitores cresceram e não têm vergonha de dizer que gostam de HQs. E se os pequenos leitores leem menos gibis é reflexo deste tempo, que passamos mais tempo na frente do PC, dos videogames ou da TV. O mangá, no caso brasileiro, deu uma aquecida neste mercado de leitores mais jovens. E, pra mim, o grande inimigo na formação de novos leitores para os quadrinhos ainda é o preconceito. Hoje, as HQs podem até ser aceitas na escola, incentivadas por país, mas sempre na condição de uma leitura menor, como uma porta de entrada para o mundo dos livros. Não como um fim em si. Por isso, todo apaixonado pelas HQs tem que ser um militante da causa e fazer seu dever de casa, na própria casa.
Com o desenvolvimento galopante da tecnologia de efeitos especiais os super-poderes deixaram de ser desafio para os produtores de cinema, mas poucos são os filmes de heróis que agradam leigos e iniciados…O que é que falta?
Boas histórias e bons diretores. E também entender que cinema não é HQ e vice-versa. Porque algumas coisas até colam num gibi, mas em “carne-e-osso” ficam meio ridículas. Exemplo: o Aranha, adolescente, inventando suas teias, como uma fórmula indecifrável como a da Coca-Cola. Mas acho que o essencial é uma boa história. Senão fica igual aquele gibi ruim que você só compra porque é fã do desenhista.
 Dellano, obrigado pela entrevista e o papo continuará lá na Gibiteca de Fortaleza no sábado, 13 de agosto, não é?
Sim, vamos ampliar essa discussão por lá. O melhor lugar para uma palestra que pode existir: se o palestrante for um chato, você dá poucos passos e vai ler um gibi mais interessante!
Quadrinhos em Debate
O Mito do Herói nos Quadrinhos
(Convidado especial: Dellano Rios)
13/Agosto – 14h 30min
Gibiteca de Fortaleza
Biblioteca Municipal Dollor Barreira
Av. da Universidade, 2572