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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

JJ Marreiro no Estande da Caixa Cultural (SANA FEST 2017)












Pode-se dizer que os primeiros registros históricos da caricatura são os estudos de Leonardo Da Vinci de 1490, sobre fisionomia, o termo Caricatura, no entanto, surgiu em 1646 para nomear a arte satírica  de Agostino Carracci. Caricatura vem do termo italiano "caricare", em português: carregar, por carga, exagerar. Deste modo fica fácil entender por que os desenhos de caricatura possuem traços exagerados. Para mim, não no papel de teórico, mas de artista, uma caricatura é uma transformação da pessoa em desenho — seja com um tratamento mais cartunizado, mais anatômico ou influenciado pelo mangá. Assim, a caricatura usada ou não para o humor possui múltiplas funções e uma das mais agradáveis para os artistas é ver a alegria das pessoas quando se veem transformadas em desenho.  

Foi essa alegria que vi no Estande da Caixa Cultural Fortaleza durante os três dias de SANA FEST 2017. A equipe coordenada por Joana Feitosa (da Produtora In.Promo) fez do Estande da Caixa Cultural Fortaleza um dos mais badalados e movimentados do evento. A turma não interrompeu a animação nem quando por alguns segundos o Centro de Eventos sofreu uma queda de energia. Games, brincadeiras, música, desenho atiçaram a curiosidade do público para os projetos da Caixa Cultural que já começará  janeiro de 2018 com uma movimentada programação.













Produzi caricaturas de muitas pessoas legais num pique acelerado no qual consegui um recorde pessoal de desenhar algumas caricaturas numa média de uma a cada 2min30seg, segundo cronometrou Diego Fontenele, hoster do estande. No terceiro dia cheguei a fazer 30 caricaturas. Enquanto acontecia a "sessão desenho" era possível perceber a empolgação das pessoas e ver o quanto estavam se divertindo com o Sana Fest. E entre as diversas coisas legais que aprendi com toda essa turma boa foi que uma despedida fica muito mais legal quando a palavra que a gente escuta é um "até logo".

http://jjmarreiro.blogspot.com.br/2013/11/jj-marreiro-profile.html

JJ Marreiro na Programação Caixa Cultural Janeiro de 2018
OFICINA COMO FAZER QUADRINHOS E MANGÁS!
27 e 28/Jan/2017 - Dás 14h às 18h
Faixa etária: 10 a 14 anos (15 vagas)
Inscrições:23 a 25 de janeiro
LOCAL:
Av.Pessoa Anta, 287
Praia de Iracema, Fortaleza-CE
Fone: (085) 3453-2770
e-mail: caixacultural.ce@caixa.gov.br

JJ Marreiro
contato: jjmarreiro@gmail.com


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Endereço Provisório: Mesa 36 (por JJ Marreiro)




Primeiro peço desculpas pelo tom mais pessoal da postagem que segue, mas achei que seria a melhor maneira de retratar a GEEK EXPO 2017. Note que o seguinte não é uma análise do evento como um todo e não me deterei a comentar toda sua gama de atrações, embora precise dizer que eram muitas e que vi muitas pessoas felizes com as palestras, stands, atividades, games etc. Também vi muitos Pais (e Mães) acompanhando seus filhos e curtindo juntos o espaço do evento. Dito isto. Segue a aventura:

 
Por dois dias seguidos (28 e 29 de outubro/2017) mudei meu Quartel General para um novo (e adorável) campo de batalha: a Mesa 36 do Artist Alley da Geek Expo 2017. Onde tive o prazer de partilhar espaço com Alexandro Nascimento, Blenda Furtado, Brennda Lima, Daniel Brandão, Daniel Costa, Georgia Demi Kerbage, Geraldo Borges, Jean Sinclair, Pow Rodrix,Victor Vladimir, Vitor Cafaggi e mais duas dezenas de feras da ilustração e dos quadrinhos.



Minha missão era apresentar as pessoas personagens como Mulher-Estupenda (criação minha), Fantasma Escarlate (criação de Fernando Lima), Capitão Gralha (de Fco Iwerten) e alguns outros materiais sob formato de quadrinhos. livros, cards e posters. Em meio a isso, trocar uma ideia com os leitores e com os fãs de cultura pop sobre todo esse universo fantástico que nos rejuvenesce e alimenta nossos sonhos.



Nesse meio tempo fui convocado para um bate-papo com o Prof. Geraldo Jesuíno, Daniel Brandão e Geraldo Borges a respeito da Oficina de Quadrinhos da UFC e os rumos criativos das Histórias em Quadrinhos. A Oficina é um projeto de extensão da Universidade Federal do Ceará iniciado em 1985 e que foi responsável pela formação de muitos artistas no estado do Ceará, publicando seu material, realizando pequenos eventos, ministrando cursos, treinamentos e estimulando a pesquisa e difusão da arte sequencial como um todo. O projeto criado pelo Prof. Geraldo Jesuíno foi inspirado por uma disciplina ofertada ao Curso de Comunicação e que acabou ganhando maior amplitude ao constituir-se como projeto de extensão e criar um canal de troca entre universidade e comunidade. Geraldo, Daniel e eu passamos pelos bancos da Oficina como alunos, monitores e professores e como vários outros artistas acabamos herdando, de certo modo, o DNA da Oficina.



Durante a Geek Expo 2017 ocorreu também a entrega do Troféu Al Rio nas categorias: Destaque Nacional - Vitor Caffaggi; Honra ao Mérito -Silvyo Amarante; Revelação - Blenda Furtado; Destaque Local - Prof. Geraldo Jesuíno; Destaque Internacional - Geraldo Borges. Em tempo Al Rio (1962-2012) —o artista que dá nome ao Prêmio— foi um dos mais profícuos desenhistas de quadrinhos do Ceará, tendo sido pioneiro no mercado norte-americano e europeu, abrindo portas para muitos outros e, acima de tudo um guerreiro incansável e um ser humano generoso e decente.

 
De fato, a Geek Expo 2017 foi movimentadíssima e, como sempre, cheia de energia positiva. Pude sentir isso atravéz das pessoas maravilhosas que conheci e que passaram pela mesa 36, fosse para trocar uma ideia sobre Star Wars, Strange Things ou McGyver ou mesmo para falar (e ouvir) histórias sobre os quadrinhos e sua produção. Alguns momentos especiais do meu endereço no Artist Aley foram ligados aos personagens qua saltaram das páginas dos quadrinhos e apareceram por lá para dar um abraço, como o Oliver Quenn (Felipe Couras) acompanhado da bela Wingraty Kelly (Black Canary), o Paulo "Wolverine" e toda uma turma fabulosa que incluía Super-Girl, Homem-Aranha, Justiceiro, Mulher-Maravilha, Superman, Harley Quinn etc.

No player abaixo vc escuta a entrevista concedida à Band News FM durante a Geek Expo 2017.





Eventos voltados para a cultura pop são importantes por vários motivos: pela oportunidade de negócio para vendedores de livros, quadrinhos e colecionáveis, para os fãs que encontram produtos raros, podem encontrar também seus artistas, dubladores e youtubers favoritos —e graças ao porte menor do evento, podem inclusive conversar com seus ídolos, bem como conhecer artistas e publicações novas ou diferentes. Num estado como o Ceará onde Forró e Futebol movimentam um público massivo, a importância de opções de entretenimento sadio e cultural são extremamente bem-vindas. E se eventos como a Geek Expo são valiosos para a cultura local e para os fãs, são preciosos também para os artistas pois é em momentos assim, como os vividos na minha mesa, que nós, artistas encontramos as pessoas mais importantes para nosso trabalho: nosso público.



Obrigado ao Miguel Felício e a Larryssa Lima, a todos os organizadores da Geek Expo, meus amigos artistas e expositores e em especial a todos aqueles que emprestaram um pouquinho de seu tempo para prestigiar o JJ Marreiro e seus quadrinhos em seu endereço provisório, a mesa 36 do Artist Alley. Um Grande Obrigado a todos e continuem acompanhando o Laboratório Espacial que vem novidade por aí.




http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2017/02/laboratorio-espacial-na-feira-livre-de.html

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Cosplayando



É interessante como a gente torce o nariz para coisas que desconhecemos, e as vezes não damos crédito a opiniões alheias. Aí quando isso acontece, cabe aquele ditado que diz: “Ah, queria ver se acontecesse com você.” E aí, quando acontece… tsc tsc tsc.

Passei por uma situação como essa recentemente, durante a GeekExpo 2015, que aconteceu entre os dias 12 e 13 de Setembro, no Sebrae. Minha experiência do “torcer o nariz” e me arrepender aconteceu com Cosplay. Sempre fui muito avesso a essa “modinha” (calma, minha opinião mudará, continue lendo). Sempre vi Cosplay como: pessoas que se vestiam como personagens de animes e mangas, e em sua maioria, eram adolescentes “alienados”.

Pensava: “Como pode, uma pessoa gastar tanto dinheiro para criar uma roupa pra ficar igual a um Cavaleiro do Zodíaco, ou a um robô gigante do Evangelion, ou usar várias camadas de malha e tecido, recriando armaduras e espadas de alumínio, ferro, papelão, isopor...E mais: passar horas andando de um lado para outro se exibindo para vários desconhecidos, e para quê? Concorrer a um concurso com prêmio em dinheiro, talvez uma viagem, mas as vezes, nem isso.”

Pois é. Descobri, no entanto, que Cosplay não é só isso. Precisei presenciar ao vivo para ver a magia que esse pessoal traz ao recriar roupas e armaduras, armas e adereços, e carregar uma pilha de sentimentos de milhares de pessoas que assistiram a um filme ou desenho, leram uma revista ou livro de onde saíram aqueles personagens, afinal, cosplay não faz cosplay dele mesmo, mas de um personagem que foi ou é adorado por milhares de pessoas. E quando ele faz com prazer, aí: “o negócio fica sério.”

Outro erro meu era achar que Cosplay era só de anime ou manga, apesar de ser super fã de Cavaleiros do Zodíaco, talvez o maior ícone do anime no Brasil, que tanto fez sucesso nos anos 90, junto a Pokemon, Dragon Ball e outros tantos, também sendo fã de tokusatsu como Jaspion, Jirayia, Changeman, Lion Man, Flashamn, Metalder ou Power Rangers (sim, sou fã, rsrs). Achava que era modinha oriental se vestir assim, já muita gente na terra do olho puxado vive praticamente como Cosplay e vive disso. Pois é, grande engano meu. (Nota do Editor: A prática do cosplay — costume player—surgiu nas convenções de Ficção Científica nos Estados Unidos por meio dos fãs de Jornada nas Estrelas).

Durante a GeekExpo, presenciei de forma real essa magia, vendo e me espantando de perto com o tamanho realismo e dedicação dada por todas aquelas pessoas, adolescentes ou não. Vi também que não é só oriental que curte, e menos ainda, que “cosplay não é só de anime”, ou ainda pior, um terceiro erro meu, derrubado no evento: “Cearense não sabe fazer cosplay.”

Sabe, e bem.

Toda minha descrença e desvalorização com o cosplay se desfez quando, durante o evento, vi um “Ranger Preto” passando próximo a mim. E olha, que cosplay fantástico! Ai meu amigo, não resiste e pensei: “Tenho que ver isso de perto.” Não só vi, como tirei foto, tietei, peguei na roupa (cuidado com a mente suja heim? :D ), e fiquei espantado com a qualidade dos uniforme, capacete, cada detalhe ali colocado, e até perguntei o rapaz, o ranger (me desculpe, mas não lembro o nome agora.): “Foi você mesmo que produziu?” Por que tamanha a qualidade, fiquei parecendo uma criancinha    perto de um super herói. E claro, ele respondeu que não, tinha sido encomenda, por que tem pessoas que ganham dinheiro produzindo roupas para cosplays sim, e ganham muito.













A partir do “power ranger”, parecia que meus olhos e mente se abriam para esse incrível mundo, para mim, ate então desconhecido. Depois dele, vi um homem-bomba, uma mulher-gato, várias Arlequinas, claro, Coringas, um Zatana, um Capuz Vermelho, os padrinhos mágicos, versões femininas de Finn e Jake de “Hora de Aventura”, algumas “Ravenas” dos Novos e Jovens Titãs, até uma Korra de Avatar: A lenda de Korra. Parti para tirar fotos e mais fotos.

Jean Grey como Fenix, Alucard e Belmont de Castlevania, um perfeito e deslumbrante Thranduil e um excelente Thorin. Havia também um Constatine bem cara de pau como o da série e quadrinho. (Nota do Editor: Parte do trabalho do Cosplayer —nome que se dá ao praticante de cosplay— é encarnar o personagem trazendo suas posturas e expressões faciais). Um gambit, meio baixinho, mas tá valendo. Haviam também por la Lenneth e Rufus, de Valkyries Profile, a poderosa Thor e o Capitão América muito bem representado, e dentre tantos, a mais perfeita que vi e quis levar para casa (no bom sentido claro), a Jessie de Toy Story, que até o nome do Andy na bota ela tinha.


Enfim, percebi que torcer o nariz para algo desconhecido não é bom, é preciso antes conhecer mais, aprender e daí, tirar uma conclusão. Foi uma experiência sensacional, e que me fez ver com outros olhos uma cultura diferente. Fiquei, no entanto, com o gostinho de quero mais, tendo agora que aguardar um próximo evento onde esses “seres mágicos” venham a estar novamente. E até fiquei pensando, “quem sabe eu não saia de cosplay no próximo ano…?” Quem sabe?

A lição disso tudo: cosplay é coisa séria, e deixe de besta seu caba, e vai tirar logo uma foto com eles, ora mais mininu.
:D











MAIS:
COSPLAYS: Materializando Sonhos







terça-feira, 15 de setembro de 2015

Geek Expo 2015 : Muitas tribos e uma só sintonia


Geek: Termo modernamente usado para designar apreciadores de cultura pop, games, literatura, RPG,  Hqs e entretenimentos diversos com apelo intelectual.
Expo: Forma contraída de Exposição, podendo por associação livre significar convenção, encontro ou reunião.

Neste setembro de 2015 aconteceu o primeiro Geek Expo, um evento made in Ceará inspirado nos moldes das comic cons. Dubladores, celebridades da web e autores de quadrinhos dividiam espaço com painéis e exposições sobre Marvel, DC, Star Trek e outras séries de tv e franquias cinematográficas.


Espaços para games, stands de memorabilia e colecionáveis, oficinas e palestras estavam entre as atrações. Com destaque para o Artist Alley — num evento feito no Ceará bem que esta seção merecia um título em português — por ali, artistas e ilustradores (de alto nível) dividiam espaço com os autores convidados em sua mesa de autógrafos e encantavam com sua arte todos que visitaram o espaço. Muitos prints (uma espécie de mini-poster), cards, adesivos e artes originais foram disputados pelos fãs. Quadrinhos e artbooks também estavam disponíveis (com opção de autógrafo).



A celebração não seria completa sem a presença de fabulosos cosplays (destaque para a Oficina de Cosplay de Roberta Páscoa e Kim Lima) e uma exposição de estátuas e colecionáveis espalhadas por toda a sede desta Geek Expo, o Centro de Eventos do SEBRAE-CE. Os dias 12 e 13 foram de muita emoção para fãs e convidados com destaque para a palestra do Mino (e rapa-equipe) onde num encontro com leitores foi palco de depoimentos emocionantes e emocionados.

No encerramento houve a entrega do Primeiro Trófeu Al Rio. Um prêmio de reconhecimento concedido a alguns dos convidados por sua contribuição a este encantador mundo do entretenimento. Zilda Boaz, esposa do saudoso artista Al Rio (que dá nome ao prêmio) foi a primeira agraciada e agradeceu o apoio recebido por parte de amigos como Silvio Amarante (Revistas & Cia) e Alzir Fernandes (Gibiteria Fanzine) e o carinho de todos os fãs do Al Rio, o que inclui os organizadores da Geek Expo. A premiação foi apresentada pelo publicitário Rafael Vasconcelos. Amigos e parceiros de Al Rio foram convidados para entregar o troféu aos agraciados: Adão Iturrusgarai, Cris Peter, Mino, Sirlaney e Zilda Boaz.


Todos os ambientes estavam agradavelmente decorados e adequados para receber os fãs de cultura pop, sem superlotação, mesmo com o visível sucesso de público. A Geek Expo foi uma festa do entretenimento saudável e inteligente onde reinou a camaradagem com direito a picos de emoção como na palestra do Mino e na entrega do Prêmio Al Rio. Com tudo isso nos resta parabenizar os realizadores do evento e desejar à Geek Expo uma Vida Longa e Próspera.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Laboratório Espacial patrocina ZUMBIS!


O Dia 13 de Abril de 2013, sábado, vai entrar para a história como o dia que os Zumbis Invadiram a Gibiteca de Fortaleza. O Fandom de Walking Dead possui o mérito de reunir fãs de quadrinhos e seriados em cima de um mesmo tema: Zumbis. A empolgante saga criada por Robert Kirkman dá o tema do evento que inicia a nova programação cultural da Gibiteca de Fortaleza (uma parceria do Fórum de Quadrinhos do Ceará com a Secretaria de Cultura de Fortaleza).

Na programação estão palestras, oficinas de maquiagem, caricatura ao vivo e a Banca do Brasil (um projeto do FQCE que busca valorizar a produção nacional). O sorteio terá patrocínio do Laboratório Espacial. Edições encadernadas da série estão no sorteio e, a cereja do bolo: um precioso exemplar do THE WALKING DEAD CHRONICLES (The official companion handbook), um compendium com curiosidades da produção dos quadrinhos e da série de tv. Se você está em Fortaleza não pode deixar de ir!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Laboratório Espacial no SANAFEST 2013


Janeiro em Fortaleza é bem movimentado para quem curte quadrinhos e cultura Pop. Além do Dia do Quadrinho Nacional (celebrado na Gibiteca de Fortaleza-entrada franca) a cidade oferece a quem tenha o bolso mais folgado o Sana Fest (que ocorre no Centro de eventos do Ceará) que tem uma área interessante para os fãs da 9a Arte: A Fortaleza Comicon.


O time do Laboratório Espacial estava lá com revistas do Laboratório e de diversos editores independentes do Ceará (numa iniciativa da Banca do Brasil), Mesas de Heroclix (Um game de tabuleiro e miniatura com personagens Marvel e DC), exibição de episódios do videocast Fora de Órbita, autógrafos, desenhos e animados bate-papos.


O único supervilão real encontrado no evento foi o barulho de vários aparelhos de som com músicas diferentes, isto somado à animação natural do evento dificultou a realização de atrações anteriormente programadas, entretanto a criatividade e uma pequena dose de boa vontade superaram as adversidades deixando bons resultados de saldo. Foi ótimo reencontrar os amigos e trazer novas pessoas para conhecer as experiências realizadas no Laboratório Espacial, uma área de testes cujo maior perigo é a diversão. Agradecimentos à turma do Heroclix-Fortaleza, Insonia Nerd e Rafael Menezes e Diêgo Silveira.

quarta-feira, 7 de março de 2012

E por falar em Eventos...

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Vamos levar em conta que eventos sejam situações programadas para tratar um determinado assunto - compartilhando e divulgando informações e produtos - abertas a visitação de um público específico ou periférico mais neófilos e curiosos. Assim, os eventos são um bom lugar para promover o contato entre o produtor e seu consumidor direto.

Em tempos recentes os eventos tem ganhado espaço como opção de divulgação, veiculação e comercialização de produtos ou serviços. O grande fluxo de pessoas interessadas num determinado tema coloca o promotor de vendas num paraíso, principalmente se ele tem bom produto a preço acessível.

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Muito se fala sobre crise criativa no mundo dos quadrinhos, muito se fala da falta de espaço para o autor brasileiro junto a editoras brasileiras, muito se fala da acomodação dos editores no Brasil que a anos tem se limitado a transformar suas editoras em meras republicadoras de material estrangeiro. Se a distribuição em bancas e livrarias constitui uma pedra no sapato da produção nacional, os organizadores de eventos não tem tido do que se queixar nem os patrocinadores, apoiadores, convidados ou expositores. Com relação aos eventos: os quadrinhos vão bem obrigado.
Muitos são os eventos de quadrinhos e mangá espalhados pelo mundo, seria necessário um catálogo com centenas de páginas para descrever cada um deles, a título de informação faremos aqui um apanhado superficial, apenas para dar noção de sua diversidade e características.

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Podemos começar citando um momento histórico antes de partir para os eventos contemporâneos. Na cidade de São Paulo, no distante 18 de junho de 1951 aconteceu a Primeira Exposição Didática Internacional de Histórias em Quadrinhos. Organizada por Álvaro de Moya, Miguel Penteado, Reinaldo Oliveira, Jayme Cortez e Syllas Roberg. Embora seja contestada por alguns devido a abrangência das atrações (filmes, palestras, exposições de artes originais) a presença de artistas e intelectuais debatendo o tema quadrinhos contam a favor do pioneirismo.

Piracicaba é considerada a Capital Mundial do Humor, a fama surgiu a partir só Salão de Humor de Piracicaba, o mais tradicional e mais antigo do Brasil. O ano era 1974 (em pleno regime militar) e até então os brasileiros apenas participavam dos salões internacionais, Zélio Alves Pinto e colaboradores do Pasquim iniciaram o evento que ganhou convidados e participantes internacionais até tornar-se referencia mundial no cenário do Humor Gráfico. Millôr Fernandes, Ziraldo, Jaguar, Fortuna foram nomes que participaram da solidificação do Salão de Piracicaba que acabou revelando talentos como Chico Caruso, Laerte e Angeli.

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Em 1999 aconteceu o primeiro Festival Internacional de Quadrinhos em Belo Horizonte trazendo convidados da Espanha, Itália e França. Um concurso selecionou 30 artistas que tiveram as obras em exposição. Os primeiros colocados receberam prêmios em dinheiro, uma caraterística típica dos Salões de Humor, com o tempo o Festival foi mudando e crescendo até tornar-se hoje o Maior Festival de Quadrinhos da América Latina com uma frequência estimada de 148 mil pessoas na edição de 2011.
Nos anos 90, Pernambuco ocupou um espaço nobre no cenário dos eventos da área com O Festival Internacional de Humor e Quadrinhos de Pernambuco, trazendo ao Brasil Will Eisner, Jerry Robson, Megumu Ishiguro, mas sempre reservando espaço também para os talentos brasileiros.
Amadora é a quarta cidade mais populosa de Portugal. A exemplo de outros Festivais europeus as atrações ocorrem em vários lugares da cidade, gerando público ocasional e difundindo a arte sequencial num nível que atinge vários segmentos da sociedade, o Festival Internacional de Banda Desenhada de Amadora. Na Bégica o Festival de Quadrinhos de Bruxelas; na Espanha o Salon del Comic; Barcelona, na Itália o Salão de Milão e o Festival de Comics e Games de Lucca colaboram para a visibilidade que o Quadrinho tem na Europa como arte, entretenimento e negócio.


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Anime Friends (São Paulo-SP), Anime Yuu (Londrina – PN), Animogi (Mogi das Cruzes – SP), Anime Place (Rio de Janeiro – RJ), BH Anime Conection (Belo Horizonte – MG), Anime Party (Recife-PE), Anime Adventure (Porto Alegre – RS), Anime Nation (Brasilia-DF), SANA (Fortaleza-CE), AnimeCon (São Paulo-SP), AniBahia (Salvador-BA) são alguns entre as centenas de encontros focados em cultura nipônica. Atingindo um público bem mais jovem que os salões de humor e os Festivais de Quadrinhos, os eventos de mangá e animê são responsáveis por formar novos leitores e por chamar atenção para a viabilidade de eventos de entretenimento ligados ao público jovem e à cultura pop. Estandes de produtos ligados ao universo do mangá e animê, como adereços para cosplays, camisetas, botons, action figures e todo tipo de colecionáveis tem espaço garantido nesse segmento que invariavelmente trás mostras de artes marciais, competições de games etc. Em Tókio o evento Comik Market, ou Comiket, movimenta um público de 560 mil pessoas e reúne editores e artistas, profissionais e amadores.

Enquanto os números de frequentadores impressionam é de se imaginar de maneira positiva o fluxo de caixa envolvendo ingressos, produtos colecionáveis de todos os tipos, brindes, revistas, alimentação. Alguns eventos não tem fins lucrativos, mas todos possuem reflexos no mercado atraindo novos olhares gerando novas oportunidades e expandindo o cenário, com o perdão do trocadilho, para belos horizontes.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Fernando Lima & JJ Marreiro falam de Publicações Independentes na Gibiteca de Fortaleza!



Fernando Lima foi um dos editores do PIUM, Jornal e posteriormente Revista da Oficina de Quadrinhos, foi colunista do Jornal O Povo, tirista e editou alguns materiais independentes como o Relatório da Situação (publicação direcionadas a fãs de Star Trek e afins) . Marreiro por sua vez editou o Pergaminho (considerado pela revista Roleplaiyng um dos Primeiros fanzines de RPG do país) e foi vencedor ao lado de Daniel Brandão e Geraldo Borges de 3 troféus HQMix com o fanzine Manicomics. Ao lado de amigos da Oficina de Quadrinhos, Lima e Marreiro invadiram os quadrinhos digitais com o site www.armagem.com e atualmente conduzem o planejamento editorial do selo Laboratório Espacial publicando suas próprias obras e de outros artistas em parceria com Luís CS (editor do blog Roteiroz & Apinéia).




Fernando Lima e JJ Marreiro começaram a produzir quadrinhos desde cedo, o primeiro acabou enveredando pelo ramo do Jornalismo enquanto o segundo seguiu uma formação ligada a Publicidade. A Oficina de Quadrinhos da UFC acabou promovendo os primeiros trabalhos conjuntos da dupla, normalmente abordando temas como ficção científica, fantasia medieval, humor e terror.
No sábado 17 de dezembro (2011), 9:00, a dupla vai falar sobre Publicações Independentes, naming, linha editorial, público alvo, divulgação, posicionamento e follow up além de abordar os lados positivos e negativos de ser o editor de seu próprio material indo dos fanzines às edições cooperadas. O encontro foi organizado por Geraldo Borges (Quadrinhos Estúdio de Desenho) e será aberto ao público. Para os alunos do Quadrinhos Estúdio o curso constará como conteúdo dos cursos regulares.
MAIS:
Armagem.com
Herói Z
QUADRINHOS Estúdio
Oficina de Quadrinhos da UFC



sexta-feira, 25 de março de 2011

Cosplays materializando os sonhos!





O termo Cosplay (Costume +play = Traje + Interpretação) já é bem familiar a quem frequenta comicshops ou eventos de mangá e anime. E foi graças a eventos organizados por fãs que a prática, já sedimentada no Japão, Estados Unidos e Europa, se tornou popular no Brasil.


Seu início remonta às Convenções de Ficção Científica na America dos anos 30/40, quando alguns apreciadores compareciam em trajes especiais que remetiam a personagens de livros ou filmes de ficção científica. Alguns trajes inclusive eram criados especialmente para o evento sem vínculo com obras anteriores. Com a série Jornada nas Estrelas, anos 60s , mais fãs começaram a difundir o Costuming (termo usado na época) em convenções de ficção científica.

A prática chegou ao Japão nos anos 80 levada pelo editor/produtor Nobuyuki Takahashi, que cunhou o termo Cosplay em revistas de ficção científica.

 Adaptando-se aos costumes locais, a interpretação de personagens foi ganhando força junto aos fãs que agora passavam a personificar seus heróis favoritos de mangás e animes. Com o tempo a evolução das técnicas de maquiagem e modelagem de aparatos, as indumentárias foram ficando cada vez mais fiéis aos personagens e mais refinadas. Os comics, video games, filmes e seriados também passaram a ser referencias e inspirações para os fãs incorporarem.
No Brasil, os fãs de Star Trek (Jornada nas Estrelas) abriram alas para as novas gerações de Cosplayers, pois além de usar os uniformes em convenções faziam isso nas estréias cinematográficas da série gerando com isso muita mídia espontânea para a franquia da Paramount Pictures.

Nos anos 90 o Japão começou a dominar o mundo do entretenimento global através dos mangás e animes, enraizando no mundo pop um estilo peculiar de quadrinhos e animação. Junto disso vieram os eventos de mangá e anime… e os fascinantes Cosplays.

Hoje em dia existem várias categorias de Cosplay, trazendo das mais refinadas e audaciosas elaborações às mais rústicas e grosseiras. Há campeonatos mundiais, com etapas e Pré-seleções em cada país e nas principais capitais. Existem premiações milionárias e premiações simbólicas, mas para o Cosplayer (o praticante do Cosplay) nada é mais gratificante do que prestar uma sincera homenagem ao personagem que está representando.

Mais:
COSPLAYBR
Cosplay.com
Comicscosplay.com.br