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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Mulher Estupenda em ATAQUE FURTIVO








EXTRAS:
 
A Mulher-Estupenda surgiu por volta de 1998 como uma homenagem a Era de Ouro (e Prata) dos Quadrinhos. Suas primeiras publicações foram em fanzines (Manicomics, Heróis Forever, Clube de Heróis) e tem seguido no meio alternativo desde então, salvo uma participação especial aqui e ali, como na Revista Mundo dos Super-Heróis #06 (Editora Europa), ou no Almanaque MINO (Editora Riso). Curiosamente o traço original da personagem seguia a linha do cartum mas foi com um traço vintage que a personagem ganhou força, inspirado nos trabalhos de CC Beck, Joe Shuster, Al Plastino, Kurt Schaffenberg, Alex Schomburg, Dick Sprang e outros Gigantes das Histórias em Quadrinhos.

Nesta aventura, no estilo Invictus (antiga revista da Ebal que trazia parcerias entre heróis), temos a participação da Enfermeira Secreta, ou War Nurse, que ao pé da letra seria a Enfermeira de Guerra, mas aqui optei por uma nomenclatura que desse mais abrangência à heroína para que ela pudesse se encaixar bem em aventuras fora do cenário da Segunda Grande Guerra). A personagem, atualmente em domínio público, Pat Parker (criada por Howard Reed & Jill Elgin) é uma enfermeira britânica, atlética e com vasto conhecimento técnico-científico que usa seus talentos para combater os nazistas da segunda grande guerra. Na aventura Ataque Furtivo, Carol Rosas menciona Pat como uma velha amiga da escola, no entanto fica subentendido serem muito próximas.

O vilão da história é um caso à parte. Ele deveria ser um personagem descartável, tanto que em nenhuma página seu nome é sequer citado, funcionando apenas como causador do problema que uniria as duas heroínas. O inusitado ocorreu depois que a aventura foi publicada, vários leitores do Manicomics (fanzine bastante popular, três vezes vencedor do Troféu HQMix) escreveram pedindo mais informações sobre o personagem misterioso. Uma coisa que eu sabia sobre ele é que se tratava de um Espião de uma Nação Inimiga...E isso foi o suficiente para batizá-lo:"O Espião da Nação Inimiga". De coadjuvante descartável o personagem foi alçado a um dos mais constantes vilões da Mulher-Estupenda dividindo espaço com outro implacável inimigo da heroína, o cientista maluco Doutor Diávolo.

A aventura menciona o Repórter Esso, testemunha ocular da história, e tem alguns outros elementos datados que convidam o leitor a uma jornada que contém, além do aspecto óbvio do entretenimento, elementos bem particulares dos anos de 1930 a 1950.

Obrigado por acompanhar nossa jornada, espero que tenha feito uma boa viagem. Se você apreciou este pequeno conto pode encontrar outras aventuras da Professorinha Estupenda neste LINK.

http://laboratorioespacial.blogspot.com/p/quadrinhos.html

http://www.hqbrasil.xyz/gibiteca/A%20Mulher%20Estupenda/


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Entrevista com o Editor do Laboratório Espacial: JJ Marreiro















Três vezes vencedor do HQMix de melhor Fanzine (com o Manicomics), criador dos personagens Zohrn, Mulher-Estupenda, Beto Foguete e da Tira Lucy & Sky. Marreiro começou a trabalhar com quadrinhos em 1991 ilustrando material de informática e ministrando aulas de desenho para crianças. Formado em Publicidade com atuação nas áreas de Ilustração Editorial, Educação à Distância, Design e Arte-educação. Participou dos álbuns MSP + 50, Monica's, O Gralha Tão Banal quanto Original e As Aventuras Perdidas do Capitão Gralha. Seu trabalho pode ser visto nos sites: http://www.hqbrasil.xyz ou aqui no blog laboratorioespacial.blogspot.com
(Entrevista concedida a Layo Lucena aluno do Curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza) 


JJ, conta pra gente como e quando foi seu primeiro contato com os quadrinhos? 
Rapaz, eu descobri os quadrinhos como muita gente: durante a infância. Meu Tio trabalhava na Imprensa e me trazia quadrinhos de vez em quando. Aliás algumas pessoas na família tinham o hábito de ler livros e quadrinhos e acabei conhecendo muitos personagens graças a meus primos mais velhos, meu Tio e minha Mãe. As primeiras revistas que lembro são de Zorro, Pato Donald, Tarzan, Batman, Tex.
















E esse negócio de trabalhar com arte? Quando você começou a trabalhar como desenhista e por que? 
Sempre gostei de desenhar e no colegial começaram a me encomendar artes para o jornalzinho da escola e até os próprios professores me encomendavam desenhos. Aquilo era algo que gostava de fazer e ao longo da minha história isso foi ficando um pouco mais sério. Aí começaram a aparecer convites para ilustrar livros e mesmo para compartilhar com outras pessoas o que eu havia aprendido sobre desenho. E essa necessidade de compartilhar experiências foi o que me levou para ministrar aulas de quadrinhos e desenho.  

Para você que tem essa profissão, como você vê o mercado atual de quadrinhos em Fortaleza e no Brasil? 
O Mercado exige que você tenha networking, que entenda de seu trabalho e que possua visão estratégica e empreendedorismo. Habilidade e talento não são garantia de nada. O Mercado especificamente de quadrinhos no Brasil é microscópico, daí nossos artistas migrarem para o mercado internacional. Fortaleza não oferece muitas opções sustentáveis para se levar os quadrinhos como profissão. Na verdade muita gente fala que o Mercado de Quadrinhos não existe, mas o fato é que se alguém te paga pra fazer quadrinhos esse mercado existe para você. Se não há ninguém pagando pelo trabalho que você pode fazer com quadrinhos, então o mercado passa a não existir pra você. Parece complexo... e é. Não é fácil pra ninguém trabalhar com Arte. Como costumo dizer: O problema dos Quadrinhos no Brasil não são os Quadrinhos.  

Qual a maior dificuldade que você enfrentou na área? 
Não é a maior, mas certamente é algo que afeta muitos produtores culturais: O brasileiro tem o costume de querer TUDO DE GRAÇA. E pra ontem. Não há respeito pelo artista, não há educação, não há preparo nem do leitor, nem de boa parte do pessoal de imprensa. Muita gente ainda acha que Quadrinho é "coisa de criança". Ou algo que se faz por diletantismo, por curtição. O artista precisa buscar cada vez mais se profissionalizar, aprender a trabalhar com contratos, se impor e não atender tudo que os contratantes exigem, Qualquer contrato de trabalho é um acordo de duas partes, você não pode deixar tudo nas mãos do contratante. O artista precisa impor limites. E é necessário entender que arte, principalmente Boa Arte não se acha aí por qualquer lugar. E já que estamos falando em dificuldades: trabalhar para o Governo é complicado. Os gestores não tem responsabilidade na hora de agilizar os pagamentos —culpa ou não do sistema de pagamento, pois quem adota o sistema são os gestores. Já tive que esperar mais de um ano pra ser pago por um trabalho que fiz para o governo do Estado do Ceará. Todo artista sabe que o Governo é mau pagador, a não ser talvez quando a grana vai pra shows de axé ou para a cueca de alguém. Então... tenho reservas com essas coisas.















Você possui diversos personagens de temáticas diferentes e até com traços e estilos de desenho diferentes. Como é a criação de seus personagens, em geral?
Pra mim um personagem é uma pessoa. Ele precisa ter sentimentos, motivações e objetivos. Os meus personagens nascem alinhados com projetos narrativos específicos, alguns mais simples outros mais complexos e alguns deles parecem bem simples quando de fato são muito, mas muito, complexos. Lucy e Sky (1998) são um exemplo dessa dicotomia entre simplicidade e complexidade. O Zohrn (1994) surgiu em partidas de RPG baseado numa ficha de D&D, depois migrou pros quadrinhos. A Mulher-Estupenda surgiu como uma homenagem aos Clássicos dos Quadrinhos e foi seguida por Beto Foguete, Garotas da Selva e Colt Malone. Mas tenho muitas criações na manga que gostaria de ver publicadas, mas cada coisa a seu tempo. 

Você faz algum tipo de pesquisa para a criação de seus personagens? 
Ah, sem dúvida. Antes de criar um personagem e antes de escrever uma história uma etapa que acho importantíssima é a pesquisa. Na verdade a pesquisa é uma coleta de informações e sempre que qualquer pessoa precisa resolver um problema , seja dentro da área criativa ou não, ela precisará investigar possibilidades, contextos, e tudo isso é pesquisa.














Na sua opinião, por que a mídia não dá a devida divulgação, espaço para os quadrinhos nacionais?
Quando há grana alta envolvida no projeto, temas polêmicos ou temas que agradem a pautas engajadistas ou artistas famosos há divulgação sim. A grande mídia divulga muito quadrinho nacional, mas normalmente os que estão dentro dessa descrição. 

Você poderia me falar sobre o Manicomics?
Eu poderia te falar dias seguidos sobre o Manicomics . Inclusive criei um blog pra isso: manicomicsblog.blogspot.com.br . Mas pra ser sucinto: o Manicomics (de 1996) foi uma forma de um grupo de jovens artistas levarem até as pessoas as histórias que gostavam de produzir. A grande sacada do Manicomics era fazer histórias com começo, meio e fim e que qualquer pessoa pudesse ler e entender. E, utilizando o melhor de nossas capacidades. 

 













O que é o Laboratório Espacial?
Uma área de testes e uma válvula de escape para vários projetos. As matérias, entrevistas, quadrinhos e postagens diversas orbitam os mundos fantásticos da Ficção Científica, Fantasia e afins junto com seções de dicas, resenhas, artigos opinativos, videocasts etc. Graças a colaboração de Fernando Lima, Ricardo Quartim, Dennis Oliveira, Diêgo Silveira, Gian Danton, Afrânio Bezerra, Jackson Silva, Jean Okada, José Carlos Braga o espaço de mantém mais vivo e ativo do que um blog comum. Este é um espaço para colocar coisas legais, falar de coisas legais dentro de parâmetros de linguagem e espaço que não seriam possíveis numa revista impressa. 

Quantas histórias você já escreveu ou participou?
Muito difícil chegar a um número exato...até uma estimativa seria imprecisa porque muitas coisas você vai perdendo, ou vão sendo subtraídas contra sua vontade, outras simplesmente vão ficando ao longo do caminho. Seria necessário um esquema de catalogação, um bom exercício de memória e um tempo considerável para fazer um levantamento levemente aproximado. 
Veja,  comecei a fazer quadrinhos amadoristicamente lá em 1977/78. A medida que fui amadurecendo continuei produzindo. Publiquei tiras no jornal da escola e depois quadrinhos e cartuns e em fanzines e na revista da Oficina de Quadrinhos da UFC. Algumas produções fiz como desenhista ou arte-finalista ou roteiristas ou letrista ou colorista ou todas as anteriores (hehehe) — algumas HQs eram bem curtinhas —de uma ou duas páginas, outras mais longas e divididas em capítulos. De certo foram muitas HQs, algumas muito ruins outras nem tanto. Incluindo aí material institucional, editorial, material para propaganda, algumas coisas publicadas na Europa, Estados Unidos e até na Ásia. Tem também ilustrações, tiras, charges e cartuns que tornariam a conta bem mais complexa. 














Os seus quadrinhos da Mulher-Estupenda, Garotas da Selva e Beto Foguete tem sempre 4 páginas. Qual o motivo de todos esses personagens terem HQs de 4 páginas?
Isso começou com o Zohrn (um Elfo-Bárbaro de um cenário de Fantasia Medieval)... As aventuras dele tinham 11 ou 12 páginas inicialmente e após enviar para a Revista Dragão Brasil, o Cassaro (Marcelo Cassaro) que era editor por lá me aconselhou a colocar as tramas em 4 páginas pois ficava mais fácil de publicar — na Dragão Brasil ou em qualquer outro lugar. Primeiro porque a história ocuparia menos espaço e depois porque 4 páginas é o suficiente para introduzir o problema (Primeira página), desenvolver a aventura (paginas 2 e 3) e concluir a história (na página 4). Pensando nisso comecei a fazer as aventuras do Elfão Pouco-Tato em 4 páginas e depois usei a mesma fórmula para os outros personagens. Quem publica de maneira independente e não conta com financiamento externo tem que pagar por cada página impressa de sua revista (ou fanzine) assim histórias mais objetivas, sem gordura acabam ajudando o personagem e o autor no quesito publicação. E, caso vc ofereça seu material para publicações mix o tamanho da história não prejudica o editor. Usar um número de páginas fixo para as HQs de um personagem também facilita o planejamento editorial. O Spirit do Will Eisner tinha sempre Sete Páginas. Com isso os jornais e revistas nunca tinham problema de ampliar ou reduzir os outros conteúdos pra encaixar as histórias. 













Você se inspira em outros artistas nacionais? Você é fã de algum? 
Flávio Colin, Julio Shimamoto, Gedeone Malagola, Eduardo Vetillo, Franco de Rosa, Sebastião Seabra, Marcelo Cassaro e Alexandre Nagado estão entre os vários artistas que me inspiraram e ainda me inspiram. Autores como Laudo Ferreira, André Diniz, Antonio Eder, Dennis Oliveira, Fernando Lima, Gian Danton, Geraldo Borges, Daniel Brandão, Jean Okada também me influenciaram e influenciam. 

Acho legal acrescentar uns gringos aqui que acho fabulosos: Hal Foster, Jack Kirby, Will Eisner, Galep, Alan Moore, Garcia Lopez, George Pérez, John Byrne, Alan Davis, Bruce Timm, Daniel Torres, CC Beck, Jesse Marsh, Russ Maning, Wally Wood, Mark Schiulz e Alex Raymond pra deixar a lista curta. 













Quais seus planos para o futuro? 
Desculpa, não posso contar. Se você sai contando por aí tudo que está planejando corre o risco de os projetos perderem a energia e você acabar não realizando nada. No entanto já existem várias realizações em andamento que podem ser conferidas no laboratorioespacial.blogspot.com 

Qual a sua revista em quadrinhos favorita? 
Difícil dizer uma só. Mas os álbuns de Edgard Jacobs dos personagens Blake & Mortimer são fascinantes e também o Tintin de Hergè. O Tex da Bonelli Editore é uma leitura bacana. Gosto do Thor e do Quarteto Fantástico desenhados pelo Jack Kirby (assim como a saga Quarto Mundo e Eternos), do Flash Gordon de Alex Raymond, do Tom Strong de Allan Moore e Chris Sprouse. O X-Men, Quarteto Fantástico e Dr McCoy Frontier Doctor por John Byrne são Fabulosos.












Qual a sua opinião sobre o atual mercado digital, você acha que os quadrinhos continuarão a ser impressos ou poderão ser encontrados online para download e leitura?
As novas tecnologias tem mudado o acesso e o consumo de arte e mídia. Veja só: os filmes originalmente pensados para cinema estão agora em celulares, tablets  etc. O mesmo ocorre com os quadrinhos. Somos levados a pensar o quadrinho, a Arte Sequencial como diria Will Eisner,  de maneira mais ampla em termos de veiculação e captação de recursos. É óbvio que com os recursos tecnológicos é possível fazer um quadrinho interativo com links pra vídeos, animações, hyperlinks e tudo isso modifica o quadrinho em si, o leva para novos patamares. Mas mesmo com toda tecnologia disponível é difícil você transmitir por meio digital o impacto que uma página em tamanho tabloide de Hal Foster provoca. O Quadrinho digital é como o mercado pornô digital, eles vendem fotos e filmes de mulheres e aquilo é tão distante de uma mulher real quanto um quadrinho digital é de uma revista real. Obviamente para os produtores os custos de veiculação e distribuição são reduzidos ao extremo.O mundo digital faz muito dinheiro circular e empresas como a Marvel Comics já estão fazendo bom uso disto. Mas assim como os livros, os quadrinhos impressos provocam uma resposta sensorial específica e constituem um produto palpável com características próprias. Possivelmente as tiragens no futuro venham a cair, talvez as Editoras comecem a fazer uma triagem entre o  material que vale ou não a pena ser impresso. Mas Edições em tamanho tabloide como Príncipe Valente e Flash Gordon ou tijolos como "From Hell"(de Alan Moore) exercem um tipo de fascínio e possuem um valor impossível de um similar digital igualar. Hoje já há quadrinhos em livraria que são produzidos com um acabamento gráfico refinado e cujo preço se diferencia muito do quadrinho de banca. O que fica ridículo é ver algumas editoras insistindo em precificar material digital no mesmo patamar de um impresso.











Você tem alguma dica para os iniciantes? 
Tem muita coisa que a gente realmente precisa ouvir (ou ler) quando está começando...e pouca gente diz, talvez porque o melhor modo de descobrir o caminho seja caminhando, mesmo assim algumas coisas fazem muito sentido. Por exemplo arrumar um trabalho careta pra pagar as contas e fazer quadrinhos nas horas vagas! Quando a grana dos Quadrinhos superar muito (em quantidade e solidez) o trabalho careta , aí faz sentido migrar. É preciso ser prático. Quadrinhos constituem  um trabalho como outro qualquer e assim sendo há de existir uma remuneração adequada.
  
JJ Marreiro, obrigado por este papo pra lá de Maneiro! E obrigado pela chance de colaborar com o Laboratório Espacial!
Rapaz, eu é que agradeço a você e ao pessoal da Universidade por liberar a publicação da entrevista no Laboratório Espacial. Apareça por aqui sempre que der. Pois tem um monte de matérias curiosas e um monte de experiências malucas com quadrinhos e cultura pop.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Aventura e ação com as Novas Amazonas!
























Se você é fã de cinema de ação já deve yer visto MAD MAX, mas se você é fã de filmes de ação desde os anos 80 certamente já ouviu falar de Mad Max, Cherry 2000, Fênix - A Guerreira, Keruak-Exterminador de Aço,  Exterminadores do ano 3mil, Gladiadores do Texas de 2020, Guerreiros do Bronx e outros. De fato cenários pós-apocalipticos viraram febre nos anos 80. Obviamente não se restringiram ao cinema e literatura. Animações como Thundarr, o Bárbaro também entraram para a história, e quadrinhos como Punho da Estrela do Norte (de Tetsuo Hara), Slash (de Doug Moench & Paul Gulacy).















Embora Leonardo Santana não tenha seguido nenhuma dessas referências é difícil não associar o universo pós-apocalíptico das Novas Amazonas a este poderoso gênero dos anos 80. Uma época aliás em que cenas violentas ou picantes não causavam nenhum alvoroço — especialmente quando se encontravam em produtos claramente classificados para maiores de 16 ou 18 anos. De fato As Novas Amazonas não são uma produção para o público infantil nem se destinam a levantar bandeiras ideológicas — ao contrário disto se ocupam de materializar um universo criativo que conta com o empenho de uma competente equipe de produção. Os textos são do criador Leonardo Santana para as artes de Ricardo Anderson, Alex Barros, Allan Goldman, Mauro Barbieri e Daniel Brandão.

https://www.catarse.me/novasamazonas


Nem todas as histórias funcionam para todos os públicos, aliás, muito poucas conseguem esta façanha. Critérios criativos e editoriais ajudam a formatar o produto de acordo com o nível do discurso, seja textual ou imagético. Por isso, hoje em dia, é tão importante informar-se sobre que tipo de produto (inclusive artístico ou de mídia) você está consumindo. Por mais que a grande mídia ou os ninchos políticos e ideológicos das redes sociais elejam seus queridinhos, sempre há a possibilidade de você, leitor, fazer opção por aquilo que quer conhecer e consumir. E, para descobrir mais sobre a produção Capitaneada pelo escritor Leonardo Santana nada melhor que clicar no link do catarse e pegar informações da fonte. Avalie e tire suas conclusões. Caso fique encantado com a produção garanta sua edição e escolha seus bônus, afinal de contas no modelo crowdfunding o patrocinador é você, leitor! Clique aqui para o CATARSE!

https://www.catarse.me/novasamazonas
LINKS:
Página do CATARSE
Blog do Leonardo Santana
The 50 Greatest Post Apocalyptic Movies
10 Stupidest Mad Max Rip-Offs
Fotos Apocalipticas de Vladimir Manyuhin
100 Best Disaster, Apocalyptic Movies
100 Best B Movies of All Time 
Apocalypse Female Warriors,2009 (Trailer)

KERUAK: EXTERMINADOR DE AÇO
(link pra baixar Keruak Exterminador de Aço)
Phoenix The Warrior_aka She-Wolves of the wastland
Fora de Órbita: O Episódio Desgraçadamente Desastroso

https://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2012/02/desastres-divertidos.html


AS NOVAS AMAZONAS (de Leonardo Santana) NO CATARSE

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Damas a Todo Vapor!

Esta caprichada publicação da Editora Draco com texto de Zé Wellington, arte de Di Amorim e Wilton Santos é um porto iluminado no mar de escuridão e depressão que são os quadrinhos de hoje, todos com seus personagens maníaco-depressivos trajando preto num universo igualmente soturno. O Velho Oeste aparece muito bem retratado nas cores quentes e claras produzidas magistralmente por Ellis Carlos.  A presença do sol é vívida e as cenas de deserto chegam quase a provocar calor.  O uso de tons de sépia nos flashbacks mantém o clima de western e casa perfeitamente com a construção da linguagem da obra.

A narrativa visual é moderna e alinhada com as tendências do mercado norte-americano de quadrinhos. Boas imagens de impacto com figuras exuberantes e ação crescente marcam o ritmo.

A tecnologia vapor-punk  tem presença massiva na edição mostrando um cenário onde todos estão presenciando o desabrochar das maravilhas tecnológicas. As 76 páginas, emolduradas por uma capa cartonada com aplicação de verniz, apresentam Sue e Rabiosa numa jornada de vingança num western luminoso, moderno e convidativo. No final há pistas claras de que este não será nosso único contato com estas belas e fortes damas da pólvora.

Serviço:
Steampunk Ladies - Vingança a vapor
Editor: Raphael Fernandes
Roteiro: Zé Wellington
Arte: Di Amorim e Wilton Santos
Cores: Ellis Calos
Letras e Grafismos: Deyvison Manes
76 páginas, cor, capa cartonada, verniz localizado
Lançamento Editora Draco
Compre online AQUI

http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/p/quadrinhos.html

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

MORPHINE: Da adolescência à vida adulta


De 04 a 07 de setembro (2014) acontecerá na capital do Paraná, a GIBICON, a festa do quadrinho de Curitiba. Com direito a convidados especiais, exposições, oficinas e palestras. E entre os lançamentos está MORPHINE de Mario Cau (Terapia, Dom Casmurro, Pieces).

Uma pincelada sobre a história: Morphine é a nova casa noturna da cidade onde um grupo de amigos se reencontra. Da alegria dos reencontros passando pela comemoração, ressaca e cafezinho do dia seguinte, os personagens se envolvem, se desenvolvem e se revelam, expondo fraquezas e forças. Paixões não correspondidas, solidão, bom-humor, inseguranças e medos precisarão ser encarados neste conto urbano tecido com o texto natural e o traço envolvente de Mario Cau.


A pré-venda tem uma série de vantagens exclusivas (veja na imagem acima) entre as quais o envio do livro ANTES do lançamento na Gibicon. Texto e Arte: Mario Cau. Capa cartonada colorida, miolo PB, 112 páginas, pagamento via pagseguro, moip e boleto. Adquira direto no site ou loja do autor. A promoção é limitada vai até o sábado 24 de Agosto, então é bom correr para aproveitar!


terça-feira, 14 de maio de 2013

Como fazer para Trabalhar com Quadrinhos? Parte 2




Quanto dinheiro ganha um profissional do desenho? Assim como na Arquitetura, Medicina, Direito ou qualquer outra profissão os valores variam. Esta é uma pergunta comum em convenções e eventos. Dinheiro é importante, mas não deveria ser o fator mais importante de uma vida, ele é um meio e não um fim.

Perguntar aos artistas o valor de suas páginas ou quanto ganham por mês é - pra começo de conversa – no mínimo deselegante. Salário é assunto que compete apenas a quem paga e quem recebe. Não estou dizendo para fugir do assunto financeiro, mas é preciso saber com quem conversar e em que momento. Se seu portfólio for adequado às necessidades de mercado, um agente, ao avaliá-lo e perceber seu potencial, pode falar com você em termos de valores.
Você quer ser profissional: Aja como tal. Cuide de seu trabalho, cuide de seus clientes (as pessoas pra quem você presta serviço), respeite seus leitores, trate bem as pessoas, quer seja o faxineiro quer seja o editor-chefe. Mantenha hábitos de higiene nas suas páginas e em si. Embora a mídia underground explore o contrário, ninguém gosta de gente suja ou fedendo. Mantenha uma pasta apresentável para seu trabalho. Sua apresentação é uma questão de higiene, mas também de profissionalismo. Cuide de sua imagem. Quadrinhos implicam eventualmente em contatos com o público. Todas aquelas suas fotos desenhando sem camisa, ou de camiseta regata e chinelo de dedo na internet fazem você parecer um “trabalhador escravo” e não um autor de quadrinhos. Você não é o Tarzan, então não ajude os gringos a pensar que os brasileiros vivem em casas nas árvores e se locomovem por meio de cipós. Se você quer ser um artista, precisa se portar como tal. Que imagem você quer que os leitores tenham de você? Como são as fotos que você já viu de artistas como Alex Raymond, Will Eisner, Maurício de Sousa ou Ziraldo? Que imagem você faz desses autores?


Cerque-se de pessoas que possam te ajudar a caminhar. Para isto é que existem os agentes, eles são responsáveis por posicionar seu trabalho no mercado editorial. Além disso, um bom agente vai planejar sua carreira com você, discutir que títulos deve pegar, que projetos podem ser interessantes para sua carreira. Muitas vezes um título pequeno e desconhecido é melhor que um muito famoso. A pressão é menor e a liberdade de experimentação é maior. Se seu foco é o mercado brasileiro será importante travar contato com diversos editores e apresentar-se a eles. No Brasil os jornalistas especializados e os designers gráficos podem sugerir ao editor usar seu traço por ser adequado a esta ou aquela situação. Quanto mais gente do mercado editorial você conhecer, melhor será para seu trabalho. É fato que existem pessoas difíceis de lidar, mas lembre-se todo mundo quer trabalhar com o pessoal mais boa-praça.

Como Trabalhar com Quadrinhos: Introdução
Como Trabalhar com Quadrinhos Parte 1
Quadrinho e desenho: Qualquer um pode aprender?

10 mentiras pra enrolar Ilustradores inexperientes
Thais Linhares: Nós, ilustradores, somos autores.
Thais Linhares: Como o ilustrador pode cobrar pelo seu trabalho?


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Flávio Colin em versão Digital para um Brasil mais Brasileiro!


Não é fácil encontrar a unanimidade, mas é possível se aproximar bastante dela. Flávio Colin foi um dos mais brasileiros autores de quadrinhos brasileiros, redundantemente brasileiro em todos os bons usos do conceito de brasilidade. Dono de um traço polêmico e – para alguns– agressivo, transformava os temas regionais numa área onde transitava com franco conforto. Norte, nordeste, sudeste, centro-oeste ou sul, em todos os recantos do país o nankin de Flávio Colin deixava sua marca trazendo força, personalidade e sensualidade aos mais diversos tipos. Os mais jovens não conheceram o quadrinho nacional durante seus momentos mais férteis (quando eram publicados para bancas dando vazão ao trabalho de muitos autores e títulos) por conseguinte não acompanharam os trabalhos de Colin nas revistas de investigação, terror ou mistério. Uma geração inteira, ou melhor, gerações inteiras corriam o risco de ficar sem conhecer a magnitude do trabalho de Colin não fosse a coleção digital lançada por Lancelott Martins.


O motivo principal deste lançamento está expresso no editorial da coleção: Preservação e Tributo! É claro que todos concordam que um trabalho tão significativo para as HQ brasileiras não deveria ficar esquecido e que mereceria render proventos para a família do autor. Num país com posturas culturais mais sólidas essas questões nem precisariam ser levantadas. Aqui já é uma vitória que o artista não seja esquecido. Mas, quem sabe? Talvez alguma editora tradicional abra os olhos para a importância deste tipo de material e se inspire em lançar uma versão capa dura com material semelhante.



O fato é que estamos diante de um trabalho de pesquisa hercúleo realizado pelo faneditor Lancelott Martins conhecido também como o maior catalogador de personagens em terras brasileiras. Até a edição 9 foram cerca de 1000 páginas escaneadas e tratadas mais diagramação de capas, chamadas e editoriais. Outros artistas mereceriam também este tipo de homenagem, esperamos que o exemplo de Lancelott seja seguido e mais coisa possa ser recuperada e resgatada do esquecimento para que possamos combater com fatos a máxima que diz ser o Brasil um país sem memória.
 
O HQ Quadrinhos apresenta também outras
publicações de material nacional e internacional,
catálogos de personagens além do histórico de centenas de personagens.
HQ Quadrinhos

ATUALIZAÇÃO (25/Abril/2019)
A Coletânea Flávio Colin foi retirada do ar
pelo Editor Lancelott Martins atendendo a
solicitações de familiares do artista. Deste modo removemos os links de todo este material.
O Laboratório Espacial torce para que novas
opções de resgate a memória e a arte do Mestre Flávio Colin sejam encontradas, o trabalho de um Gênio da Arte Sequencial não pode ser
perdido nas brumas da falta de memória da cultura brasileira.