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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

MORPHINE: Da adolescência à vida adulta


De 04 a 07 de setembro (2014) acontecerá na capital do Paraná, a GIBICON, a festa do quadrinho de Curitiba. Com direito a convidados especiais, exposições, oficinas e palestras. E entre os lançamentos está MORPHINE de Mario Cau (Terapia, Dom Casmurro, Pieces).

Uma pincelada sobre a história: Morphine é a nova casa noturna da cidade onde um grupo de amigos se reencontra. Da alegria dos reencontros passando pela comemoração, ressaca e cafezinho do dia seguinte, os personagens se envolvem, se desenvolvem e se revelam, expondo fraquezas e forças. Paixões não correspondidas, solidão, bom-humor, inseguranças e medos precisarão ser encarados neste conto urbano tecido com o texto natural e o traço envolvente de Mario Cau.


A pré-venda tem uma série de vantagens exclusivas (veja na imagem acima) entre as quais o envio do livro ANTES do lançamento na Gibicon. Texto e Arte: Mario Cau. Capa cartonada colorida, miolo PB, 112 páginas, pagamento via pagseguro, moip e boleto. Adquira direto no site ou loja do autor. A promoção é limitada vai até o sábado 24 de Agosto, então é bom correr para aproveitar!


terça-feira, 14 de maio de 2013

Como fazer para Trabalhar com Quadrinhos? Parte 2




Quanto dinheiro ganha um profissional do desenho? Assim como na Arquitetura, Medicina, Direito ou qualquer outra profissão os valores variam. Esta é uma pergunta comum em convenções e eventos. Dinheiro é importante, mas não deveria ser o fator mais importante de uma vida, ele é um meio e não um fim.

Perguntar aos artistas o valor de suas páginas ou quanto ganham por mês é - pra começo de conversa – no mínimo deselegante. Salário é assunto que compete apenas a quem paga e quem recebe. Não estou dizendo para fugir do assunto financeiro, mas é preciso saber com quem conversar e em que momento. Se seu portfólio for adequado às necessidades de mercado, um agente, ao avaliá-lo e perceber seu potencial, pode falar com você em termos de valores.
Você quer ser profissional: Aja como tal. Cuide de seu trabalho, cuide de seus clientes (as pessoas pra quem você presta serviço), respeite seus leitores, trate bem as pessoas, quer seja o faxineiro quer seja o editor-chefe. Mantenha hábitos de higiene nas suas páginas e em si. Embora a mídia underground explore o contrário, ninguém gosta de gente suja ou fedendo. Mantenha uma pasta apresentável para seu trabalho. Sua apresentação é uma questão de higiene, mas também de profissionalismo. Cuide de sua imagem. Quadrinhos implicam eventualmente em contatos com o público. Todas aquelas suas fotos desenhando sem camisa, ou de camiseta regata e chinelo de dedo na internet fazem você parecer um “trabalhador escravo” e não um autor de quadrinhos. Você não é o Tarzan, então não ajude os gringos a pensar que os brasileiros vivem em casas nas árvores e se locomovem por meio de cipós. Se você quer ser um artista, precisa se portar como tal. Que imagem você quer que os leitores tenham de você? Como são as fotos que você já viu de artistas como Alex Raymond, Will Eisner, Maurício de Sousa ou Ziraldo? Que imagem você faz desses autores?


Cerque-se de pessoas que possam te ajudar a caminhar. Para isto é que existem os agentes, eles são responsáveis por posicionar seu trabalho no mercado editorial. Além disso, um bom agente vai planejar sua carreira com você, discutir que títulos deve pegar, que projetos podem ser interessantes para sua carreira. Muitas vezes um título pequeno e desconhecido é melhor que um muito famoso. A pressão é menor e a liberdade de experimentação é maior. Se seu foco é o mercado brasileiro será importante travar contato com diversos editores e apresentar-se a eles. No Brasil os jornalistas especializados e os designers gráficos podem sugerir ao editor usar seu traço por ser adequado a esta ou aquela situação. Quanto mais gente do mercado editorial você conhecer, melhor será para seu trabalho. É fato que existem pessoas difíceis de lidar, mas lembre-se todo mundo quer trabalhar com o pessoal mais boa-praça.

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Flávio Colin em versão Digital para um Brasil mais Brasileiro!


Não é fácil encontrar a unanimidade, mas é possível se aproximar bastante dela. Flávio Colin foi um dos mais brasileiros autores de quadrinhos brasileiros, redundantemente brasileiro em todos os bons usos do conceito de brasilidade. Dono de um traço polêmico e – para alguns– agressivo, transformava os temas regionais numa área onde transitava com franco conforto. Norte, nordeste, sudeste, centro-oeste ou sul, em todos os recantos do país o nankin de Flávio Colin deixava sua marca trazendo força, personalidade e sensualidade aos mais diversos tipos. Os mais jovens não conheceram o quadrinho nacional durante seus momentos mais férteis (quando eram publicados para bancas dando vazão ao trabalho de muitos autores e títulos) por conseguinte não acompanharam os trabalhos de Colin nas revistas de investigação, terror ou mistério. Uma geração inteira, ou melhor, gerações inteiras corriam o risco de ficar sem conhecer a magnitude do trabalho de Colin não fosse a coleção digital lançada por Lancelott Martins.


O motivo principal deste lançamento está expresso no editorial da coleção: Preservação e Tributo! É claro que todos concordam que um trabalho tão significativo para as HQ brasileiras não deveria ficar esquecido e que mereceria render proventos para a família do autor. Num país com posturas culturais mais sólidas essas questões nem precisariam ser levantadas. Aqui já é uma vitória que o artista não seja esquecido. Mas, quem sabe? Talvez alguma editora tradicional abra os olhos para a importância deste tipo de material e se inspire em lançar uma versão capa dura com material semelhante.



O fato é que estamos diante de um trabalho de pesquisa hercúleo realizado pelo faneditor Lancelott Martins conhecido também como o maior catalogador de personagens em terras brasileiras. Até a edição 9 foram cerca de 1000 páginas escaneadas e tratadas mais diagramação de capas, chamadas e editoriais. Outros artistas mereceriam também este tipo de homenagem, esperamos que o exemplo de Lancelott seja seguido e mais coisa possa ser recuperada e resgatada do esquecimento para que possamos combater com fatos a máxima que diz ser o Brasil um país sem memória.
 
O HQ Quadrinhos apresenta também outras
publicações de material nacional e internacional,
catálogos de personagens além do histórico de centenas de personagens.
HQ Quadrinhos

ATUALIZAÇÃO (25/Abril/2019)
A Coletânea Flávio Colin foi retirada do ar
pelo Editor Lancelott Martins atendendo a
solicitações de familiares do artista. Deste modo removemos os links de todo este material.
O Laboratório Espacial torce para que novas
opções de resgate a memória e a arte do Mestre Flávio Colin sejam encontradas, o trabalho de um Gênio da Arte Sequencial não pode ser
perdido nas brumas da falta de memória da cultura brasileira.