sábado, 7 de novembro de 2015

JORNADA de volta à TV!



Com o sucesso dos filmes produzidos por JJ Abrams, Jornada nas Estrelas voltou à crista da onda. A última Trek série na TV, Enterprise, encerrou em 2005. De lá para cá, fora alguns boatos criativos, não houve nenhuma menção de uma nova Trek série. Em 2009, Jornada voltou aos cinemas numa proposta criativa e moderna capitaneada pelo Produtor e Diretor JJ Abrams. O filme (Star Trek 2009) estabeleceu uma nova linha temporal (apelidada pelos fãs de Abramsverse) e de acordo com ela, apenas os eventos vistos em Enterprise (2001/2005) são cânone. Em 2013 veio o segundo filme fazendo referência a Ira de Khan (1982) e em 2016 estreará Star Trek Beyond. O Abramsverse é um prato cheio para o cinema: atores e atrizes jovens cheios de sex appeal para agradar garotinhas e garotões, tragédia, intrigas, ciuminhos e invejinhas, cenários brilhantes, design arrojado, muita ação, muito drama e roteiros envolventes e inteligentes, não se pode negar.

Desde a estréia do filme de 2009 que eu conjecturo entre amigos (e em bate-papos e palestras) um retorno de Jornada à TV. Sejamos lógicos: a série nasceu na TV. Tornou-se uma referencia mundial em termos de série,  de Ficção Científica e de mobilização de fãs. Algo semelhante ocorre com Ultraman (no Japão), Doctor WHO (na Inglaterra) que em seus países são praticamente "patrimônios culturais". Jornada nas Estrelas, uma franquia com fãs no planeta inteiro é uma marca rentável e está distribuída em milhares de produtos que vão de livros e blue-rays a cortadores de pizza, abridores de lata e action figures.

Enquanto a maioria dos trekkers de meu convívio acreditavam que Jornada só voltaria à TV depois dos filmes do Abramsverse perderem audiência, minha opinião e torcida divergiam da maioria. A crença é que demoraria alguns bons 6 a 10 anos até a série criada por Gene Roddenberry voltar às televisões do mundo. Voltando à lógica Spockiana: Star Trek é uma franquia administrada por produtores que tem como objetivo ganhar dinheiro. Assim seria mera consequencia pensar que eles deveriam aproveitar o frisson estabelecido pelo Abramsverse para faturar com uma nova série de TV.

Em novembro de 2015 foi anunciada uma nova Trek série a estrear em Janeiro de 2017. Com isso começam a surgir especulações e os primeiros sinais de amor e ódio, antes mesmo da divulgação de qualquer imagem, sinopse ou atores. Mas isto é um retrato de nossos tempos e este fator tem sido muito utilizado pelos departamentos de marketing para conseguir mídia espontânea.


Vamos agora a uma série de pensamentos e especulações (lógicas ou não) sobre esta nova Trek série:








-Atores de cinema possuem um nível de cachê que uma produção televisiva não comporta. Então
pare de sonhar com o elenco dos filmes de Abrams numa série de TV. Possivelmente vão contratar atores novos, lançar alguns novos talentos cujos rostos serão associados inicialmente aos personagens que vão interpretar nesta série. Isto será uma oportunidade de ouro para uma equipe de maravilhosos sortudos.

-Convidados e participações especiais. Para garantir um certo nível de familiaridade — e para arrebanhar civis (não trekkers) para a audiência, algum ator razoavelmente conhecido da TV deve ser contratado. Posso até chutar que vão acabar chamando algum ator que já passou por CSI, NCIS, Lost, Fringe ou algo do tipo Last Ship. Em algum momento atores de outras produções da franquia devem fazer participações especiais, isto é uma aposta segura. Basta lembrar das aparições de Deforest Kelley, Jemes Dohan, Leonard Nimoy e William Shatner em aventuras da Nova Geração.








-A probabilidade da série se passar no Abramsverse é grande. Seria muito ousado imaginar a possibilidade de ver a tripulação de Picard nessa realidade? Não se sabe. Entretanto, como o produtor é Alex Kurtzman (co escritor dos dois primeiros filmes do Abramsverse) seria uma grande surpresa se a série se passasse no Universo Prime (universo da série original e cuja linha cronológica engloba 703 episódios, 10 filmes e, para alguns, mais 22 episódios animados).














-Nova série, novos recursos. É possível inferir que os novos episódios sejam escritos pensando no novo público de séries, com mais ganchos, mais romances (e intrigas), uma trama central unindo todos os episódios, mesmo que existam aventuras auto-contidas. Os produtores devem manter os elementos que deram certo nas séries anteriores e adicionar novos recursos e temas. Como temos visto em outras Trek séries metáforas com a situação política e social do nosso mundo, elementos de ficção mais séria e filosofia não devem ficar fora da estrutura do programa.

A série (produzida em comemoração aos 50 anos da série original) será distribuída inicialmente pelo serviço de streaming da CBS e posteriormente pela CBS Studios International. A estreia está agendada para janeiro de 2017 e para muita gente, a contagem regressiva começou, alguns esperando ver uma nova tripulação indo audaciosamente onde nenhum homem jamais esteve outros apenas torcendo para que não manchem o legado.

Enquanto não chega a nova Trek Série veja novas aventuras com a estética da Série Clássica em produções de fãs que amam e respeitam a tradição do Grande Pássaro da Galáxia:

- Star Trek New Voyages


- Star Trek Continues

- Prelude to Axanar

- Axanar (Vulcan scene)



http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2015/11/jornada-nas-estrelas-resumo-da-opera.html

Jornada nas Estrelas - Resumo da Ópera



Jornada nas Estrelas (Star Trek) é uma série de TV criada em 1965 e exibida inicialmente entre 1966 e 1968 em três temporadas. Os episódios narravam as viagens da nave estelar USS Enterprise, sob comando do Capitão James Tiberius Kirk, auxiliado pelo imediato e oficial de ciências Spock Grayson — quer dizer que você não sabia o sobrenome humano do Sr. Spock?! Tudo bem. O mais importante é que Jornada nas Estrelas (criada pelo produtor Gene Roddenberry) era uma série que propunha um futuro otimista para a humanidade e cada episódio explorava um tema ou levantava discussões filosóficas sobre a sociedade, política, história e sobre a alma humana.

Após resolver os problemas do planeta, o homem parte para o espaço motivado pela curiosidade científica. Nesse contexto nasce a Frota Estelar que tem por missão pesquisar novos mundos e novas civilizações e serve à Federação dos Planetas Unidos, uma instituição multi-planetária que reúne planetas que já conseguiram desenvolver a viagem de dobra, um sistema de propulsão que permite viajar à velocidade da luz. A série Enterprise (2001/2005) mostra a gênese da Frota Estelar e a fundação da Federação dos Planetas Unidos enquanto narra as viagens do Capitão Jonathan Archer (Scott Bakula de Quantum Leap e NCIS New Orleans) e sua tripulação à bordo da Enterprise NX-01.

Jornada nas Estrelas- A Nova Geração (1987/1994) foi produzida quase 20 anos após o cancelamento da série original. As aventuras mostram uma nova Entreprise e uma nova tripulação 95 anos após os acontecimentos vistos na série clássica. A mitologia da série foi expandida, novos povos e civilizações, novos desafios e novos inimigos surgiram, mas os temas e a profundidade mostrada anteriormente em Jornada continuou.

Deep Space Nine (1993/1999) foi exibida no Brasil como Jornada nas Estrelas - A Nova Missão e desta vez os episódios eram centrados numa estação espacial na fronteira mais distante da galáxia, uma rota cheia de perigos e conflitos iminentes.

Voyager (1995/2001) mostra uma nave perdida no espaço a 70.000 anos-luz do espaço da Federação exposta a perigos e desafios que nenhuma nave da Frota Estelar jamais enfrentou.

Em comum as séries de Jornada nas Estrelas mantem o tom de ficção-científica hard, mais sério e filosófico, especulando como o homem lidará com os problemas do amanhã, e como lidará com seus desafios e medos interiores ante o desconhecido. Gene Roddenberry, ex-piloto militar e ex-policial começou uma carreira de roteirista ainda quando era policial. Escreveu episódios para séries de western e policiais até tornar-se produtor para levar adiante o tipo de histórias que gostaria de contar. O grande desafio que enfrentou foi o ceticismo dos produtores de TV da época, que não acreditavam que uma série com senso crítico tão apurado tivesse chance de êxito. Hoje 703 episódios em 5 séries live-action (até agora, nov/2015) e mais 22 episódios de uma série de animação a história mostrou quem estava com a razão.

A título de informação o Laboratório Espacial apresenta abaixo um infográfico com alguns dados interessantes sobre Jornada nas Estrelas.







Mais:
Videocast Fora de Órbita (Fernando Lima & JJ Marreiro falam de Star Trek)
Trek Brasilis - A fonte de Jornada nas EStrelas em Português
Star Trek New Voyages - Fanfilmes fiéis à série original
Star Trek Continues - Fanfilmes cuja estética e roteiros remetem à TOS.

Prelude to Axanar (legendas disponíveis na barra do youtube)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Geek Expo 2015 : Muitas tribos e uma só sintonia


Geek: Termo modernamente usado para designar apreciadores de cultura pop, games, literatura, RPG,  Hqs e entretenimentos diversos com apelo intelectual.
Expo: Forma contraída de Exposição, podendo por associação livre significar convenção, encontro ou reunião.

Neste setembro de 2015 aconteceu o primeiro Geek Expo, um evento made in Ceará inspirado nos moldes das comic cons. Dubladores, celebridades da web e autores de quadrinhos dividiam espaço com painéis e exposições sobre Marvel, DC, Star Trek e outras séries de tv e franquias cinematográficas.


Espaços para games, stands de memorabilia e colecionáveis, oficinas e palestras estavam entre as atrações. Com destaque para o Artist Alley — num evento feito no Ceará bem que esta seção merecia um título em português — por ali, artistas e ilustradores (de alto nível) dividiam espaço com os autores convidados em sua mesa de autógrafos e encantavam com sua arte todos que visitaram o espaço. Muitos prints (uma espécie de mini-poster), cards, adesivos e artes originais foram disputados pelos fãs. Quadrinhos e artbooks também estavam disponíveis (com opção de autógrafo).



A celebração não seria completa sem a presença de fabulosos cosplays (destaque para a Oficina de Cosplay de Roberta Páscoa e Kim Lima) e uma exposição de estátuas e colecionáveis espalhadas por toda a sede desta Geek Expo, o Centro de Eventos do SEBRAE-CE. Os dias 12 e 13 foram de muita emoção para fãs e convidados com destaque para a palestra do Mino (e rapa-equipe) onde num encontro com leitores foi palco de depoimentos emocionantes e emocionados.

No encerramento houve a entrega do Primeiro Trófeu Al Rio. Um prêmio de reconhecimento concedido a alguns dos convidados por sua contribuição a este encantador mundo do entretenimento. Zilda Boaz, esposa do saudoso artista Al Rio (que dá nome ao prêmio) foi a primeira agraciada e agradeceu o apoio recebido por parte de amigos como Silvio Amarante (Revistas & Cia) e Alzir Fernandes (Gibiteria Fanzine) e o carinho de todos os fãs do Al Rio, o que inclui os organizadores da Geek Expo. A premiação foi apresentada pelo publicitário Rafael Vasconcelos. Amigos e parceiros de Al Rio foram convidados para entregar o troféu aos agraciados: Adão Iturrusgarai, Cris Peter, Mino, Sirlaney e Zilda Boaz.


Todos os ambientes estavam agradavelmente decorados e adequados para receber os fãs de cultura pop, sem superlotação, mesmo com o visível sucesso de público. A Geek Expo foi uma festa do entretenimento saudável e inteligente onde reinou a camaradagem com direito a picos de emoção como na palestra do Mino e na entrega do Prêmio Al Rio. Com tudo isso nos resta parabenizar os realizadores do evento e desejar à Geek Expo uma Vida Longa e Próspera.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Batwest: Um Improvável Cavaleiro das Trevas! (Uma crônica de Dennis Oliveira)



Você sabia que Adam West, o Batman do seriado de 1966, já revelou ter ficado ressentido por não ter sido chamado para reprisar o papel no filme dirigido por Tim Burton em 1989?

Pois é... Agora, venha imaginar e corromper comigo um tempo pretérito que nunca aconteceu (mas bem que poderia)...

Em 1989, a Warner escalou uma promessa oriunda dos Estúdios Disney, Tim Burton, para realizar o filme que celebraria os 50 anos de criação do Batman. E para comemorar a data, Burton julgou apropriado que fosse feita a adaptação da trama que muitos já consideravam o crepúsculo definitivo do Homem Morcego e assim, após algumas reuniões com Frank Miller, a trama de Cavaleiro das Trevas foi preparada para ter sua versão no cinema.

Adam West fora convocado novamente para vestir a capa e o capuz, mas Burton decidiu substituir o uniforme de pelica do seriado de 1966  por uma armadura negra de borracha, que realmente limitava os movimentos do herói mas que soava condizente em forma e função com o  personagem envelhecido e com o ator sexagenário. Jack Nicholson deu ares nunca imaginados ao Comissário Gordon (justificando plenamente o salário obsceno que faturou pelo longa metragem), mas a verdade é que quem roubou o filme foi o Coringa interpretado por Michael Keaton – uma versão aterrorizante e singularmente divertida do Besouro Suco de Os Fantasmas Se Divertem (1988).





Na atmosfera sombria que somente Tim Burton é capaz de criar para nos envolver, o talento brilhante de Jack Palance como o Duas Caras e um elenco secundário que ainda tinha a força do Líder Mutante vivido com pujança por Billy Dee Willians (o eterno Lando Calrisian), o irônico Alfred de Michael Gough e, mesmo sob pesadas críticas, a personagem de Kim Basinger, que flertava com características da Robin Carrie Kelley com Vick Vale, surpreendeu a todos e levou o Oscar de Melhor Atriz que todos atribuíam precipitadamente a Geena Davis por sua atuação em 'O turista acidental' antes de conferir Batman.

Com mais de duas horas de duração, o filme de linguagem tão dinâmica quanto possível se encerra após o embate derradeiro entre Batman e Coringa, mas Burton guardou uma cena (apresentada depois dos créditos finais) que arrebatou o coração dos fãs: o diálogo entre Superman (Christopher Reeve retornando ao papel do Homem de Aço 2 anos depois de Superman IV Em busca da Paz) e o presidente dos E.U.A. (Ronald Reagan poucos meses após o fim de seu mandato) a respeito das ações do vigilante de Gotham...

O filme deteve a marca histórica de maior bilheteria do cinema até o lançamento de Avatar (2009), mas os fãs teriam que esperar até 1992 para vislumbrar o desfecho total... e isso fica pra outro dia, amigos imaginautas.









Este artigo teve textos de Dennis Oliveira e imagens de JJ Marreiro
Mais sobre o Dennis Oliveira:
Profile no site Quadro-a-Quadro
Dennis Oliveira no Deviantart
Guardiões



http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2016/03/porque-o-batman-e-tao-legal-por-dennis.html


http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2013/07/quem-e-o-superman.html

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Uma só bala! (por Diêgo Silveira)



Imagine-se em um típico tiroteio de Bang-Bang. Não o duelo convencional (um contra um, ao pôr-do-sol), mas sim naquela cena em que, com um ou no máximo dois colts carregados (entenda-se seis balas em cada tambor e pouquíssimas no coldre) você adentra uma cidade semideserta e encontra-se cercado de um sem número de rufiões, ocultos em cada esquina, todos a postos e aptos para dar cabo de sua vida.



Ora, numa enrascada dessas, você não há de desperdiçar nem um tiro sequer, certo? E, caso possa derrubar dois inimigos com uma mesma bala, é precisamente isso que fará! Pois sabe que, a despeito de suas habilidades, a munição é escassa e não mais abundantes serão os momentos em que poderá recarregar o tambor. Cada tiro é vital! E, fatalmente, chegará o momento em que só lhe restará uma bala. Quanto ao número de contendores a serem obliterados? Você não sabe...

Esse tipo de raciocínio é de suma conveniência aos apostadores do mercado de quadrinhos brasileiro. Um pensamento linear, do tipo “One-Shot”. A expressão, de origem inglesa, vem sendo empregada para denotar as HQs cujo começo, meio e fim de uma narrativa são contemplados num mesmo episódio. Os quadrinhos one-shots não preveem ou requerem, para uma sensação de conclusão ou encerramento da narrativa, de um segundo ou terceiro episódio. Eles são autossuficientes e isso desobriga o leitor de acompanhar uma série para sentir que usufruiu do toda da história, apresentada-lhe casualmente.

Por que tal raciocínio é tão adequado aos autores e publicadores de quadrinhos daqui? Porque a maior parte das experiências passadas com séries envolveu um penoso processo de descontinuação. Fato que deve-se à escassez de investimentos no setor, ainda incipiente em muitos aspectos, afora várias outras razões.

Todavia, com este artigo não pretende-se inferir que histórias autoconclusivas são potencialmente superiores a narrativas serializadas (embora a opinião deste articulista, reconhecidamente, tenda a isso). Também não intenta-se afirmar que histórias capitulares (constituída de vários capítulos publicados separadamente) deveriam ser banidas do contexto editorial brasileiro... Nem poderiam. Afinal é de conhecimento comum que ambos os modelos têm sua importância ficcional e editorial.
A bem da verdade, o ponto crucial deste texto é... Num mercado ainda inóspito como o do quadrinho brasileiro, são parcas as garantias de que um leitor (convencional ou não) há de conceder um segundo olhar à sua obra.

Portanto recomenda-se: Se você é um autor e oferece ao público uma experiência de leitura, trate de apresentar algo representativo do todo do seu trabalho. Algo que tenha consistência, que fale por si, que sustente-se sobre as próprias bases.

Lembre-se... Essa história pode ser a derradeira. Pode ser a sua única bala.




Yázigi Geek Festival 2015 - Programação


O Yázigi, tradicional curso de línguas estrangeiras, abre as portas para o mundo pop e para a cultura nerd neste primeiro Yázigi Geek Festival. A cada dia o mundo do entretenimento se torna mais próximo de seu público e eventos como este são uma oportunidade de conhecer pessoas, trocar idéias e descobrir novos seriados, novos animes, mangás, quadrinhos etc.

A música não fica de fora com os fãs de K-pop ou J-pop divulgando para os neófilos um novo som vibrante vindo da Coreia do sul ou do Japão. As oficinas de desenho, quadrinhos e várias outras atividades transformam o evento num momento de aprendizado e de intercambio.

O Yázigi Geek Festival ocorrerá no dia 28 de agosto (2015) das 14h às 20h. Além da programação com palestras, concurso de cosplay, oficinas e apresentações diversas haverá um estande da Gibiteria Fanzine com livros, quadrinhos, posters, botons e outros itens relacionados ao universo Geek/Nerd. Confira abaixo a programação:


Oficinas


Workshop de Mangá – nível iniciante
Milena Fernandes - TOM
15h às 16h – Sala 12


Argumento & Roteiro - Toques básicos para
encantar seu leitor.
JJ Marreiro
17h às 18h – Sala Vídeo


Oficina de KPOP
Double A
17h às 18h

Palco Principal

Bate Papo sobre Card e Board Games
Villa do RPG
15h às 16h


Palestra sobre RPG – Dungeons & Dragons
Daniel Oliveira
16h às 17h


KPOP – Apresentações e Oficina
Double A
17h às 18h


Mesa Redonda – Quadrinhos
JJ Marreiro, Daniel Brandão, Mano
Araújo e Carlos Tourinho
18h às 19:30


Concurso de Cosplay
19:30 às 20h

Yázigi Geek Festival
ENTRADA FRANCA
Yázigi Sede Aldeota
Rua Eduardo Garcia, 495
fone: (85) 4005-4999

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

R.F.Lucchetti, O Mestre do Terror com nova coleção e uma série animada!


Recentemente o renomado escritor e roteirista Rubens Francisco Lucchetti começou a relançar vários sucessos seus através do selo Corvo do Grupo Editorial ACP e também pela Editora Devaneio. O primeiro número do selo Editorial Corvo foi As Máscaras do Pavor que saiu o final do ano passado que fará parte da Coleção R.F.Lucchetti.

Logo no final do livro, já havia sido anunciado o próximo volume O Museu dos Horrores, inclusive com uma prévia do primeiro capítulo.  A coleção havia prometido ter 15 títulos, no entanto até o presente momento nada mais havia sido divulgado. Isso até essa semana.



Ontem, 19 de agosto, o mestre Lucchetti (como é carinhosamente chamado pelos fãs) e seu filho também escritor Marco Aurélio reuniram-se com o pessoal da Editorial Corvo para decidir quais seriam os quinze títulos da Coleção R. F Lucchetti. Segundo o mestre, cada um deles irá enfocar um tema específico do Horror, do Suspense, do Policial e do Fantástico.
Os quinze títulos e seus respectivos temas serão:

1 - As Máscaras do Pavor – (já publicado) o thriller (na história, tudo é um jogo de aparências, em que nada é o que parece ser);

2 - O Museu dos Horrores - os monstros (o Lobisomem, Drácula e o Monstro de Frankenstein);

3 - O Abominável Dr. Zola - o cientista maluco;

4 - Os Amantes da Sra. Powers - o noir, em que proliferam as narrativas repletas de reviravoltas;

5 - Os Olhos do Vampiro - o vampirismo;

6 - Rachel - as mulheres-vampiros;

7 - O Emissário de Satã - o satanismo;

8 - Gênesis, Depois do Fim - a ficção científica apocalíptica;

9 - No Domínio do Mistério - o misticismo;

10 - Cherchez la Femme! (Procure a Mulher!) - as femmes fatales;

11 - Uma Loura à Janela - os detetives particulares;

12 - Nasce uma Lenda - Rei Arthur e Merlin:

13 - O Fantasma da Prima Lavínia - os fantasmas;

14 - A Filha das Trevas - a bruxaria;

15 - O Fantasma de Greenstock - o gótico.

Além desses quinze títulos, haverá um volume extra, com uma trama inédita O Lago Maldito  que está sendo escrita a quatro mãos com o filho Marco Aurélio e que tem como tema os zumbis.

O volume 2  O Museu dos Horrores acaba de chegar hoje da gráfica e já está disponível para a venda no site da editora. O objetivo é publicar um título novo a cada quatro ou cinco meses.

E brevemente também teremos a série animada Fantasmagorias de R. F Lucchetti baseada nos contos de Lucchetti produzida pelo Graphicinema – estúdio de animação. O primeiro episódio será O Sino de Montebello. Na página do estúdio no Facebook poderá ser acompanhada toda a produção com making of, artes conceituais, vídeos etc.

Esta mesma trama já havia sido adaptada para um curta com atores que seria o primeiro de uma série na Web denominada Histórias do Corvo, mas que infelizmente acabou não sendo realizada.

 Esse primeiro episódio encontra-se disponível no Youtube com o título Sino de Natal – Histórias do Corvo.

O título Fantasmagorias vem de um livro do autor, uma antologia de contos fantásticos, de suspense e terror organizados pelo filho Marco Aurélio e ilustrados pelo artista Emir Ribeiro. Fantasmagorias pode ser adquirido no Facebook do própiro autor via mensagem inbox .



Já considerado uma lenda viva, mestre do terror e da literatura pulp no Brasil, o paulista de Santa Rita do Passa Quatro Rubens Francisco Lucchetti que vive modestamente na cidade de Jardinópolis  no interior de São Paulo, está entre os mais conceituados escritores do país e até mesmo do mundo. E não é para menos. Lucchetti é autor de mais de 1.500 livros, mais de 300 roteiros para HQs, 25 roteiros para o cinema, 30 seriados de rádio e por aí vai. Currículo dificilmente alcançado por outro escritor se é que existe algum que se aproximou dele nesses quesitos.

Além do título merecido de mestre do terror, Lucchetti foi o introdutor da literatura pulp no Brasil, vem daí seu título. O roteirista preferido do cineasta Ivan Cardoso e José Mojica Marins ajudou a moldar a personalidade do personagem de filmes de terror Zé do Caixão.  Já tendo ganho um Kikito  no Festival de Cinema de Gramado (prêmio máximo nacional concedido nesse evento). E também um Troféu HQ Mix na categoria Grande Mestre.



No final do ano passado foi citado pelo The New York Times com o título: A Human Pulp-Fiction Factory Becomes a Cult Hero ( A Fábrica Humana de Literatura Pulp Torna-se um Herói Cult). Também tivemos uma matéria no Caderno de Cultura do Estadão, na revista Isto é e constantes páginas sobre o mestre no blog do Uol e demais blogs e sites na web.


Nós do Laboratório Espacial desejamos vida longa e próspera ao mestre Luccheti e sua obra!




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