segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Os Renegados Volume Um (por Dennis Oliveira)



 Atualmente, o Universo DC conta com uma equipe intitulada Capuz Vermelho e os Fora da Lei, grupo composto pelo revivido ex-Robin Jason Todd, Roy Harper (Arsenal) e Estelar, a princesa guerreira de Tamaran. De postura “pró-ativa” em relação aos ataques e estratagemas dos super-vilões, em que os heróis deixam de agir como “bombeiros” e passam a atuar como “caçadores”, tais figuras empreendem voluntoriosa batalha contra o crime... Mas os primórdios do conceito da equipe foram forjados há mais três décadas no título  Batman e Os Renegados, escritor por Mike W. Barr (Camelot 3000) e ilustrado pelo saudoso Jim Aparo (Batman). Conheça agora, os Renegados originais, meu grupo favorito de super-heróis!


Anos atrás o Barão Bedlam (não o vilão de Apokolips) invadiu e dominou a Markóvia, um pequeno reino na Europa oriental. As cidades foram tomadas pelo caos, vários estrangeiros foram capturados, entre eles Lucius Fox, alto executivo das empresas Wayne que havia sido enviado pelo próprio Bruce (Batman) momentos antes da insurreição. 

Batman estava caçando um traficante quando tomou ciência da situação e imediatamente convocou uma reunião da antiga Liga da Justiça, a “geração do satélite”. O Cavaleiro das Trevas propôs invadir a Markóvia, mas isso foi recusado pelo Superman, que temia uma piora da situação caso os membros da Liga viessem a interferir em assuntos internos de qualquer país. Batman, revoltado, abandona a equipe. Esse momento é curioso e tenso. Curioso, pois vemos o anárquico Arqueiro Verde surpreender-se com a decisão de Batman... Já a “tensão” está presente quando o Morcego demonstra não ter papas na língua quanto a seus ideais, desafiando (e menosprezando) o Superman e qualquer outro que tentasse impedi-lo. Melhores frases:

“Você fez isso. Eu não” cortando o Superman que acabara de falar que havia dado sua palavra a ONU de que ninguém da Liga iria interferir. Segue um sonoro “Muito bem, nesse caso, a partir de agora eu estou fora da Liga”. 

“Nunca quis que as pessoas me imitassem, apenas que me temessem” respondendo a afirmação da Mulher Maravilha de que a Trindade sempre foi um exemplo pros demais.

E...
“Eu ouvi o grito dos moribundos, das vítimas do crime e da injustiça. Eu jurei que faria todo o possível para proteger as pessoas. Se alguém quiser me deter, vai ter que me matar” para um “mas” do Super.



Em companhia do herói Raio Negro, Batman vai à Markóvia, onde encontra outros superseres em ação: Halo (uma garota sem memórias, capaz de voar e com poderes diferentes advindos de cada cor de sua aura permanente), Katana (uma samurai em busca de vingança contra um general do exército de Bedlam) e Metamorfo (Rex Mason em busca da Doutora Helga Jace, cientista da Markóvia que em teoria era capaz de encontrar uma forma de reverter sua transmutação). Nesse ínterim, o governo destituído toma suas próprias medidas para combater o usurpador, e concede superpoderes ao príncipe Brion Markov, que vem a se tornar o Geoforça através de uma máquina criada pela Dra.Helga. Sob a liderança de Batman, os meta-humanos derrotam Bedlam e fundam a equipe dos Renegados. Um dos momentos mais divertidos é forma como o grupo é batizado. Batman identifica o potencial do grupo com a Liga antes das regras se tornarem mais importantes que as ações... Assim, o Cavaleiros da Trevas decide voltar a trabalhar em equipe. Ele promete ajudar Halo a descobrir seu passado, ensina-los a usar seus poderes... E quando está tudo “certo” para a recém-formada equipe, Metamorfo questiona: “Um bando de renegados como nós? Até que pode dar certo, mas como vamos nos chamar”. “Você já disse, os Renegados! O que acha, Batman?”... “Na falta de um nome melhor, acho que esse serve” responde a Geoforça. Os desenhos de Jim Aparo dão um ar “clássico” a essas histórias de origem, garantindo seu lugar entre outras edições lendárias em que supergrupos unem força pela primeira vez.


Os Renegados tiveram sua base em Gotham City inicialmente. Ocorreram diversas aventuras em que se ergueram os principais inimigos do grupo, como o Quinteto Mortal e novos vilões concebidos pelo escritor Mike W. Barr. Houve ainda um crossover com os Novos Titãs de Marv Wolfman e George Pérez – e um ponto alto é Dick Grayson problematizando o fato de Bruce sequer ter revelado sua identidade para o grupo. A equipe fez uma breve aparição no encerramento da saga titânica intitulada Contrato de Judas, e Brion Markov, o Geoforça foi “poupado” da verdade sobre os Atos de sua irmã, a traidora Terra

Entre as aventuras do time cabe dizer que os Renegados lutaram no mega-evento-cósmico conhecido como Crise nas Infinitas Terras, sendo que o Geoforça foi um dos heróis recrutados pelo Monitor. Tempos depois Batman descobriu que Halo era uma alienígena que havia sido ferida mortalmente, buscando “refúgio” no corpo de Violet Harper, uma assassina. Uma heroína pouco conhecida chamada Ventania veio a se unir as fileiras da equipe, mas não demorou para que começassem a acontecer conflitos ideológicos (e metodológicos) entre Batman e o restante do grupo. No melhor estilo, “a história se repete”, Bruce abandona a equipe. Como consequência, os demais membros se mudaram para Los Angeles, onde a Lia Biggs se torna a heroína Divina e se junta a eles – levando o grupo a se aventurar no reino subterrâneo da Abyssia, profundamente abaixo dos alpes suíços, e fazer novos e perigosos inimigos. O último membro a integrar a superequipe foi o Cavaleiro Atômico, um ex-funcionário dos Laboratórios Delta que desenvolveu uma armadura impressionante. Jim Aparo desenhou os Renegados por cerca de quarenta edições, sendo substituído pelo talentoso Alan Davis. Barr manteve-se constante em roteiros dinâmicos e abordagem inovadoras desde o início – Mike Barr foi o roteirista de revistas excelentes como Batman Ano II, Batman, o Filho do Demônio e o épico Camelot 3000.

Logo, graças a Geoforça, os Renegados passaram a ser financiados pelo governo da Markóvia, embora não precisassem prestar contas a seus dirigentes. Uma saga de grandes proporções veio marcar o fim do que seria entendido como o “primeiro volume” dos Renegados: Milênio. Eles foram traídos pela Dra. Helga Jace que na verdade era uma espiã infiltrada dos Caçadores Cósmicos. A consultora científica da equipe assassinou Metamorfo e morreu em seguida. Enfrentando os Caçadores nos subterrâneos da Márkovia, Halo é seriamente ferida e entra estado de coma, sobrevivendo numa câmara hiperbárica e ficando sob os cuidados da amiga Katana. Divina reverte a seu estado original, a indefesa Lia Biggs. Tais fatos levam o grupo a se dissolver. Raio Negro continuou a atuar esporadicamente nas ruas de Gotham. Com a morte de seu irmão, o príncipe Greg, Geoforça, passa ajudar sua cunhada, a rainha Ilona, a governar a Markóvia. Embora Metamorfo
tenha renascido misteriosamente graças à bomba meta-humana liberada pelos alienígenas Dominions durante a Invasão, os Renegados nunca mais se reuniram. Até a Markóvia ser invadida muitos anos depois por vampiros, dando início ao volume dois! Mas isso é uma outra história...




http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2016/03/porque-o-batman-e-tao-legal-por-dennis.html





sábado, 7 de novembro de 2015

JORNADA de volta à TV!



Com o sucesso dos filmes produzidos por JJ Abrams, Jornada nas Estrelas voltou à crista da onda. A última Trek série na TV, Enterprise, encerrou em 2005. De lá para cá, fora alguns boatos criativos, não houve nenhuma menção de uma nova Trek série. Em 2009, Jornada voltou aos cinemas numa proposta criativa e moderna capitaneada pelo Produtor e Diretor JJ Abrams. O filme (Star Trek 2009) estabeleceu uma nova linha temporal (apelidada pelos fãs de Abramsverse) e de acordo com ela, apenas os eventos vistos em Enterprise (2001/2005) são cânone. Em 2013 veio o segundo filme fazendo referência a Ira de Khan (1982) e em 2016 estreará Star Trek Beyond. O Abramsverse é um prato cheio para o cinema: atores e atrizes jovens cheios de sex appeal para agradar garotinhas e garotões, tragédia, intrigas, ciuminhos e invejinhas, cenários brilhantes, design arrojado, muita ação, muito drama e roteiros envolventes e inteligentes, não se pode negar.

Desde a estréia do filme de 2009 que eu conjecturo entre amigos (e em bate-papos e palestras) um retorno de Jornada à TV. Sejamos lógicos: a série nasceu na TV. Tornou-se uma referencia mundial em termos de série,  de Ficção Científica e de mobilização de fãs. Algo semelhante ocorre com Ultraman (no Japão), Doctor WHO (na Inglaterra) que em seus países são praticamente "patrimônios culturais". Jornada nas Estrelas, uma franquia com fãs no planeta inteiro é uma marca rentável e está distribuída em milhares de produtos que vão de livros e blue-rays a cortadores de pizza, abridores de lata e action figures.

Enquanto a maioria dos trekkers de meu convívio acreditavam que Jornada só voltaria à TV depois dos filmes do Abramsverse perderem audiência, minha opinião e torcida divergiam da maioria. A crença é que demoraria alguns bons 6 a 10 anos até a série criada por Gene Roddenberry voltar às televisões do mundo. Voltando à lógica Spockiana: Star Trek é uma franquia administrada por produtores que tem como objetivo ganhar dinheiro. Assim seria mera consequencia pensar que eles deveriam aproveitar o frisson estabelecido pelo Abramsverse para faturar com uma nova série de TV.

Em novembro de 2015 foi anunciada uma nova Trek série a estrear em Janeiro de 2017. Com isso começam a surgir especulações e os primeiros sinais de amor e ódio, antes mesmo da divulgação de qualquer imagem, sinopse ou atores. Mas isto é um retrato de nossos tempos e este fator tem sido muito utilizado pelos departamentos de marketing para conseguir mídia espontânea.


Vamos agora a uma série de pensamentos e especulações (lógicas ou não) sobre esta nova Trek série:








-Atores de cinema possuem um nível de cachê que uma produção televisiva não comporta. Então
pare de sonhar com o elenco dos filmes de Abrams numa série de TV. Possivelmente vão contratar atores novos, lançar alguns novos talentos cujos rostos serão associados inicialmente aos personagens que vão interpretar nesta série. Isto será uma oportunidade de ouro para uma equipe de maravilhosos sortudos.

-Convidados e participações especiais. Para garantir um certo nível de familiaridade — e para arrebanhar civis (não trekkers) para a audiência, algum ator razoavelmente conhecido da TV deve ser contratado. Posso até chutar que vão acabar chamando algum ator que já passou por CSI, NCIS, Lost, Fringe ou algo do tipo Last Ship. Em algum momento atores de outras produções da franquia devem fazer participações especiais, isto é uma aposta segura. Basta lembrar das aparições de Deforest Kelley, Jemes Dohan, Leonard Nimoy e William Shatner em aventuras da Nova Geração.








-A probabilidade da série se passar no Abramsverse é grande. Seria muito ousado imaginar a possibilidade de ver a tripulação de Picard nessa realidade? Não se sabe. Entretanto, como o produtor é Alex Kurtzman (co escritor dos dois primeiros filmes do Abramsverse) seria uma grande surpresa se a série se passasse no Universo Prime (universo da série original e cuja linha cronológica engloba 703 episódios, 10 filmes e, para alguns, mais 22 episódios animados).














-Nova série, novos recursos. É possível inferir que os novos episódios sejam escritos pensando no novo público de séries, com mais ganchos, mais romances (e intrigas), uma trama central unindo todos os episódios, mesmo que existam aventuras auto-contidas. Os produtores devem manter os elementos que deram certo nas séries anteriores e adicionar novos recursos e temas. Como temos visto em outras Trek séries metáforas com a situação política e social do nosso mundo, elementos de ficção mais séria e filosofia não devem ficar fora da estrutura do programa.

A série (produzida em comemoração aos 50 anos da série original) será distribuída inicialmente pelo serviço de streaming da CBS e posteriormente pela CBS Studios International. A estreia está agendada para janeiro de 2017 e para muita gente, a contagem regressiva começou, alguns esperando ver uma nova tripulação indo audaciosamente onde nenhum homem jamais esteve outros apenas torcendo para que não manchem o legado.

Enquanto não chega a nova Trek Série veja novas aventuras com a estética da Série Clássica em produções de fãs que amam e respeitam a tradição do Grande Pássaro da Galáxia:

- Star Trek New Voyages


- Star Trek Continues

- Prelude to Axanar

- Axanar (Vulcan scene)



http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2015/11/jornada-nas-estrelas-resumo-da-opera.html

Jornada nas Estrelas - Resumo da Ópera



Jornada nas Estrelas (Star Trek) é uma série de TV criada em 1965 e exibida inicialmente entre 1966 e 1968 em três temporadas. Os episódios narravam as viagens da nave estelar USS Enterprise, sob comando do Capitão James Tiberius Kirk, auxiliado pelo imediato e oficial de ciências Spock Grayson — quer dizer que você não sabia o sobrenome humano do Sr. Spock?! Tudo bem. O mais importante é que Jornada nas Estrelas (criada pelo produtor Gene Roddenberry) era uma série que propunha um futuro otimista para a humanidade e cada episódio explorava um tema ou levantava discussões filosóficas sobre a sociedade, política, história e sobre a alma humana.

Após resolver os problemas do planeta, o homem parte para o espaço motivado pela curiosidade científica. Nesse contexto nasce a Frota Estelar que tem por missão pesquisar novos mundos e novas civilizações e serve à Federação dos Planetas Unidos, uma instituição multi-planetária que reúne planetas que já conseguiram desenvolver a viagem de dobra, um sistema de propulsão que permite viajar à velocidade da luz. A série Enterprise (2001/2005) mostra a gênese da Frota Estelar e a fundação da Federação dos Planetas Unidos enquanto narra as viagens do Capitão Jonathan Archer (Scott Bakula de Quantum Leap e NCIS New Orleans) e sua tripulação à bordo da Enterprise NX-01.

Jornada nas Estrelas- A Nova Geração (1987/1994) foi produzida quase 20 anos após o cancelamento da série original. As aventuras mostram uma nova Entreprise e uma nova tripulação 95 anos após os acontecimentos vistos na série clássica. A mitologia da série foi expandida, novos povos e civilizações, novos desafios e novos inimigos surgiram, mas os temas e a profundidade mostrada anteriormente em Jornada continuou.

Deep Space Nine (1993/1999) foi exibida no Brasil como Jornada nas Estrelas - A Nova Missão e desta vez os episódios eram centrados numa estação espacial na fronteira mais distante da galáxia, uma rota cheia de perigos e conflitos iminentes.

Voyager (1995/2001) mostra uma nave perdida no espaço a 70.000 anos-luz do espaço da Federação exposta a perigos e desafios que nenhuma nave da Frota Estelar jamais enfrentou.

Em comum as séries de Jornada nas Estrelas mantem o tom de ficção-científica hard, mais sério e filosófico, especulando como o homem lidará com os problemas do amanhã, e como lidará com seus desafios e medos interiores ante o desconhecido. Gene Roddenberry, ex-piloto militar e ex-policial começou uma carreira de roteirista ainda quando era policial. Escreveu episódios para séries de western e policiais até tornar-se produtor para levar adiante o tipo de histórias que gostaria de contar. O grande desafio que enfrentou foi o ceticismo dos produtores de TV da época, que não acreditavam que uma série com senso crítico tão apurado tivesse chance de êxito. Hoje 703 episódios em 5 séries live-action (até agora, nov/2015) e mais 22 episódios de uma série de animação a história mostrou quem estava com a razão.

A título de informação o Laboratório Espacial apresenta abaixo um infográfico com alguns dados interessantes sobre Jornada nas Estrelas.







Mais:
Videocast Fora de Órbita (Fernando Lima & JJ Marreiro falam de Star Trek)
Trek Brasilis - A fonte de Jornada nas EStrelas em Português
Star Trek New Voyages - Fanfilmes fiéis à série original
Star Trek Continues - Fanfilmes cuja estética e roteiros remetem à TOS.

Prelude to Axanar (legendas disponíveis na barra do youtube)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Geek Expo 2015 : Muitas tribos e uma só sintonia


Geek: Termo modernamente usado para designar apreciadores de cultura pop, games, literatura, RPG,  Hqs e entretenimentos diversos com apelo intelectual.
Expo: Forma contraída de Exposição, podendo por associação livre significar convenção, encontro ou reunião.

Neste setembro de 2015 aconteceu o primeiro Geek Expo, um evento made in Ceará inspirado nos moldes das comic cons. Dubladores, celebridades da web e autores de quadrinhos dividiam espaço com painéis e exposições sobre Marvel, DC, Star Trek e outras séries de tv e franquias cinematográficas.


Espaços para games, stands de memorabilia e colecionáveis, oficinas e palestras estavam entre as atrações. Com destaque para o Artist Alley — num evento feito no Ceará bem que esta seção merecia um título em português — por ali, artistas e ilustradores (de alto nível) dividiam espaço com os autores convidados em sua mesa de autógrafos e encantavam com sua arte todos que visitaram o espaço. Muitos prints (uma espécie de mini-poster), cards, adesivos e artes originais foram disputados pelos fãs. Quadrinhos e artbooks também estavam disponíveis (com opção de autógrafo).



A celebração não seria completa sem a presença de fabulosos cosplays (destaque para a Oficina de Cosplay de Roberta Páscoa e Kim Lima) e uma exposição de estátuas e colecionáveis espalhadas por toda a sede desta Geek Expo, o Centro de Eventos do SEBRAE-CE. Os dias 12 e 13 foram de muita emoção para fãs e convidados com destaque para a palestra do Mino (e rapa-equipe) onde num encontro com leitores foi palco de depoimentos emocionantes e emocionados.

No encerramento houve a entrega do Primeiro Trófeu Al Rio. Um prêmio de reconhecimento concedido a alguns dos convidados por sua contribuição a este encantador mundo do entretenimento. Zilda Boaz, esposa do saudoso artista Al Rio (que dá nome ao prêmio) foi a primeira agraciada e agradeceu o apoio recebido por parte de amigos como Silvio Amarante (Revistas & Cia) e Alzir Fernandes (Gibiteria Fanzine) e o carinho de todos os fãs do Al Rio, o que inclui os organizadores da Geek Expo. A premiação foi apresentada pelo publicitário Rafael Vasconcelos. Amigos e parceiros de Al Rio foram convidados para entregar o troféu aos agraciados: Adão Iturrusgarai, Cris Peter, Mino, Sirlaney e Zilda Boaz.


Todos os ambientes estavam agradavelmente decorados e adequados para receber os fãs de cultura pop, sem superlotação, mesmo com o visível sucesso de público. A Geek Expo foi uma festa do entretenimento saudável e inteligente onde reinou a camaradagem com direito a picos de emoção como na palestra do Mino e na entrega do Prêmio Al Rio. Com tudo isso nos resta parabenizar os realizadores do evento e desejar à Geek Expo uma Vida Longa e Próspera.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Batwest: Um Improvável Cavaleiro das Trevas! (Uma crônica de Dennis Oliveira)



Você sabia que Adam West, o Batman do seriado de 1966, já revelou ter ficado ressentido por não ter sido chamado para reprisar o papel no filme dirigido por Tim Burton em 1989?

Pois é... Agora, venha imaginar e corromper comigo um tempo pretérito que nunca aconteceu (mas bem que poderia)...

Em 1989, a Warner escalou uma promessa oriunda dos Estúdios Disney, Tim Burton, para realizar o filme que celebraria os 50 anos de criação do Batman. E para comemorar a data, Burton julgou apropriado que fosse feita a adaptação da trama que muitos já consideravam o crepúsculo definitivo do Homem Morcego e assim, após algumas reuniões com Frank Miller, a trama de Cavaleiro das Trevas foi preparada para ter sua versão no cinema.

Adam West fora convocado novamente para vestir a capa e o capuz, mas Burton decidiu substituir o uniforme de pelica do seriado de 1966  por uma armadura negra de borracha, que realmente limitava os movimentos do herói mas que soava condizente em forma e função com o  personagem envelhecido e com o ator sexagenário. Jack Nicholson deu ares nunca imaginados ao Comissário Gordon (justificando plenamente o salário obsceno que faturou pelo longa metragem), mas a verdade é que quem roubou o filme foi o Coringa interpretado por Michael Keaton – uma versão aterrorizante e singularmente divertida do Besouro Suco de Os Fantasmas Se Divertem (1988).





Na atmosfera sombria que somente Tim Burton é capaz de criar para nos envolver, o talento brilhante de Jack Palance como o Duas Caras e um elenco secundário que ainda tinha a força do Líder Mutante vivido com pujança por Billy Dee Willians (o eterno Lando Calrisian), o irônico Alfred de Michael Gough e, mesmo sob pesadas críticas, a personagem de Kim Basinger, que flertava com características da Robin Carrie Kelley com Vick Vale, surpreendeu a todos e levou o Oscar de Melhor Atriz que todos atribuíam precipitadamente a Geena Davis por sua atuação em 'O turista acidental' antes de conferir Batman.

Com mais de duas horas de duração, o filme de linguagem tão dinâmica quanto possível se encerra após o embate derradeiro entre Batman e Coringa, mas Burton guardou uma cena (apresentada depois dos créditos finais) que arrebatou o coração dos fãs: o diálogo entre Superman (Christopher Reeve retornando ao papel do Homem de Aço 2 anos depois de Superman IV Em busca da Paz) e o presidente dos E.U.A. (Ronald Reagan poucos meses após o fim de seu mandato) a respeito das ações do vigilante de Gotham...

O filme deteve a marca histórica de maior bilheteria do cinema até o lançamento de Avatar (2009), mas os fãs teriam que esperar até 1992 para vislumbrar o desfecho total... e isso fica pra outro dia, amigos imaginautas.









Este artigo teve textos de Dennis Oliveira e imagens de JJ Marreiro
Mais sobre o Dennis Oliveira:
Profile no site Quadro-a-Quadro
Dennis Oliveira no Deviantart
Guardiões



http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2016/03/porque-o-batman-e-tao-legal-por-dennis.html


http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2013/07/quem-e-o-superman.html

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Uma só bala! (por Diêgo Silveira)



Imagine-se em um típico tiroteio de Bang-Bang. Não o duelo convencional (um contra um, ao pôr-do-sol), mas sim naquela cena em que, com um ou no máximo dois colts carregados (entenda-se seis balas em cada tambor e pouquíssimas no coldre) você adentra uma cidade semideserta e encontra-se cercado de um sem número de rufiões, ocultos em cada esquina, todos a postos e aptos para dar cabo de sua vida.



Ora, numa enrascada dessas, você não há de desperdiçar nem um tiro sequer, certo? E, caso possa derrubar dois inimigos com uma mesma bala, é precisamente isso que fará! Pois sabe que, a despeito de suas habilidades, a munição é escassa e não mais abundantes serão os momentos em que poderá recarregar o tambor. Cada tiro é vital! E, fatalmente, chegará o momento em que só lhe restará uma bala. Quanto ao número de contendores a serem obliterados? Você não sabe...

Esse tipo de raciocínio é de suma conveniência aos apostadores do mercado de quadrinhos brasileiro. Um pensamento linear, do tipo “One-Shot”. A expressão, de origem inglesa, vem sendo empregada para denotar as HQs cujo começo, meio e fim de uma narrativa são contemplados num mesmo episódio. Os quadrinhos one-shots não preveem ou requerem, para uma sensação de conclusão ou encerramento da narrativa, de um segundo ou terceiro episódio. Eles são autossuficientes e isso desobriga o leitor de acompanhar uma série para sentir que usufruiu do toda da história, apresentada-lhe casualmente.

Por que tal raciocínio é tão adequado aos autores e publicadores de quadrinhos daqui? Porque a maior parte das experiências passadas com séries envolveu um penoso processo de descontinuação. Fato que deve-se à escassez de investimentos no setor, ainda incipiente em muitos aspectos, afora várias outras razões.

Todavia, com este artigo não pretende-se inferir que histórias autoconclusivas são potencialmente superiores a narrativas serializadas (embora a opinião deste articulista, reconhecidamente, tenda a isso). Também não intenta-se afirmar que histórias capitulares (constituída de vários capítulos publicados separadamente) deveriam ser banidas do contexto editorial brasileiro... Nem poderiam. Afinal é de conhecimento comum que ambos os modelos têm sua importância ficcional e editorial.
A bem da verdade, o ponto crucial deste texto é... Num mercado ainda inóspito como o do quadrinho brasileiro, são parcas as garantias de que um leitor (convencional ou não) há de conceder um segundo olhar à sua obra.

Portanto recomenda-se: Se você é um autor e oferece ao público uma experiência de leitura, trate de apresentar algo representativo do todo do seu trabalho. Algo que tenha consistência, que fale por si, que sustente-se sobre as próprias bases.

Lembre-se... Essa história pode ser a derradeira. Pode ser a sua única bala.




Yázigi Geek Festival 2015 - Programação


O Yázigi, tradicional curso de línguas estrangeiras, abre as portas para o mundo pop e para a cultura nerd neste primeiro Yázigi Geek Festival. A cada dia o mundo do entretenimento se torna mais próximo de seu público e eventos como este são uma oportunidade de conhecer pessoas, trocar idéias e descobrir novos seriados, novos animes, mangás, quadrinhos etc.

A música não fica de fora com os fãs de K-pop ou J-pop divulgando para os neófilos um novo som vibrante vindo da Coreia do sul ou do Japão. As oficinas de desenho, quadrinhos e várias outras atividades transformam o evento num momento de aprendizado e de intercambio.

O Yázigi Geek Festival ocorrerá no dia 28 de agosto (2015) das 14h às 20h. Além da programação com palestras, concurso de cosplay, oficinas e apresentações diversas haverá um estande da Gibiteria Fanzine com livros, quadrinhos, posters, botons e outros itens relacionados ao universo Geek/Nerd. Confira abaixo a programação:


Oficinas


Workshop de Mangá – nível iniciante
Milena Fernandes - TOM
15h às 16h – Sala 12


Argumento & Roteiro - Toques básicos para
encantar seu leitor.
JJ Marreiro
17h às 18h – Sala Vídeo


Oficina de KPOP
Double A
17h às 18h

Palco Principal

Bate Papo sobre Card e Board Games
Villa do RPG
15h às 16h


Palestra sobre RPG – Dungeons & Dragons
Daniel Oliveira
16h às 17h


KPOP – Apresentações e Oficina
Double A
17h às 18h


Mesa Redonda – Quadrinhos
JJ Marreiro, Daniel Brandão, Mano
Araújo e Carlos Tourinho
18h às 19:30


Concurso de Cosplay
19:30 às 20h

Yázigi Geek Festival
ENTRADA FRANCA
Yázigi Sede Aldeota
Rua Eduardo Garcia, 495
fone: (85) 4005-4999