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sábado, 10 de agosto de 2019

SILÊNCIO! Batman na Área!


A animação Batman: Hush (Silêncio) adapta a sua própria maneira o arco escrito por Jeph Loeb e desenhado por Jim Lee. O longa toma todas as liberdades necessárias para levar a trama para o ambiente das animações embaladas pelos Novos 52 desde Liga da Justiça Guerra (2014). Na verdade, algumas das mudanças realmente melhoram a história de maneira surpreendente, embora pague um certo preço por isso. Batman: Hush não está nada próximo dos melhores desenhos animados produzidos pela DC-Warner, mas ainda pode ser um entretenimento para os fãs.

Um dos pontos altos do longa está na relação mostrada entre Batman e Mulher Gato. Batman: Hush traz ação e uma história intrigante, mas que irá decepcionar quem espera uma atualização exata, quadro a quadro, do quadrinho. No entanto, se você espera uma nova versão, o resultado pode agradar. O longa resolve algumas das deficiências da história em quadrinhos original e oferece o que soa como uma história mais coesa. Ao comparar os dois, o material de inspiração se torna um primeiro rascunho quando comparado ao filme.












 







É claro que nem todos vão concordar, mas as mudanças adicionam uma carga pesada de desenvolvimento de personagem ao elenco do filme (sem spoilers), e que resulta em um final intrigante, melhor do que o material de origem. Tais mudanças funcionariam para o formato quadrinhos? Provavelmente não. Mas muito bem para a animação. Além disso, a reação da Bat-Família ao relacionamento de Batman e Mulher Gato já vale o filme, pois traz profundidade e relevância.
 
Porém, o filme ainda demonstra problemas. Assim como na história em quadrinhos, existem personagens que aparecem em situações “glorificadas” que não causam impacto na trama. Arlequina e Coringa estão tão deslocados quanto no contexto original. Além disso, algumas das alterações fazem com que alguns personagens recebam menos tempo de tela do que a história exige. Não que estrague o filme, mas o compromete em geral. Entrar em mais detalhes sem spoilers é dureza a partir daqui… Este filme é melhor apreciado se encarado com a mente aberta.
Um mal presente em animações anteriores se repete: o tempo de execução do filme, que impacta negativamente no ritmo narrativo para chegar logo ao final apoteótico. Sim, o clímax é imensamente satisfatório e repleto de conseqüências para os personagens.




 




Novamente cabe dizer que a força do filme está em como ele se dedica ao relacionamento entre Batman e Mulher Gato, usando-os como núcleo da história que está sendo contada. Sim, o mistério de Hush ainda é fundamental, mas quase tudo é contado através do relacionamento dos personagens. Isso dá margem para construção e desenvolvimento de ambos, que funciona muito bem. Parece que há mais coisas em jogo, principalmente a vida que os personagens estão construindo juntos.
A animação aqui é boa na maior parte do tempo, ocasionalmente, se percebe um salto na qualidade durante algumas das principais seqüências do filme. Infelizmente, isso significa que há outros momentos que ela cai um pouco, mas o padrão é geralmente como na maioria da linha DC Universe Movie. O design de personagens de Phil Bourassa segue o visual estabelecido desde Liga da Justiça: Guerra e, compreensivelmente, dadas as restrições orçamentárias e a continuidade do filme, guarda espaço para homenagens ao traço de Jim Lee, um bom toque.


 
















Batman: Hush provavelmente acabará sendo filme que divide opiniões entres os espectadores por algumas de suas escolhas, mas, no final, ainda é uma agradável diversão. Pode apresentar algumas deficiências, mas elas são mínimas se comparadas ao conjunto da obra. O mistério da identidade de Hush equilibra muito bem a exploração mais profunda do filme sobre o relacionamento de Batman e Mulher Gato. Mas e a cena por trás da identidade de Hush? Simplesmente fantástica. Essa adaptação pode não ser exatamente o que a maioria espera, mas os prós superam os contras. Recomendo.

http://laboratorioespacial.blogspot.com/2016/03/porque-o-batman-e-tao-legal-por-dennis.html

http://laboratorioespacial.blogspot.com/2018/03/gotham-luz-de-lampioes.html






terça-feira, 9 de abril de 2019

Liga da Justiça vs O Quinteto Fatal !














O produtor Sam Liu (O Retorno do Superman, Batman: 1889) dirige Liga da Justiça vs O Quinteto Fatal a partir de roteiro de Eric Carrasco, Jim Krieg e Alan Burnett, com produção executiva de Sam Register e Bruce Timm (Liga da Justiça / Liga da Justiça Ilimitada, Batman: A Série Animada).
Amparada em personagens tradicionais e um enredo envolvente, a história coloca a Liga da Justiça numa corrida para impedir que o Quinteto Fatal desencadeie o fim do universo. Enfim, uma terça-feira na vida de Batman, Superman e Mulher Maravilha...  Em suma, Liga da Justiça vs O Quinteto Fatal é uma excelente oportunidade para ver e rever a saudosa versão animada dos justiceiros após mais de uma década. A aventura nos (re)conecta emocionalmente com os personagens clássicos de uma maneira diferente, graças à dinâmica com os novos membros da Liga, gerando empatia imediata para acompanhar uma aventura decisiva e contundente.




Liga da Justiça vs. O Quinteto Fatal realmente acontece na continuidade do Universo DC Animated (DCAU), e se passa algum tempo após o final da série da Liga da Justiça Sem Limites, embora o período exato não seja determinado. O filme oferece uma boa dose de nostalgia, como quando recorre ao tema musical da animação do Superman e da própria Liga da Justiça Sem Limites em momentos de ação.




















Entre as novidades temos a Lanterna Verde Jessica Cruz e o futurista membro da Legião dos Super-Heróis, Star Boy, que tem papéis fundamentais na história, somados à Trindade da DC e ao Sr.Incrível. Miss Marte (sobrinha do nosso marciano favorito – desculpem, não resisti), atua como apoio predominantemente ao lado do Batman, numa dinâmica similar a que ele tem com Robin. Cruz é marcada por um trauma severo e Star Boy tem uma mente instável que o torna quase inapropriado para a missão… Mas heroicamente ele luta para tentar ser coerente. Os momentos com tais personagens são extremamente reais, convincentes em suas dores e angústias. E a ameaça representada pelo Quinteto Fatal se torna cada vez mais urgente à medida que observamos Cruz e Star Boy enfrentarem um desafio que eles não estão legitimamente preparados. Isso tudo adiciona uma camada importante a trama. Quanto aos vilões, sua motivação é bastante palpável. Não só temos antagonistas movidos por um objetivo real, mas os riscos também estão lá para eles, que vão enfrentar a lendária Liga da Justiça.




















Existem tantos elementos familiares em Liga da Justiça vs. O Quinteto Fatal que fazem com que o filme seja como um bom episódio nunca produzido de Liga da Justiça Sem Limites. Não obstante, podemos supor que o resultado é um produto feito de fã para fã. Roteiro e direção da Liga da Justiça vs O Quinteto Fatal são harmônicos, Sam Liu definitivamente desempenha seu papel com excelência. Com sorte, este não será o último filme ambientado na linha DCAU, pois sua sensibilidade para a releitura de questões clássicas misturadas a temas modernos sempre será bem vinda.























Os dubladores Kevin Conroy, George Newbern e Susan Eisenberg retornam aos seus papéis como Batman, Superman e Mulher Maravilha e, sinceramente, foi como se não tivessem passado um dia sem dar voz aos personagens que tanto amamos. Conroy soa tão bem como sempre como o Cavaleiro das Trevas, alternando sem esforço entre a faceta sinistra e o sarcamos do personagem. Newbern mantém o aspecto acolhedor e paterno do Superman, aparecendo como uma figura de autoridade forte, mas zelosa. Susan Eisenberg? Ela é a Mulher Maravilha! Sua interpretação é quase indescritível, vai da compaixão ao lado guerreiro da personagem. Diane Guerrero (a Crazy Jane da Patrulha do Destino) dá vida a Jéssica Cruz de uma maneira muito real. Você pode sentir o tremor e a dúvida na voz de Cruz enquanto ela vacila em suas convicções... É absolutamente fascinante. Quando Cruz recita o juramento da Lanterna Verde? Em síntese, podemos afirmar que a dublagem como um todo foi impecável!





















A animação da Liga da Justiça vs O Quinteto Fatal, é bastante sólida, mas em alguns momentos aqui e ali a qualidade estranhamente cai… Movimentos de personagens ficam duros ou completamente rígidos, por exemplo, mas no geral é bastante raro e não chega a causar uma distração. Há também um salto de tempo que surge de maneira abrupta no roteiro e acaba fazendo involuntariamente com que Batman perca uma pista importante sobre a identidade de Star Boy quando os personagens se encontram pela primeira vez… Também teria sido bom dedicar um pouco mais de tempo à história de Jéssica Cruz e Star Boy, mas o que temos ainda é suficiente para nos identificarmos com suas respectivas dificuldades – o que acontece pouco em relação a Miss Marte. Apesar de quaisquer falhas menores, o filme é uma ótima aventura. A história e as escolhas são arrojadas, pois colocam uma personagem como Jessica Cruz no centro das atenções, oferecendo uma perspectiva nova e única neste mundo tão familiar.

Liga da Justiça vs O Quinteto Fatal nos lembra porque amamos os personagens clássicos da DC Comics e também mostra que ainda há muito a ser explorado. O roteiro traz novos rostos e ideias interessantes, é revigorante pensar que novas aventuras podem ser contadas no DCAU caso esta seja, de fato, a opção da Warner Bros. Home Entertainment. Para os fãs de longa data, este filme é, sem hesitação, uma interessante perspectiva sobre a experiência de super-heróis clássicos diante das novas gerações. Dito isto, Liga da Justiça vs O Quinteto Fatal é apenas um excelente retorno que vai deixar os fãs ansiosos por muito mais!

Liga da Justiça vs O Quinteto Fatal
Estúdio: Warner Bros. Animation
Data de lançamento: 30 de março de 2019











https://laboratorioespacial.blogspot.com/p/quadrinhos.html







http://laboratorioespacial.blogspot.com/2015/11/os-renegados-volume-um-por-dennis.html?fbclid=IwAR0PuSjD9uCxdT5qinLHt_gHDVdzsMKmWZZDlTKYcecBN5WfyO_AuhQGejM




segunda-feira, 11 de março de 2019

Action Comics Especial





















Em 2018 o Homem de Aço completou 80 anos de sua primeira publicação. Para comemorar, a DC lançou uma edição especial da Action comics, a revista na qual o personagem estreou (lançada agora aqui pela Panini). Além da data, mais um ponto interessante: é a revista de número mil, provavelmente o único gibi a alcançar essa marca. (Nota do Laboratório: Levando em conta que a revista Detective Comics está se aproximando desta marca, certamente trata-se de um dos poucos a alcançar esta numeração. Vale lembrar também que um dos membros desse clube seleto é sem dúvida o Pato Donald cuja revista no Brasil passou da numeração 2400).

Action comics Especial é um mix de histórias curtas realizadas por diversos roteiristas e desenhistas conhecidos. É uma equipe única, mas de resultado variável. Há HQs muito boas, algumas boas, algumas poucas medianas e uma realmente ruim.
A fina flor dessa edição é “Terra da ação”, com roteiro de Paul Dini (os mesmos dos desenhos animados da DC da década de 90), lápis de José Luís Garcia-López e arte- final de Kevin Nowlan. A história reconta a trajetória do personagem, brincando com sua mitologia. E o desenho é simplesmente lindo, digno de ser apreciado com lupa. São apenas cinco páginas, mas suficientes para valer a edição. 




















Há histórias que não têm tramas, são apenas reflexões sobre ou do personagem. Um bom exemplo é “Carro”, de Geoff Jons e Richard Donner com desenhos de Oliver Coipel, que homenageia a primeira história do personagem e o mostra como justiceiro social que ele era nas primeiras HQs. Já “Do amanhã”, de Ton King e arte de Clay Mann segue o mesmo caminho com resultados bem medianos.
A pior história do volume é “A verdade”, de Brian Michael Bendis e arte de Jim Lee. Bendis apresenta do nada um personagem super-poderoso, capaz de matar o homem de aço (como se já não tivéssemos visto isso na morte do Super-homem) 
(Nota do Laboratório: O vilão chamado Rogol-Zaar rendeu piadas entre os fãs brasileiros devido a cacofonia em seu nome). Em meio à briga dos dois e tentativas mal-sucedidas da Super-moça de interferir no conflito, diálogos “descolados” e deslocados de duas moças sobre a cueca do Super-homem. É uma história que destoa de todo o resto do volume. Aí, na última parte descobrimos que essa história é apenas um trecho de uma HQ da nova fase do personagem.


























Para promover essa nova fase, a DC resolveu colocar uma arte de Jim Lee como capa. No final, uma galeria de capas alternativas mostra pelo menos umas dez capas muito superiores, como destaque para as de Steve Rude, Gabrielle Dell´Otto, Stanley Artegerm Lau e até o brasileiro Felipe Massafera.
(Nota do Laboratório: O próprio Jim Lee apresentou uma arte mais arrojada tanto na edição capa dura quanto em uma das capas variantes. Aliás é importante registrar que "capas variantes" constituem acima de qualquer coisa um artifício de vendas. Foram cerca de 50 capas alternativas e antes do lançamento os varejistas norte-americanos poderiam encomendar capa com um artista específico constando aí 3000 exemplares exclusivos desta capa para a loja).
















IDEIAS DE JECA TATU (blog de Gian Danton)

http://roteiroquadrinhos.blogspot.com/











VEJA TAMBÉM:
http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2016/04/porque-o-superman-e-tao-legal-por.htmlhttp://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2016/03/porque-o-batman-e-tao-legal-por-dennis.html 
http://laboratorioespacial.blogspot.com/2016/04/porque-mulher-maravilha-e-tao-legal-por.html

 

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

LÂMINA SELVAGEM: NOVO SUPER-HERÓI NACIONAL BUSCA APOIO NO CATARSE



A HQ mostra que  a chacina da Candelária ocorreu para encobrir outro crime que acontecia simultaneamente. Na trama, uma empresa de alta tecnologia, a Biotec, desenvolve o Protótipo Biomecânico em Humanos (P.B.H.), e de forma criminosa utiliza cobaias humanas para seus experimentos. Esses cobaias na realidade eram mendigos sequestrados para tal finalidade. Para desviar a atenção do fato dos mendigos estarem sendo sequestrados pela Biotec para experimentos ilegais,  outros mendigo eram chacinados na Candelária no mesmo momento.  Como se não bastasse isso, o país é administrado por um governo corrupto que utiliza contratos com contrapartidas em forma de propina! Em meio a todos esses problemas de criminalidade e corrupção,  surge o Esquadrão Selvagem, criado pela Biotec com o objetivo de proteger as ruas do Rio de Janeiro.


Essa ilustração é meramente para divulgação, não sendo a definitiva que estará na HQ.
No entanto, Biotron, uma empresa de tecnologia e biomecânica rival da Biotec, furta o projeto da P.B.H. aperfeiçoando-o e cria um ciborgue assassino, o Mutilador. Então ele une-se a facções criminosas e passa a caçar os membros do Esquadrão até massacra-los, restando apenas um único sobrevivente.

Esse remanescente acaba descobrindo a verdade sobre seu passado e a partir daí, sai em busca de vingança tanto contra a Biotec que o sequestrou e o utilizou como cobaia humana, quanto contra Mutilador que assassinou seus companheiros e a Biotron responsável pela criação do ciborgue asassino.

Nesse meio tempo ele é sequestrado pela Biotron e passa por um processo de aperfeiçoamento. Após concluído, ele consegue fugir e torna-se o Lâmina Selvagem.





Essa é a trama básica criada pelo pernambucano Adriano Silva e que conta a origem deseu super-herói,  Lâmina Selvagem.
Adriano tem uma empresa de assessoria e consultoria em regimes próprios de previdência e atende em Pernambuco onde reside e também no Rio grande do Norte. Nas horas vagas se dedica a seu personagem.




A arte da HQ é do ilustrador, designer gráfico e quadrinista Ricardo Jaime,  que atua na área criativa à mais de 10 anos e já  fez trabalhos para várias editoras americanas tendo já ilustrado SilverWolf, O Sombra, Batman, Bicho Mix, Barbarella dentre outros e é o desenhista oficial das novas HQs de Mr. Bean para a Dabel Brothers.


Já a capa é do quadrinhista José Luis, que atualmente faz trabalhos para a DC Comics mas já trabalhou para outras editoras americanas tais como  Dark Horse Comics, Valiant Entertainment, Dynamite Entertainment, Top Cow Productions, Zenescope Entertainment, Big Dog Ink.



As cores são do americano  Mike Stefan (Games Cards Alien, Games Cards Captain América, Evil Ernie V2 #1,2,3,4,5,6, Fly: The Fall #1, Wonderland #18, Grimm fairy tales #93, Grimm Unleashed #2,#6, Grimm Fairy Tales Wounded Warriors Special #1, Grimm Universe #1, Irresistible #3, Grimm Fairy Tales Animated One Shot)










Na edição ainda teremos vários pinups e prints especiais. Lâmina Selvagem volume 1 terá três capítulos em 72 páginas de pura aventura, impressa em papel couché 90 g e capa envernizada.

Para apoiar ou conhecer mais sobre o projeto, os brindes e os valores, acesse a página do Catarse clicando aqui







quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O Cinema da DC no mundo paralelo!



No final da década de 1990, Blade apontou uma certa forma de adaptar quadrinhos para o cinema que agradou bastante gente. Em 2000, Bryan Singer edificou o formato com X-MEN e alçou um vôo mais alto e bem sucedido em 2003, com o lançamento do filme X2. Tendo amargado alguns insucessos, a Warner se mobilizou e em 2005 Batman Begins, literalmente, começou a escalada da Distinta Concorrência...

Naturalmente, o primeiro super-herói dos quadrinhos, Superman, não podia ficar de fora e assim, em 2007, o Homem de Aço foi resgatado diretamente da lendária adaptação dirigida por Richard Donner em 1978. Sim, Superman O Retorno pecou pelo ritmo lento e pelo excesso de reverência ao clássico do final dos anos 1970, mas apresentou Brandon Routh, o Superman de uma nova geração. Em 2008, Batman O Cavaleiro das Trevas, trouxe uma breve sequência (não creditada) que mostrava Clark Kent entre os convidados da festa invadida pelo inesquecível Coringa de Heath Ledger. Por qual motivo, razão ou circunstância o último filho de Krypton não intercedeu a favor de Gotham naqueles dias agrestes? Só teríamos a resposta na sequencia de Superman Returns.

Eis que em 2009, poucos meses antes do fim do contrato de Brandon Routh, era lançado Superman Homem de Aço, longa em que Singer se redimiu, mostrando como, de fato, aprendeu com os erros cometidos dois anos antes. Contrato renovado com Brandon, óbvio! E não há DCnauta ou Marvete que não tenha a luta do herói contra o um robô gigante no seu top five dos melhores combates da história dos quadrinhos no cinema. Cabe lembrar que o roteiro foi inspirado no arco escrito por Geoff Johns e Richard Donner nas páginas de Action Comics, sensacionalmente ilustrado por Adam Kubert em 2006, e a competente interpretação de Jude Law como o General Zod renascido do abismo congelado lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante – mas por seu Lex Luthor, Kevin Spacey merecidamente levou o Oscar de Melhor Ator (Sorry, Mr.Sean Penn). Outros pontos altos do filme foram às aparições de membros da Liga da Justiça e as presenças dos vilões Metallo, Bizarro e Parasita.

O filme do Lanterna Verde foi lançado em 2011, mas nem a produção executiva do quadrinista Geoff Johns, que revitalizou o personagem nos quadrinhos com sucesso de crítica, conseguiu evitar o fiasco. Um filme lastimavelmente esquecível e equivocado.

Mais tarde, foi necessária uma negociação, digamos, “financeiramente obscena”, para que o diretor Cristopher Nolan finalmente integrasse “seu” Batman ao restante do Universo DC, mas a Warner não se arrependeu, lucrando rios de dinheiro em cada estréia. Fãs ávidos por ver seus heróis finalmente reunidos na telona geravam filas quilométricas. Batman O Cavaleiro das Trevas Ressurge, de 2012, logrou um merecido êxito e contou a participação do Superman no ato final do filme.

Encorajada pelo sucesso alcançado nos cinemas, a DC foi para a TV ainda em 2012, pois no dia 10 de outubro ia ao ar pelo canal The CW o primeiro episódio de Arrow. Longe de ser algo escrito no carbono do Nolanverso, a série tomou como referência a fase clássica do Arqueiro Verde realizada por Denny O’Neil e Neal Adams nas HQs. O Oliver Queen interpretado por Stephen Amell encontra bem vindas influências do Robin Hood de Errol Flynn e da versão apresentada na animação Liga da Justiça Sem Limites (2004). Destaque para os episódios com a participação de Hal Jordan, que, apesar do orçamento enxuto em relação ao filme do Lanterna Verde, redimiram o personagem/ator, novamente interpretado por Ryan Reynolds.




2013 representou o ano da consolidação definitiva do Universo DC no cinema com o lançamento de LIGA DA JUSTIÇA. Embora muitos fãs tenham se queixado do tom escuro, sombrio e taciturno do filme, cortesia do diretor Zack Snyder, não faltaram sequências de ação únicas, e sob a batuta do roteiro bem construído pelos maestros Bruce Timm e Paul Dini, dupla responsável pelas adaptações sempre bem sucedidas do universo animado da editora. Pontos fortes: Idris Elba como Lanterna Verde, Henry Cavill como Capitão Marvel e Amy Adams como Mary Marvel. Sem mais sobre o assunto!



Além de novas temporadas das séries em andamento, outras duas investidas da DC estavam guardadas para a TV em 2014: as séries The Flash e Gotham. No caso do Velocista Escarlate, a nova saga teve como ponto de partida o seriado estrelado por John Wesley Shipp nos anos 1990, e todos sentiram uma grata surpresa com o Wally West interpretado por Gustin Grant se mostrando um digno herdeiro do legado de Barry Allen. Já em Gotham, a idéia de mostrar o dia a dia (ou noite a noite se preferir) do Departamento de Polícia da perigosa cidade do Cavaleiro das Trevas teve o mesmo impacto e sucesso do seriado Nova York Contra o Crime em seu tempo – comparações com NYPD Blue foram inevitáveis dada a premissa da série – e Ben McKenzie vem se destacando na interpretação do filho de James Gordon.

Com as séries mantendo os fãs entretidos de temporada para temporada, ano após ano, a DC/Warner preparou para 2016 seu evento de maior porte com o lançamento de LIGA DA JUSTIÇA 2! A série Legends of Tomorrow, protagonizada pelo Superman/Brandon Routh na companhia de outros heróis oriundos de aparições na TV preparou o terreno devidamente para o lançamento do filme, novamente dirigido por Zack Snyder, que infelizmente repetiu alguns erros cometidos em 2013, como as cenas demasiado escuras, mas que ainda teve o mérito de reunir um time de personagens das versões live action de forma competente para uma grande aventura, cuja dimensão nas bilheterias foi simplesmente astronômica. Pontos fortes: Gal Gadot como Mulher Maravilha (uma estréia aguardada com expectativa há tempos) e Ben Affleck como o veterano Pantera.  

E assim poderia ter sido o Universo DC nos cinemas e na TV, mas a Warner não viu que isso era bom...