quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Guerra nas Estrelas - O Resumo da Ópera













Guerra nas Estrelas é antes de tudo um romance. A tecnologia mostrada em veículos incríveis e equipamentos e armamentos definem uma ambientação distinta e complexa. A pluralidade de alienígenas, planetas e culturas acrescentam camadas e leituras que estão a serviço da proposta de ambientação. Para muitos a obra é categorizada como Fantasia Científica, pois a ciência é um elemento de figuração ante o drama, ante os conflitos interiores e exteriores dos personagens.

A saga foi concebida pelo Diretor e Produtor George Lucas em substituição a uma mal lograda revitalização de Flash Gordon. Após uma tentativa frustrada de conseguir os direitos para a produção de um longa metragem com o herói dos quadrinhos de Alex Raymond, Lucas optou por criar sua própria trama.

Hoje em dia a Teoria do Monomito (ou a Jornada do Herói), de Joseph Campbell é explorada à exaustão por uma miríade de escritores, lembrando que este recurso não garante êxito no resultado. Citar ou referenciar Campbell tornou-se em muitos casos um mero artifício de venda. Usado (e abusado) como fórmula para produções cinematográficas, a Jornada do Herói é fruto do estudo, catalogação e comparação de mitos de diversas culturas que levaram Joseph Campbell à conclusão de que todos esses mitos possuíam uma estrutura comum (veja os infográficos).




















George Lucas estruturou a história de Luke Skywalker nesta jornada, favorecendo a criação de personagens interessantes que ganharam ainda mais carisma graças a seus intérpretes. Há entre os fãs a crença de que a Guerra nas Estrelas teria sido concebida em 9 (alguns dizem 10) episódios, os mais céticos ainda duvidam disto, embora a quantidade de notas para criar algo desta complexidade seja imensa. O fato é que o filme (de 1977) inicialmente chamado apenas de Star Wars, recebeu (em 1981) o subtítulo de Episódio IV - Uma nova Esperança. Com seu sucesso surgiram as sequencias, games, animações e milhares de produtos licenciados. 


A trama os iniciados já conhecem, mas antes de chegar em seu formato final, vários tratamentos foram dados à história. Numa primeira versão o protagonista era o samurai espacial Mace Windy, que detinha o título de Jedi-bendu. Sua história seria narrada por seu aprendiz C.J. Thorpe ou C.2.Thorpe apelidado de Chuie (cuja pronuncia em inglês é Chewy). Nesta versão aparecia uma ordem galática muito antiga chamada Whills, que inicialmente seria um personagem mas tornou-se um conceito mais amplo, as notas, frases, descrições e citações narradas por meio do Whills acabaram constituindo um guia para o próprio Lucas: O Diário de Whills (Journal of the Whills).



Como qualquer escritor iniciante de ficção, George Lucas recheou sua trama de nomes esquisitos e referencias obscuras, sem noção de qual teria relevância no futuro ou no passado da história. E assim começava a construção da saga. O rascunho de roteiro em 1973 era apresentado assim: "Diário de Whills - Parte I: Esta é a história de Mace Windy um reverenciado Jedi-bendu de Ophuchi, narrada a nós por C. J. Thorpe, aprendiz padawan do famoso Jedi."























Uma versão mais completa e organizada do roteiro apresentava as aventuras de Annikin Starkiller, treinado pelo general Luke Skywalker com ajuda do alienígena verde Han Solo contra o Imperador Cos Dashit e seu braço direito o implacável e sanguinário Darth Vader. Esta versão que instigava a curiosidade dos fãs já há muito tempo tornou-se uma mini-série de quadrinhos escrita por J.W. Rinzler e arte de Mike Mayhem.









Após muitos games de sucesso, animações e uma trilogia contando o passado da família Skywalker,  2015 marca a chegada de uma nova produção cinematográfica: STAR WARS - O Despertar da Força, cujos fatos se passam 30 anós após os fatos mostrados no Retorno de Jedi.

Em 2012 George Lucas vendeu sua empresa (Lucas Film) junto com Star Wars e outras criações suas para a Walt Disney Company repassando a eles a sinopse dos capítulos 7, 8 e 9 da saga da família Skywalker. A primeira ação do diretor e produtor encarregado pelo projeto foi ignorar o material de Lucas. Após alguns problemas com Jornada nas Estrelas, JJ Abrams deu o seguinte depoimento: "Eu não quero fazer um filme onde a gente não saiba realmente, qual é a nossa história. Eu sinto que fiz isso muitas vezes na minha carreira". É compreensível que o Diretor faça uso de prerrogativas necessárias para contar a história que foi contratado para contar, embora ignorar as sinopses do homem que criou a Lenda Star Wars possa não parecer sensato.










Em depoimento ao CBS THIS MORNING (link pro vídeo no fim da matéria) George Lucas afirmou que a Disney quer contar suas próprias histórias e não pretendem usar o material que ele escreveu. (Nota do Editor: Lembre-se tudo munda no mundo o tempo todo. Ninguém garante que não irão resgatar essas sinopses após JJ Abrams sair de moda).

Para dezembro de 2016 está programada a estréia de Star Wars: Rogue One. Uma história derivada que mostra acontecimentos imediatamente anteriores aos vistos no filme de 77. Na trama um grupo de rebeldes se organizam para enfrentar a tirania do império roubando os planos de criação de sua arma mais letal. O filme dirigido por Gareth Edwards ( Godzila, 2014) tem no elenco:  Felicity Jones, Diego Luna, Forest Whitaker, Ben Mendelsohn, Alan Tudyk, Mads Mikkelsen e Donnie Yen. Há planos de mais produções explorando o universo de Guerra nas Estrelas além de novos quadrinhos, livros, games e animações. Há informações de que o plano é um filme do universo de Star Wars por ano.


As Guerras são responsáveis por revelar o que há de melhor e pior no ser humano. Elas levam o espírito humano a testes e provações de caráter definitivos, para um escritor este cenário favorece o drama num nível de intensidade elevado e, nas mãos de George Lucas, contribuiu para um pano de fundo repleto de movimentos, idas, vindas e revelações. As Guerras são responsáveis por traumas irrecuperáveis e prejuízos sociais, materiais e não-materiais, mas na ficção, onde é garantido um certo nível de segurança e conforto ao expectador, podem resultar em bons momentos de diversão e, porque não dizer de experiências e aprendizados. A produção de um filme no nível de Star Wars possui uma estrutura e uma organização comparáveis às do exército e, quer provoque amor ou ódio, é difícil ignorar algo deste porte tão entranhado na cultura e no comportamento contemporâneos.

Que a força esteja com você.




Para saber mais:
O Monomito de Joseph Campbell (sintese)
O Poder do Mito (Entrevista onde Campbell apresenta logamente e detalhadamente a Teoria da Jornada do Herói. Vídeo em 6 partes, o link é para a parte 1).
O site Oficial de Star Wars
Concept Arts de Ralph McQuire para a Guerra nas Estrelas original
George Lucas no CBS THIS MORNING (19/nov/2015)
Quadrinho da Dark Horse adapta primeira versão de roteiro de Star Wars
Livro: Como Star Wars conquistou o Universo. Chris Taylor. Editora Aleph


http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2015/11/a-guerra-de-cada-um.html

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Os Renegados Volume Um (por Dennis Oliveira)



 Atualmente, o Universo DC conta com uma equipe intitulada Capuz Vermelho e os Fora da Lei, grupo composto pelo revivido ex-Robin Jason Todd, Roy Harper (Arsenal) e Estelar, a princesa guerreira de Tamaran. De postura “pró-ativa” em relação aos ataques e estratagemas dos super-vilões, em que os heróis deixam de agir como “bombeiros” e passam a atuar como “caçadores”, tais figuras empreendem voluntoriosa batalha contra o crime... Mas os primórdios do conceito da equipe foram forjados há mais três décadas no título  Batman e Os Renegados, escritor por Mike W. Barr (Camelot 3000) e ilustrado pelo saudoso Jim Aparo (Batman). Conheça agora, os Renegados originais, meu grupo favorito de super-heróis!


Anos atrás o Barão Bedlam (não o vilão de Apokolips) invadiu e dominou a Markóvia, um pequeno reino na Europa oriental. As cidades foram tomadas pelo caos, vários estrangeiros foram capturados, entre eles Lucius Fox, alto executivo das empresas Wayne que havia sido enviado pelo próprio Bruce (Batman) momentos antes da insurreição. 

Batman estava caçando um traficante quando tomou ciência da situação e imediatamente convocou uma reunião da antiga Liga da Justiça, a “geração do satélite”. O Cavaleiro das Trevas propôs invadir a Markóvia, mas isso foi recusado pelo Superman, que temia uma piora da situação caso os membros da Liga viessem a interferir em assuntos internos de qualquer país. Batman, revoltado, abandona a equipe. Esse momento é curioso e tenso. Curioso, pois vemos o anárquico Arqueiro Verde surpreender-se com a decisão de Batman... Já a “tensão” está presente quando o Morcego demonstra não ter papas na língua quanto a seus ideais, desafiando (e menosprezando) o Superman e qualquer outro que tentasse impedi-lo. Melhores frases:

“Você fez isso. Eu não” cortando o Superman que acabara de falar que havia dado sua palavra a ONU de que ninguém da Liga iria interferir. Segue um sonoro “Muito bem, nesse caso, a partir de agora eu estou fora da Liga”. 

“Nunca quis que as pessoas me imitassem, apenas que me temessem” respondendo a afirmação da Mulher Maravilha de que a Trindade sempre foi um exemplo pros demais.

E...
“Eu ouvi o grito dos moribundos, das vítimas do crime e da injustiça. Eu jurei que faria todo o possível para proteger as pessoas. Se alguém quiser me deter, vai ter que me matar” para um “mas” do Super.



Em companhia do herói Raio Negro, Batman vai à Markóvia, onde encontra outros superseres em ação: Halo (uma garota sem memórias, capaz de voar e com poderes diferentes advindos de cada cor de sua aura permanente), Katana (uma samurai em busca de vingança contra um general do exército de Bedlam) e Metamorfo (Rex Mason em busca da Doutora Helga Jace, cientista da Markóvia que em teoria era capaz de encontrar uma forma de reverter sua transmutação). Nesse ínterim, o governo destituído toma suas próprias medidas para combater o usurpador, e concede superpoderes ao príncipe Brion Markov, que vem a se tornar o Geoforça através de uma máquina criada pela Dra.Helga. Sob a liderança de Batman, os meta-humanos derrotam Bedlam e fundam a equipe dos Renegados. Um dos momentos mais divertidos é forma como o grupo é batizado. Batman identifica o potencial do grupo com a Liga antes das regras se tornarem mais importantes que as ações... Assim, o Cavaleiros da Trevas decide voltar a trabalhar em equipe. Ele promete ajudar Halo a descobrir seu passado, ensina-los a usar seus poderes... E quando está tudo “certo” para a recém-formada equipe, Metamorfo questiona: “Um bando de renegados como nós? Até que pode dar certo, mas como vamos nos chamar”. “Você já disse, os Renegados! O que acha, Batman?”... “Na falta de um nome melhor, acho que esse serve” responde a Geoforça. Os desenhos de Jim Aparo dão um ar “clássico” a essas histórias de origem, garantindo seu lugar entre outras edições lendárias em que supergrupos unem força pela primeira vez.


Os Renegados tiveram sua base em Gotham City inicialmente. Ocorreram diversas aventuras em que se ergueram os principais inimigos do grupo, como o Quinteto Mortal e novos vilões concebidos pelo escritor Mike W. Barr. Houve ainda um crossover com os Novos Titãs de Marv Wolfman e George Pérez – e um ponto alto é Dick Grayson problematizando o fato de Bruce sequer ter revelado sua identidade para o grupo. A equipe fez uma breve aparição no encerramento da saga titânica intitulada Contrato de Judas, e Brion Markov, o Geoforça foi “poupado” da verdade sobre os Atos de sua irmã, a traidora Terra

Entre as aventuras do time cabe dizer que os Renegados lutaram no mega-evento-cósmico conhecido como Crise nas Infinitas Terras, sendo que o Geoforça foi um dos heróis recrutados pelo Monitor. Tempos depois Batman descobriu que Halo era uma alienígena que havia sido ferida mortalmente, buscando “refúgio” no corpo de Violet Harper, uma assassina. Uma heroína pouco conhecida chamada Ventania veio a se unir as fileiras da equipe, mas não demorou para que começassem a acontecer conflitos ideológicos (e metodológicos) entre Batman e o restante do grupo. No melhor estilo, “a história se repete”, Bruce abandona a equipe. Como consequência, os demais membros se mudaram para Los Angeles, onde a Lia Biggs se torna a heroína Divina e se junta a eles – levando o grupo a se aventurar no reino subterrâneo da Abyssia, profundamente abaixo dos alpes suíços, e fazer novos e perigosos inimigos. O último membro a integrar a superequipe foi o Cavaleiro Atômico, um ex-funcionário dos Laboratórios Delta que desenvolveu uma armadura impressionante. Jim Aparo desenhou os Renegados por cerca de quarenta edições, sendo substituído pelo talentoso Alan Davis. Barr manteve-se constante em roteiros dinâmicos e abordagem inovadoras desde o início – Mike Barr foi o roteirista de revistas excelentes como Batman Ano II, Batman, o Filho do Demônio e o épico Camelot 3000.

Logo, graças a Geoforça, os Renegados passaram a ser financiados pelo governo da Markóvia, embora não precisassem prestar contas a seus dirigentes. Uma saga de grandes proporções veio marcar o fim do que seria entendido como o “primeiro volume” dos Renegados: Milênio. Eles foram traídos pela Dra. Helga Jace que na verdade era uma espiã infiltrada dos Caçadores Cósmicos. A consultora científica da equipe assassinou Metamorfo e morreu em seguida. Enfrentando os Caçadores nos subterrâneos da Márkovia, Halo é seriamente ferida e entra estado de coma, sobrevivendo numa câmara hiperbárica e ficando sob os cuidados da amiga Katana. Divina reverte a seu estado original, a indefesa Lia Biggs. Tais fatos levam o grupo a se dissolver. Raio Negro continuou a atuar esporadicamente nas ruas de Gotham. Com a morte de seu irmão, o príncipe Greg, Geoforça, passa ajudar sua cunhada, a rainha Ilona, a governar a Markóvia. Embora Metamorfo
tenha renascido misteriosamente graças à bomba meta-humana liberada pelos alienígenas Dominions durante a Invasão, os Renegados nunca mais se reuniram. Até a Markóvia ser invadida muitos anos depois por vampiros, dando início ao volume dois! Mas isso é uma outra história...




http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2016/03/porque-o-batman-e-tao-legal-por-dennis.html





sábado, 7 de novembro de 2015

JORNADA de volta à TV!



Com o sucesso dos filmes produzidos por JJ Abrams, Jornada nas Estrelas voltou à crista da onda. A última Trek série na TV, Enterprise, encerrou em 2005. De lá para cá, fora alguns boatos criativos, não houve nenhuma menção de uma nova Trek série. Em 2009, Jornada voltou aos cinemas numa proposta criativa e moderna capitaneada pelo Produtor e Diretor JJ Abrams. O filme (Star Trek 2009) estabeleceu uma nova linha temporal (apelidada pelos fãs de Abramsverse) e de acordo com ela, apenas os eventos vistos em Enterprise (2001/2005) são cânone. Em 2013 veio o segundo filme fazendo referência a Ira de Khan (1982) e em 2016 estreará Star Trek Beyond. O Abramsverse é um prato cheio para o cinema: atores e atrizes jovens cheios de sex appeal para agradar garotinhas e garotões, tragédia, intrigas, ciuminhos e invejinhas, cenários brilhantes, design arrojado, muita ação, muito drama e roteiros envolventes e inteligentes, não se pode negar.

Desde a estréia do filme de 2009 que eu conjecturo entre amigos (e em bate-papos e palestras) um retorno de Jornada à TV. Sejamos lógicos: a série nasceu na TV. Tornou-se uma referencia mundial em termos de série,  de Ficção Científica e de mobilização de fãs. Algo semelhante ocorre com Ultraman (no Japão), Doctor WHO (na Inglaterra) que em seus países são praticamente "patrimônios culturais". Jornada nas Estrelas, uma franquia com fãs no planeta inteiro é uma marca rentável e está distribuída em milhares de produtos que vão de livros e blue-rays a cortadores de pizza, abridores de lata e action figures.

Enquanto a maioria dos trekkers de meu convívio acreditavam que Jornada só voltaria à TV depois dos filmes do Abramsverse perderem audiência, minha opinião e torcida divergiam da maioria. A crença é que demoraria alguns bons 6 a 10 anos até a série criada por Gene Roddenberry voltar às televisões do mundo. Voltando à lógica Spockiana: Star Trek é uma franquia administrada por produtores que tem como objetivo ganhar dinheiro. Assim seria mera consequencia pensar que eles deveriam aproveitar o frisson estabelecido pelo Abramsverse para faturar com uma nova série de TV.

Em novembro de 2015 foi anunciada uma nova Trek série a estrear em Janeiro de 2017. Com isso começam a surgir especulações e os primeiros sinais de amor e ódio, antes mesmo da divulgação de qualquer imagem, sinopse ou atores. Mas isto é um retrato de nossos tempos e este fator tem sido muito utilizado pelos departamentos de marketing para conseguir mídia espontânea.


Vamos agora a uma série de pensamentos e especulações (lógicas ou não) sobre esta nova Trek série:








-Atores de cinema possuem um nível de cachê que uma produção televisiva não comporta. Então
pare de sonhar com o elenco dos filmes de Abrams numa série de TV. Possivelmente vão contratar atores novos, lançar alguns novos talentos cujos rostos serão associados inicialmente aos personagens que vão interpretar nesta série. Isto será uma oportunidade de ouro para uma equipe de maravilhosos sortudos.

-Convidados e participações especiais. Para garantir um certo nível de familiaridade — e para arrebanhar civis (não trekkers) para a audiência, algum ator razoavelmente conhecido da TV deve ser contratado. Posso até chutar que vão acabar chamando algum ator que já passou por CSI, NCIS, Lost, Fringe ou algo do tipo Last Ship. Em algum momento atores de outras produções da franquia devem fazer participações especiais, isto é uma aposta segura. Basta lembrar das aparições de Deforest Kelley, Jemes Dohan, Leonard Nimoy e William Shatner em aventuras da Nova Geração.








-A probabilidade da série se passar no Abramsverse é grande. Seria muito ousado imaginar a possibilidade de ver a tripulação de Picard nessa realidade? Não se sabe. Entretanto, como o produtor é Alex Kurtzman (co escritor dos dois primeiros filmes do Abramsverse) seria uma grande surpresa se a série se passasse no Universo Prime (universo da série original e cuja linha cronológica engloba 703 episódios, 10 filmes e, para alguns, mais 22 episódios animados).














-Nova série, novos recursos. É possível inferir que os novos episódios sejam escritos pensando no novo público de séries, com mais ganchos, mais romances (e intrigas), uma trama central unindo todos os episódios, mesmo que existam aventuras auto-contidas. Os produtores devem manter os elementos que deram certo nas séries anteriores e adicionar novos recursos e temas. Como temos visto em outras Trek séries metáforas com a situação política e social do nosso mundo, elementos de ficção mais séria e filosofia não devem ficar fora da estrutura do programa.

A série (produzida em comemoração aos 50 anos da série original) será distribuída inicialmente pelo serviço de streaming da CBS e posteriormente pela CBS Studios International. A estreia está agendada para janeiro de 2017 e para muita gente, a contagem regressiva começou, alguns esperando ver uma nova tripulação indo audaciosamente onde nenhum homem jamais esteve outros apenas torcendo para que não manchem o legado.

Enquanto não chega a nova Trek Série veja novas aventuras com a estética da Série Clássica em produções de fãs que amam e respeitam a tradição do Grande Pássaro da Galáxia:

- Star Trek New Voyages


- Star Trek Continues

- Prelude to Axanar

- Axanar (Vulcan scene)



http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2015/11/jornada-nas-estrelas-resumo-da-opera.html

Jornada nas Estrelas - Resumo da Ópera



Jornada nas Estrelas (Star Trek) é uma série de TV criada em 1965 e exibida inicialmente entre 1966 e 1968 em três temporadas. Os episódios narravam as viagens da nave estelar USS Enterprise, sob comando do Capitão James Tiberius Kirk, auxiliado pelo imediato e oficial de ciências Spock Grayson — quer dizer que você não sabia o sobrenome humano do Sr. Spock?! Tudo bem. O mais importante é que Jornada nas Estrelas (criada pelo produtor Gene Roddenberry) era uma série que propunha um futuro otimista para a humanidade e cada episódio explorava um tema ou levantava discussões filosóficas sobre a sociedade, política, história e sobre a alma humana.

Após resolver os problemas do planeta, o homem parte para o espaço motivado pela curiosidade científica. Nesse contexto nasce a Frota Estelar que tem por missão pesquisar novos mundos e novas civilizações e serve à Federação dos Planetas Unidos, uma instituição multi-planetária que reúne planetas que já conseguiram desenvolver a viagem de dobra, um sistema de propulsão que permite viajar à velocidade da luz. A série Enterprise (2001/2005) mostra a gênese da Frota Estelar e a fundação da Federação dos Planetas Unidos enquanto narra as viagens do Capitão Jonathan Archer (Scott Bakula de Quantum Leap e NCIS New Orleans) e sua tripulação à bordo da Enterprise NX-01.

Jornada nas Estrelas- A Nova Geração (1987/1994) foi produzida quase 20 anos após o cancelamento da série original. As aventuras mostram uma nova Entreprise e uma nova tripulação 95 anos após os acontecimentos vistos na série clássica. A mitologia da série foi expandida, novos povos e civilizações, novos desafios e novos inimigos surgiram, mas os temas e a profundidade mostrada anteriormente em Jornada continuou.

Deep Space Nine (1993/1999) foi exibida no Brasil como Jornada nas Estrelas - A Nova Missão e desta vez os episódios eram centrados numa estação espacial na fronteira mais distante da galáxia, uma rota cheia de perigos e conflitos iminentes.

Voyager (1995/2001) mostra uma nave perdida no espaço a 70.000 anos-luz do espaço da Federação exposta a perigos e desafios que nenhuma nave da Frota Estelar jamais enfrentou.

Em comum as séries de Jornada nas Estrelas mantem o tom de ficção-científica hard, mais sério e filosófico, especulando como o homem lidará com os problemas do amanhã, e como lidará com seus desafios e medos interiores ante o desconhecido. Gene Roddenberry, ex-piloto militar e ex-policial começou uma carreira de roteirista ainda quando era policial. Escreveu episódios para séries de western e policiais até tornar-se produtor para levar adiante o tipo de histórias que gostaria de contar. O grande desafio que enfrentou foi o ceticismo dos produtores de TV da época, que não acreditavam que uma série com senso crítico tão apurado tivesse chance de êxito. Hoje 703 episódios em 5 séries live-action (até agora, nov/2015) e mais 22 episódios de uma série de animação a história mostrou quem estava com a razão.

A título de informação o Laboratório Espacial apresenta abaixo um infográfico com alguns dados interessantes sobre Jornada nas Estrelas.







Mais:
Videocast Fora de Órbita (Fernando Lima & JJ Marreiro falam de Star Trek)
Trek Brasilis - A fonte de Jornada nas EStrelas em Português
Star Trek New Voyages - Fanfilmes fiéis à série original
Star Trek Continues - Fanfilmes cuja estética e roteiros remetem à TOS.

Prelude to Axanar (legendas disponíveis na barra do youtube)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Geek Expo 2015 : Muitas tribos e uma só sintonia


Geek: Termo modernamente usado para designar apreciadores de cultura pop, games, literatura, RPG,  Hqs e entretenimentos diversos com apelo intelectual.
Expo: Forma contraída de Exposição, podendo por associação livre significar convenção, encontro ou reunião.

Neste setembro de 2015 aconteceu o primeiro Geek Expo, um evento made in Ceará inspirado nos moldes das comic cons. Dubladores, celebridades da web e autores de quadrinhos dividiam espaço com painéis e exposições sobre Marvel, DC, Star Trek e outras séries de tv e franquias cinematográficas.


Espaços para games, stands de memorabilia e colecionáveis, oficinas e palestras estavam entre as atrações. Com destaque para o Artist Alley — num evento feito no Ceará bem que esta seção merecia um título em português — por ali, artistas e ilustradores (de alto nível) dividiam espaço com os autores convidados em sua mesa de autógrafos e encantavam com sua arte todos que visitaram o espaço. Muitos prints (uma espécie de mini-poster), cards, adesivos e artes originais foram disputados pelos fãs. Quadrinhos e artbooks também estavam disponíveis (com opção de autógrafo).



A celebração não seria completa sem a presença de fabulosos cosplays (destaque para a Oficina de Cosplay de Roberta Páscoa e Kim Lima) e uma exposição de estátuas e colecionáveis espalhadas por toda a sede desta Geek Expo, o Centro de Eventos do SEBRAE-CE. Os dias 12 e 13 foram de muita emoção para fãs e convidados com destaque para a palestra do Mino (e rapa-equipe) onde num encontro com leitores foi palco de depoimentos emocionantes e emocionados.

No encerramento houve a entrega do Primeiro Trófeu Al Rio. Um prêmio de reconhecimento concedido a alguns dos convidados por sua contribuição a este encantador mundo do entretenimento. Zilda Boaz, esposa do saudoso artista Al Rio (que dá nome ao prêmio) foi a primeira agraciada e agradeceu o apoio recebido por parte de amigos como Silvio Amarante (Revistas & Cia) e Alzir Fernandes (Gibiteria Fanzine) e o carinho de todos os fãs do Al Rio, o que inclui os organizadores da Geek Expo. A premiação foi apresentada pelo publicitário Rafael Vasconcelos. Amigos e parceiros de Al Rio foram convidados para entregar o troféu aos agraciados: Adão Iturrusgarai, Cris Peter, Mino, Sirlaney e Zilda Boaz.


Todos os ambientes estavam agradavelmente decorados e adequados para receber os fãs de cultura pop, sem superlotação, mesmo com o visível sucesso de público. A Geek Expo foi uma festa do entretenimento saudável e inteligente onde reinou a camaradagem com direito a picos de emoção como na palestra do Mino e na entrega do Prêmio Al Rio. Com tudo isso nos resta parabenizar os realizadores do evento e desejar à Geek Expo uma Vida Longa e Próspera.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Batwest: Um Improvável Cavaleiro das Trevas! (Uma crônica de Dennis Oliveira)



Você sabia que Adam West, o Batman do seriado de 1966, já revelou ter ficado ressentido por não ter sido chamado para reprisar o papel no filme dirigido por Tim Burton em 1989?

Pois é... Agora, venha imaginar e corromper comigo um tempo pretérito que nunca aconteceu (mas bem que poderia)...

Em 1989, a Warner escalou uma promessa oriunda dos Estúdios Disney, Tim Burton, para realizar o filme que celebraria os 50 anos de criação do Batman. E para comemorar a data, Burton julgou apropriado que fosse feita a adaptação da trama que muitos já consideravam o crepúsculo definitivo do Homem Morcego e assim, após algumas reuniões com Frank Miller, a trama de Cavaleiro das Trevas foi preparada para ter sua versão no cinema.

Adam West fora convocado novamente para vestir a capa e o capuz, mas Burton decidiu substituir o uniforme de pelica do seriado de 1966  por uma armadura negra de borracha, que realmente limitava os movimentos do herói mas que soava condizente em forma e função com o  personagem envelhecido e com o ator sexagenário. Jack Nicholson deu ares nunca imaginados ao Comissário Gordon (justificando plenamente o salário obsceno que faturou pelo longa metragem), mas a verdade é que quem roubou o filme foi o Coringa interpretado por Michael Keaton – uma versão aterrorizante e singularmente divertida do Besouro Suco de Os Fantasmas Se Divertem (1988).





Na atmosfera sombria que somente Tim Burton é capaz de criar para nos envolver, o talento brilhante de Jack Palance como o Duas Caras e um elenco secundário que ainda tinha a força do Líder Mutante vivido com pujança por Billy Dee Willians (o eterno Lando Calrisian), o irônico Alfred de Michael Gough e, mesmo sob pesadas críticas, a personagem de Kim Basinger, que flertava com características da Robin Carrie Kelley com Vick Vale, surpreendeu a todos e levou o Oscar de Melhor Atriz que todos atribuíam precipitadamente a Geena Davis por sua atuação em 'O turista acidental' antes de conferir Batman.

Com mais de duas horas de duração, o filme de linguagem tão dinâmica quanto possível se encerra após o embate derradeiro entre Batman e Coringa, mas Burton guardou uma cena (apresentada depois dos créditos finais) que arrebatou o coração dos fãs: o diálogo entre Superman (Christopher Reeve retornando ao papel do Homem de Aço 2 anos depois de Superman IV Em busca da Paz) e o presidente dos E.U.A. (Ronald Reagan poucos meses após o fim de seu mandato) a respeito das ações do vigilante de Gotham...

O filme deteve a marca histórica de maior bilheteria do cinema até o lançamento de Avatar (2009), mas os fãs teriam que esperar até 1992 para vislumbrar o desfecho total... e isso fica pra outro dia, amigos imaginautas.









Este artigo teve textos de Dennis Oliveira e imagens de JJ Marreiro
Mais sobre o Dennis Oliveira:
Profile no site Quadro-a-Quadro
Dennis Oliveira no Deviantart
Guardiões



http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2016/03/porque-o-batman-e-tao-legal-por-dennis.html


http://laboratorioespacial.blogspot.com.br/2013/07/quem-e-o-superman.html